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AVALIAÇÕES DA TAP ENTREGUES AO GOVERNO DIA 17 DE MARÇO

Negócios

2025-02-27 06:31:04

PRIMEIRA LINHA VISITA DE EMMANUEL MACRON Crise tira peso a França na economia portuguesa Instabilidade política e económica em França fez encolher o peso direto do país em Portugal. Mercado gaulês continuar a ser dos mais importantes e valiosos para a economia portuguesa, mas tem perdido força nas exportações, investimento e remessas. Já a emigração para lá subiu. JoanaAlmeida@negocios.pt OPresidente francês, Emmanuel Macron, inicia esta quinta-feira uma visita oficial a Portugal, com vista a “reforçar laços” e aprofundar a cooperação entre os dois países. Mas, em termos económicos, as relações com França já foram mais favoráveis a Portugal. O país continua a ser um parceiro de peso, porém, o mercado gaulês rece-beu menos exportações portuguesas no último ano e perdeu peso no investimento. Esse menor dinamismo é explicado sobretudo pela crise política, económica e financeira em França. Em 2024, o país conheceul quatro primeiros-ministros diferentes e, sem maioriar no Parlamento, Emmanuel Macron tem enfrentado dificuldades em aprovar a sua agenda política, tendo visto O Orçamento de 2025 ser aprovado só no arranque de fevereiro. O fraco crescimento e a elevada dívida francesa levantam preocupações a nível europeu e a retração do con-sumo na segunda maior economia europeia está a ter impacto noutras geografias, incluindo em Portugal. Portugal exportou, no conjunto de 2024, 15,8 mil milhões de euros em bens e serviços para França, que se manteve como o segundo principal destino das exportações nacionais, atrás apenas da vizinha Espanha. O valor compara com 16,1 mil milhões que foram exportados para o mercado gaulês no ano anterior, o que significa que, em termos homólogos, o valor total vendido por Portugal em bens e serviços aos franceses caiu 1,7%. A queda nas exportações fez-se sentir como especial intensidade nos bens. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma queda de 4,5% nas exportações de mercadorias para França, motivada maioritariamente por diminuições nas vendas de material de transporte, maquinaria e aparelhos. Isso fez com que França fosse ultrapassada pela Alemanha como segundo maior cliente português no que toca ao comércio de bens. Já as exportações de serviços para França cresceram, mas não a um ritmo suficiente para com-pensar a queda do lado dos bens. Portugal vendeu a França 6,3 mil milhões de euros em serviços em 2024, mais 2,7% do que no ano anterior, segundo os dados do Banco de Portugal (BdP). O turismo justifica mais de metade dessas vendas, mas não foi a que mais cresceu, o destaque foi para os serviços de transporte (que aumentaram 12,2% para 914 milhões), e para os serviços de telecomunicações e informação (8,1%). Pesando bens e serviços, o saldo da balança comercial portuguesa face a França diminuiu 12,9% para 6,3 mil milhões de euros, muito por força da perda de dinamismo das exportações de bens. Ainda assim, a balança é largamente excedentária para Portugal, o que significa que o país vende muito mais do que o que compra ao parceiro francês. França é também um dos países que mais investem em Portugal, ocupando a quarta posição no “ranking”. No final de 2024, o “stock” de investimento francês em Portugal rondava os 16,4 mil milhões, o que correspondia a 8% do total investido no país. Ainda assim, há dois anos, o investimento francês chegou a pesar mais de dois dígitos. Menos remessas, mas mais emigrantes Além das trocas comerciais e do investimento, França tem também um papel importante no excedente das contas externas nacionais por via das remessas de emigrantes. No último ano, os portugueses enviaram 1,1 mil milhões de euros para Portugal, ficando apenas atrás dos emigrantes suíços. Em conjunto, os cidadãos nacionais residentes na Suíça, França e Reino Unido foram, em 2024, responsáveis por “mais de dois terços das remessas recebidas pelas famílias portuguesas”, revela O BdP. Porém, quando analisada a evolução das remessas ao longo dos anos, verifica-se que as remessas dos emigrantes residentes em França têm vindo a perder peso para outras geografias. Em 2024, pesavam 25,8% no total de remessas, quando há 20 anos representavam cerca de 40%. E OS dados mais recentes do Observatório da Emigração apontam para um aumento da emigração para França. Em 2022, entraram no país mais 10.216 emigrantes portugueses, sendo este o valor mais elevado desde 2016. Há ainda um elevado número de empresas francesas a operar em Portugal e a empregar centenas de pessoas, contribuindo diretamente para a