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RENAULT TWINGO E-TECH - QUASE PRONTO A PRODUZIR

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2025-02-11 22:05:33

A Renault, depois do lançamento do R5 E-Tech Electric, prepara o arranque da carreira comercial do R4 E-Tech Electric, que acontecerá ainda este ano. Em 2026, expansão da gama Pop Icon com o Twingo E-Tech Electric, que já observámos de perto, com o apoio de engenheiros e estilistas por detrás do projeto! Em primeira mão, o que sabemos... Oadministrador-delegado da Renault, Luca De Meo, tem no currículo o programa “Fiat 500”, porventura o automóvel que interpretou melhor, até hoje, a nostalgia por detrás da conceção e produção de reinterpretações modernas de modelos bem-sucedidos no passado de indústria que ainda continua a alimentar-se de paixões e emoções, mesmo encontrando-se confrontada com as exigências e obrigações associadas à eletrificação. Não admira, por isso, que tenha sido este italiano de 57 anos no comando da empresa francesa desde o verão de 2020 a impulsionar o programa de desenvolvimento do 5 E-Tech Electric, projeto que descobriu arrumado numa gaveta e sem quaisquer planos de produção... Inspirado pelo sucesso comercial do 500, seguramente, Luca de Meo ordenou que o R5 regressasse à mesa de trabalho e, após o início de carreira protagonizado pelo modelo, o executivo italiano provou que tinha razão. A reação do público ao modelo nostálgico novo, mesmo se proposta só com motorizações elétricas, superou todas as expetativas = e até convenceu até o júri do “The Car Of The Year” (COTY), que decidiu atribuir-Ihe o galardão do “carro do ano na Europa”, com a vitória na eleição de 2025. O próximo automóvel da família Pop Icon da marca do losango nos concessionários é O R4 inspirado no emblemático 4L, nome com que o modelo original ficou conhecido em Portugal. Partilha plataforma (AmpR Small) e mecânica com o R5, mas apresenta-se de forma diferente no mercado, pois trata-se de Sport Utility Vehicle (SUV) e compete em categoria (segmento B) que tem número cada vez maior de concorrentes com motores elétricos em vez de térmicoS. Durante o próximo ano, introdução do terceiro elemento da série, considerando-se que o Scénic E-Tech tem posicionamento bastante diferente e, por isso, diferenciado, uma vez que não é inspirado no MPV (monovolume) de 1996. Terceiro Pop Icon No outono de 2024, nas vésperas do salão de Paris, a Renault apresentou, na forma de “concept", uma primeira visão do futuro citadino, prometendo(-nos) que o desenho do estudo era muito próximo do aspeto do automóvel de produção, a exemplo do R5 e do R5. Desde 1993, a marca do losango fabricou três gerações do citadino (a segunda é de 2007 e a terceira de 2014, mas nenhuma das “cópias” conseguiu aproximar-se do êxito do original). Sem surpresa, Luca de Meo, para este projeto, escolheu a mais antigal... O primeiro Twingo tinha como missão preencher o espaço vazio criado pelo ponto final na produção do 4L (1961-1992). As prioridades eram a simplicidade, a versatilidade e a acessibilidade, por vender-se a partir de 8400 EUR, adaptando-se os números do início da década de 1990 aos atuais. A imagem foi finalizada por homem que liderou o departamento de “design” da marca francesa durante muito tempo (1987 a 2009), Patrick Le Quément, a partir de desenho assinado por Jean-Pierre Ploué, que trabalhou na Renault de 1985 a 1995. Le Quément conferiu uma espécie de "sorriso” à frente do Twingo e também aumentou a distância entre eixos do automóvel. Quando foi lançado, em 1993, o citadino vendia-se somente um nível de equipamento e quatro cores, o que simplificava bastante a produ-ção, com impactos positivos nos preços. Equipamentos como vidros elétricos, comandos à distância para as portas ou “airbags” surgiriam apenas depois do arranque da comercialização. O único motor disponível era a gasolina e... muito modesto: tinha 4 cilindro, 1,2 litros e 60 cv (a marca “importou-o” do R5, que deixou de fabricar só