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CITROËN C3 AIRCROSS - A REBELDIA DE UM PEQUENO GIGANTE

Público

2025-02-08 07:01:04

a Depois da estreia do C3, que, diz a marca, se tem revelado um sucesso, tendo em conta o número de interessados, tanto nos períodos já de encomendas como ainda de reservas, ainda sem qualquer contacto físico com o automóvel, a Citröen tira da manga a variante SUV do utilitário, obedecendo às mesmas premissas, mantendo o preço ao nível da última actualização, há quatro anos: é proposto desde 19.290 euros. Para tal, a marca focou-se na simplicidade e procurou descartar tudo o que considerou obsoleto, desnecessário ou excessivo para poupar nos custos de produção, claro, mas também para emagrecer uns quantos gramas que fazem diferença nos consumos (e, no caso dos eléctricos, na autonomia). Só que não se ficou por aí: fez crescer o C3 Aircross e criou uma terceira fila, opcional apenas com mecânicas térmicas e nos níveis de equipamento mais compostos por um extra de 700 euros. Nesta nova geração, o C3 Aircross tem um comprimento de 4,39 metros e pode assumir-se como um cinco ou sete lugares. Na primeira configuração, a habitabilidade dá cartas, com uma segunda fila a permitir que cinco ocupantes viagem à vontade e ainda uma mala capaz de arrumar 460 litros. A opção de sete lugares vai roubar espaço à arrumação (a mala passa a apresentar uma volumetria de 330 litros), mas admite transportar mais dois passageiros, sobretudo se crianças ou adultos pouco corpulentos. Outra novidade relevante é o facto de as suspensões Advanced Comfort passarem a ser incluídas de série, mesmo nas versões de equipamento mais despidas. Diz a Citroën que essa decisão está em linha com a intensão de se afirmar pelo conforto. Em termos técnicos, em vez de uma mola e um amortecedor hidráulico a gerir o equilíbrio entre o contacto com a estrada e o conforto dos ocupantes, foram incluídos batentes hidráulicos progressivos, que actuam como um segundo amortecedor mais pequeno, alojado nas extremidades do amortecedor principal. Existem dois batentes progressivos por amortecedor, um para a compressão e outro para a extensão, criando o que a marca chama de “efeito tapete mágico”. Para incrementar ainda mais o conforto, o C3 Aircross também é proposto de série com bancos Citroën Advanced Comfort, que incluem uma camada de espuma adicional, um acrescento de 10 a 15mm de espuma, e exibem um apoio lateral redesenhado. E a tranquilidade é, diz a Citroën, garantida pelo conceito C-Zen-Lounge, a remeter para a ideia de uma sala de estar. As informações da condução passam a surgir numa posição que se desenha em linha com a direcção do olhar do condutor. Design reinterpretado O C3 Aircross adopta muitas das ideias reveladas com o concept car Oli, em 2021, a começar pelo novo logotipo, destacado no centro da grelha, assim como na traseira. As características de SUV são visíveis num capot de linhas quadradas e dianteira vertical, bem como nas protecções das cavas das rodas, que criam um redondo de cantos quadrados, como já se tinha visto no C3. Além disso, há uma distância ao solo de vinte centímetros, a admitir uns passeios fora do asfalto. As mecânicas que animam o SUV do segmento B reflectem a vontade da Citroën, assim como da maioria das marcas sob o chapéu da Stellantis, de se manterem com um pezinho em todas as frentes. A proposta térmica assenta no PureTech 100, associado a uma caixa manual de seis velocidades, que, destaca o emblema, já cumpre as normas Euro 7. O mesmo motor sobrealimentado a gasolina é usado na nova motorização Híbrida 136, gerida por uma e-DCT, que incorpora um motor elétrico de 15,6 kW/21 cv alimentado por uma bateria de iões de lítio de 48 V. E há duas propostas 100% eléctricas, de 83 kW/113cv: uma, já disponível no lançamento, em Março, com bateria de 44 kWh, a reclamar autonomia para 300 quilómetros, e uma segunda variante, esperada mais para o final do ano, com bateria de 54 kWh, capaz de percorrer até 400 quilómetros com uma única carga. Em ambos os casos, os carregamentos em corrente contínua podem ser realizados a uma potência de até 100 kW, ou seja, é possível recuperar 80% da carga em menos de meia hora. A gama divide-se nos níveis You (desde 19.290EUR, para o Puretech 100; a partir de 26.490EUR, no caso do BEV), em que existe uma Smartphone Station, para usar o telemóvel como sistema de infoentretenimento do automóvel; Plus, no qual se pode começar a encontrar o Híbrido 136 (desde 24.890EUR) e que adiciona um ecrã de infoentretenimento a cores de 10,25 polegadas; e Max, apenas disponível com o Híbrido 136 (27.590EUR) e no BEV 44 kWh (30.890EUR), que inclui sistema integrado de navegação e carregamento para telemóveis sem fios. Carla B. Ribeiro