atividade económica. Do total de 10.705 milhões de multinacionais no país, 15% são de origem francesa. Mas, em termos de valor acrescentado bruto (VAB) gerado, as multinacionais francesas não recuperaram ainda o peso que tinham antes da pandemia. Em 2024, pesaram 15,6% no VAB, um valor que compara com 22,8% registado em 2019. PERGUNTAS A FABRICE LACHIZE Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF) “Interesse francês em investir em Portugal continua forte” O Presidente da Câmara de comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF), Fabrice Lachize, antecipa ao Negócios um reforço de laços entre Portugal e França, com a assinatura de um acordo para facilitar a entrada no capital de empresas portuguesas. Reconhece que a instabilidade em França prejudicou asexportações nacionais, mas diz que há um “forte” interesse dos dois mercados. E de esperar um reforço nas relações entre Portugal e França com esta visita? A França e Portugal mantêm excelentes relações há muito tempo. Num contexto geopolítico complicado, é essencial reforçar laços entre os países europeus. A visita do Presidente Macron enquadra-se neste contexto. França é um mercado importante para os exportadores portugueses, e Portugal é um país estratégico, podendo abrir as portas de vários mercados em áfrica e América Latina para empresas francesas. Como tem evoluído a procura das empresas portuguesas pelo mercado francês? A França é o maior mercado europeu, e por isso é difícil para as empresas portuguesas ignorá-lo. As relações comerciais já são fortes, mas continuamos a observar uma procura signifi-cativa por parte das empresas portuguesas. Isso verifica-se através das ações organizadas pela CCILF para apoiar as empresas portuguesas no mercado francês. Além disso, trabaIhamos em estreita colaboração com aAICEP para facilitar o acesso ao mercado francês. Em 2024, as exportações para França tiveram um ligeiro decréscimo. E uma descida conjuntural ou pode ter raízes mais profundas? Há duas razões principais para isso: a primeira é a situação económica francesa, que não é favorável e levou a uma contração da procura. Este fenómeno é agravado pela instabilidade política que França atravessa e pelas consequências da crise internacional, que tem um impacto significativo naseconomias europeias. A segunda razão deve-se à reatividade das empresas portuguesas que, perante a crise europeia iminente, estão a procurar novos mercados fora da UE. França é também dos países que mais investem em Portugal. Há margem para aumentar ainda mais? As empresas francesas já estão muito presentes em Portugal e continuam a investir e a expandir-se. Verificamos quer o interesse das empresas francesas em investir em Portugal continua forte. A CCILF pretende, aliás, continuar a apoiar esta tendência, nomeadamente facilitando a aquisição de empresas portuguesas em fase de cessão por parte de empresas francesas. Este é, aliás, um dos objetivos da convenção que será assinada com a CIP no dia 28: facilitar a identificação de empresas portuguesas abertas a participações ou aquisições por parte de empresas francesas. PRIMEIRA LINHA VISITA DE EMMANUEL MACRON As empresas gaulesas que querem crescer em Portugal Vinci tem novo aeroporto de Lisboa para negociar o grupo francês Vinci, que em 2012 ganhou a privatização da ANA , Aeroportos, cuja concessão termina em 2062, tem nos próximos meses o dossiê da construção do novo aeroporto de Lisboa para negociar com o Governo. No relatório inicial para o desenvolvimento da futura infraestrutura, que entregou ao Executivo em dezembro, estimou o custo do aeroporto Luís de Camões em Alcochete em 8,5 mil milhões de euros, planeado para uma capacidade inicial de 45 milhões de passageiros. Na proposta disse prever um prazo de seis anos para a sua construção e a abertura do novo aeroporto em meados de 2037. Para assegurar o reembolso do investimento e a sustentabilidade económica da concessão, sem apoio financeiro público uma condição imposta pelo Governo , a ANA propôs a extensão da duração da concessão por mais 30 anos, para permitir a amortização do investimento, e um maior aumento das taxas aeroportuárias no Humberto Delgado, já a partir de 2026 e até 2030, em 9,8% a somar à inflação. Em resposta, o ministro das Infraestruturas disse este mês no Parlamento que “não acreditamos no valor, não acreditamos no prazo e não acreditamos na curva de crescimento das taxas” que foram propostas pela ANA. o Governo disse à concessionária que pretende que ela prepare a candidatura ao novo aeroporto, mas deixou claro que essa decisão não é uma aceitação do conteúdo do relatório inicial. No seu entender, a