em 1996). Assim, as maiores originalidades do Twingo encontravam-se no interior: o banco traseiro regulava-se longitudinalmente, facto que permitia aumentar o espaço para passageiros ou o volume da mala; os comandos e até a instrumentação estavam "arrumados” no centro do painel de bordo, encontrando-se só uma linha de luzes avisadoras à frente do condutor; e todos os plásticos empregues nos revestimentos do interior eram muito básicos, com várias partes da chapa pintada na carroçaria à vista. Três décadas de história(s) A julgar pelo "concept") em 2026, o posicionamento do Twingo novo não será igual ao de 1993. E existem duas razões que permitem antecipar-se esta conclusão: primeiro, o citadino na “rampa de lança-mento” vender-se-á apenas com motorizações elétricas (E-Tech); segundo, atualmente, a simplicidade do modelo original não é admitida, devido às exigências em matéria de segurança (ativa e passiva). Ainda assim, confirmando-se a informação de que o desenho final é muito semelhante ao do estudo, Renault outra vez muito bem-sucedida na reinterpretação de automóvel icónico! A base do Twingo é a mesma plataforma (AmpR Small) do R5 e do R4, embora a equipa que trabalha no desenvolvimento do projeto optasse por redução (ligeira!l) da distância entre eixos. As proporções são semelhantes às do carro original, mas a escala é maior, devido à necessidade de integração das 4 portas que este modelo nunca teve. Os puxadores das portas traseiros estão escondidos próximos dos vidros, que abrem só em compasso. Os faróis recordam-nos o automóvel de 1993, mas, na verdade, são dois arcos em LED. os farolins têm formas são semelhantes, ao contrário do que sucedia no primeiro membro da “espécie”, e as jantes têm 18” e não 13” Finalmente, tal como há mais 30 anos, dois cubos pretos nos para-choques asse-guram a proteção da carroçaria, à frente e atrás, e encontra-se tomada de ar tripla sobre o "capot". O Twingo E-Tech tem, também, banco posterior deslizante (os encostos rebatem-se na proporção 50/50) e lotação limitada a condutor e três ocupantes. Não existem consola entre os bancos dianteiros, o que “liberta” espaço, e encontram-se aplicações pintadas na cor da carroçaria no “tablier” e nos painéis das. O painel de instrumentos digital (7”) e monitor tátil central do sistema multimédia (10,1") estão arrumados numa estrutura semitubular montada de extremo a extremo do interior. E, abaixo, encontra-se módulo com os comandos físicos para a climatização, o botão (enorme”!) que ativa os “piscas", elemento que evoca a esfera com a mesma função montada no segmento A de 1993... Finalmente, além da prateleira para a arrumação de objetos, em vez da capota de lona introduzida durante a primeira geração do Twingo, o citadino novo está equipado com tejadilho panorâmico em vidro. O piso do habitáculo é em cortiça pintada, o que é exclusivo deste “concept”, tal como as superfícies magnéticas nas partes de trás dos apoios de cabeça dianteiros, para fixar telemóveis. Os revestimentos dos bancos ou o grafismo dos “displays” digitais evocam as quatro cores do Twingo I. Preços abaixo dos 20.000 EUR Entre o “concept” de Paris-2024 e o estudo apresentado em Bruxela, no início de 2025, o Twingo aproximou-se da industrialização, devido à simplificação de (algumas) formas da carroçaria e à adição de elementos como os minividros fixos no ângulo anterior dos vidros das portas dianteiras. O Twingo E-Tech será totalmente produzido na Europa pela Ampere, a divisão elétrica do Grupo Renault, e o fabricante compromete-se com preço-base abaixo dos 20 000 EUR. Desconhecem-se níveis de potência ou capacidade das baterias, mas acredita-se que o citadino elétrico conte com o pacote disponível na versão mais acessível do R5 E-Tech: motor com 95 cv/70 kW e 215 Nm alimentado por bateria com 40 kWh (no modelo do segmento B, autonomia até 300 km, de acordo com a homologação europeia WLTP). E, assim, é muito provável que este automóvel origine as mesmas reações superpositivas. FRANCISCO MOTA