BMW ASSUME INVESTIMENTO NOS MOTORES DE COMBUSTÃO
2025-02-11 22:05:33

Caminho para a electrificação do transporte nos EUA vai ser “uma montanha-russa”, diz administrador da empresa Em meados de Janeiro, a agência Reuters citava uma análise da consultora especializada Rho Motion para dar conta de que as vendas globais de veículos eléctricos e híbridos plug-in subiram 25% em 2024, para um total de 17 milhões de unidades, graças ao crescimento do mercado chinês, perante a estagnação do mercado europeu. Os mesmos dados indicavam que os fabricantes estavam a olhar para 2025 como um ano de incógnitas, tendo em conta um previsível abrandamento do crescimento de vendas na China, novas metas de redução de emissões mais exigentes na Europa (que tem prometido, para Março, um plano de salvação da indústria automóvel) e as expectáveis alterações de política dos Estados Unidos sob a nova Administração Trump. Ontem, uma das principais fabricantes mundiais, a alemã BMW, do grupo que também tem as marcas Mini e Rolls-Royce, confirmou que os sinais dados na maior economia do mundo fazem com que seja inevitável continuar a apostar nos motores convencionais, a gasóleo e gasolina. Em declarações ao Financial Times, (FT) um dos administradores do grupo, Jochen Goller, confirmou que a BMW continuará a investir nos motores de combustão e na tecnologia híbrida e que está optimista quanto à continuidade das vendas de veículos a gasolina e gasóleo nos Estados Unidos. Já a procura de veículos eléctricos parece condenada a um abrandamento nos próximos anos. “Penso que seria ingénuo acreditar que o movimento para a electrificação [nos EUA] é uma via de sentido único. Será uma viagem de montanha-russa”, disse Goller, responsável pelos clientes, marcas e vendas, ao (FT), na sede da BMW, em Munique. “É por isso que estamos a investir nos nossos motores de combustão”, afirmou. “Estamos a investir em híbridos plug-in modernos. E vamos continuar a lançar carros eléctricos”, disse. O FT nota que as rivais Volkswagen e Mercedes-Benz, que tinham ambições de se converterem totalmente aos eléctricos, estão agora com difi# culdades em adaptar-se a um ritmo menor de crescimento de vendas. Ana Brito