proposta da ANA “é omissa quanto a certos elementos”, como é o caso dos pressupostos financeiros usados para a elaboração da proposta de financiamento da construção, mas também nos pressupostos do investimento e das previsões de tráfego. Por outro lado, apontou ainda, “contém alguns elementos que extravasam o âmbito previsto”. Miguel Pinto Luz já adiantou que propôs a assinatura de um memorando de entendimento para iniciar os processos negociais com a ANA, o que terá lugar até meados de julho, destinado designadamente a densificar o conteúdo pretendido pelo Estado em cada um dos relatórios que compõem a candidatura e prever a revisão das especificações mínimas para o novo aeroporto. Mas também já fez saber que fez as contas à indemnização em caso de ser necessário resgatar a concessão. MJB Air France-KLM com os olhos em qualquer fatia” da TAP A Air France-KLM é um dos grandes grupos de aviação que já manifestaram interesse no processo de privatização da TAP a par da Lufthansa e do grupo IAG, dono da British Airways e da Iberia -, que o Governo pretende arrancar em março de forma a ficar concluído até final deste ano. O CEO do grupo, Ben Smith, é um dos executivos que vai acompanhar a visita de Emmanuel Macron esta quinta e sexta-feira, numa altura em que a privatização da companhia aérea está a acelerar. Em outubro, à semelhança dos outros candidatos, a Air France-KLM reuniu-se com o Governo português, a quem transmitiu estar confortável com a compra de uma posição minoritária na TAP se a atual geometria parlamentar não permitir concretizar a intenção do Governo minoritário de Luís Montenegro de vender a totalidade do capital. Agora, segundo a Bloomberg, indicará que está disposto a cumprir as exigências do Governo, como a manutenção da marca TAP e a continuidade de Lisboa como “hub”. A sua própria estrutura acionista , em que Estado francês tem 28% eo neerlandês 9,1% . terá já sido um ar-gumento da Air France-KLM para mostrar a sua capacidade para trabalhar em parceria com os governos. No entanto, o balanço do grupo tem sido apontado como um ponto negativo: em setembro do ano passadoo endividamento do grupo somava 6.698 milhões de euros, o que representava um aumento de mais de 1,6 mil milhões desde o início de 2024. Em novembro, na apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano passado - em que viu os lucros recuarem 68%, face ao período homólogo, para 380 milhões de euros ", Ben Smith afirmou estar interessados em “qualquer fatia” que o Governo queira alienar, voltando a mostrar abertura “a ambos os cenários privatização maioritária ou minoritária”. O Governo deverá receber os dois relatórios independentes, da consultora E EY e do Banco Finantia, sobre a avaliação da TAP a 17 de março. Estas avaliações são mais um passo essencial para o processo de privatização, de forma a que o Executivo possa determinar o preço para a participação que vier a i ser alienada, a qual o ministro das Infraestruturas já admitiu poder ser de apenas 49%. MJB CP na alta velocidade é nova oportunidade para a Alstom A fabricante francesa Alstom ganhou em 2023, em consórcio com a portuguesa DST, o concurso para fornecer 117 comboios para os serviços urbano e regional da CP por 819 milhões de euros. Foi a maior compra de sempre realizada pela empresa pública, mas está ainda nos tribunais depois das impugnações apresentadas pela CAF e pela Stadler. O grupo francês estará, no entanto, já atento ao concurso que a operadora ferroviária pretende lançar brevemente para adquirir material circulante para poder operar no ser-viço da alta velocidade. ACP deverá ser autorizada pelo Governo a comprar 22 comboios para a alta velocidade, num investimento de 770 milhões de euros, segundo noticiou o Expresso. Como a aquisição será faseada, à medida que a construção das novas linhas for sendo concluída, designadamente Lisboa-Porto e Porto-Vigo, o concurso que a CP prevê lançar em breve será para a compra de 10 unidades, com opção de mais. ACP chegou a apontar o lançamento deste concurso ainda para 2024, mas no final de janeiro o ministro das In-fraestruturas disse em entrevista à TSF e JN que ele seria anunciado em fevereiro, o que ainda não aconteceu. Depois de em julho Miguel Pinto Luz ter afirmado no Parlamento que não seriam comprados “tantos comboios quantos a CP queria”, criticando a ambição da empresa de querer ficar com 80% do mercado, o governante veio na mesma entrevista garantir que “a CP será o principal operador de alta velocidade em Portugal”. Além da operadora pública, também a portuguesa B-Rail, do grupo Barraqueiro, já foi autorizada a operar na alta velocidade a partir de 2029, tendo em julho do ano passado Luís Cabaço Martins, administrador do grupo, revelado ao Negócios que a operadora ferroviária já estava em contacto com fornecedores para comprar oito comboios para operar na linha entre Lisboa e Porto, com prolongamentos a Braga e Faro. Também a espanhola Renfe ea Iryo, participada pela Trenitalia, já assumiram interesse em entrar na alta velocidade em Portugal quando forem construídas as linhas para a Galiza e para Madrid. MJB Altice com menos dívida tira pressão à venda da Meo A Altice France alcançou um acordo com os seus credores que Ihe permite reduzir uma parte significativa da sua dívida, no valor de 8,6 mil milhões de euros. Livra-se do “fardo", mas em troca de uma “fatia” substancial do seu capital: os detentores de dívida garantida vão receber “uma participação de 31% no capital”, sendo que os donos de dívida não garantida ficam com 14% das ações. Ao todo, entregou 45% da empresa. “A transação irá, histórica e substancialmente, reduzir a dívida existen-te na empresa e ainda as despesas com juros, ao mesmo tempo que prolonga significativamente a maturidade e melhora o balanço e a posição competitiva da empresa”, revelou a operadora de telecomunicações francesa que continua a contar com Patrick Drahi à frente do negócio. Este que é um dos três braços do grupo consegue, assim, um importante alívio na dívida, ajudando todo o conglomerado a desalavancar. Foi, aliás, no sentido de reduzir o endividamento que a venda da Altice Portugal , operadora adquirida em 2015 à bra-sileira Oi , chegou a estar em cima da mesa, tanto em 2021 como já em 2024. Em nenhum desses momentos a operação chegou a concretizar-se e a pressão tem diminuído. A operação em Portugal chegou a estar na mira, entre outros, da Saudi Telecom, mas o valor elevado (em torno dos oito mil milhões de euros) deitou por terra o negócio. No ano passado, Malo Corbin, o CFO do grupo Altice, que lidera a Altice International, que detém a Altice Portugal, afastou o cenário de venda do negócio português como um todo. A CEO em Portugal, Ana Figueiredo, disse no final do ano passado, altura em que chegou ao mercado a concorrente Digi, que não está nos planos da casa-mãe vender a Altice Portugal, como um todo, mas nada disse sobre a potencial alienação de partes do negócio, algo que Corbin deixou em aberto. Além da Meo, há vários negócios: desde a Fastfiber ao centro de dados da Covilhã, atéà Altice Labs, em Aveiro, ocentro de inovação cuja potencial alienação gera apreensão junto do poder executivo. PM/IPM Macron faz visita à Fábrica de Unicórnios O presidente francês, que está de visitaa Portugal esta quinta e sexta-feira, vai visitar a Fábrica de Unicórnios, onde vai participar num debate com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas. Emmanuel Macron e Carlos Moedas vão debater, esta quinta-feira, “diante de umaplateiao de empresários portugueses e franceses”, na sede do “hub” de empresas tecnológicas, temascomo os desafios dainteligência artificial (IA), O impacto da tecnologia na democracia e a competitividade da União Europeia face aos EUA e à China. O debate será moderadopor Roxanne Varza, líder da Station F a principal incubadora de startups francesa. Noinício domês o líder francês anunciou que França vai investir “109 mil milhões de euros nos próximos anos” em IA. Este montante inclui investimento em centros de dados, osgigantescos edificios que armazenam dados e fornecem asi enormes capacidades de cálculo exigidas pela IA. Naaltura, Macron indicou que se tratava de o “equivalente paraa a França aoqueos EUA anunciaram com o Stargate”", que prevêum investimento de 500 mil milhões de dólares. Além da visita à Fábricade Unicórnios, na agendade Macron em Portugal está também um discurso na sessão solene de boas-vindas na Assembleia da República, com a presença de Marcelo Rebelor de Sousa e Luís Montenegro. A anterior visita de Estado de Emmanuel Macron a Portugal foi em junho de 2022, para participar na Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas. ISG CEO da Air France-KLM vem a Portugal com Macron para sinalizar interesse na companhia Aeroporto, comboios da Alstom e futuro da Altice na agenda económica Instabilidade política tirou peso a França na economia portuguesa HOME PAGE 2, PRIMEIRA LINHA 4 a7 O Presidente francês inicia esta quinta-feira uma visita oficial de dois dias a Portugal, passando por Lisboa e Porto. expoRTAçôES PARA FRANCA CAÍRAM 1,7% Evolução das exportações, importações e saldo comercial de Portugal com França, em milhões de euros No último ano, as exportações portuguesas para o mercado gaulês caíram. As exportações de serviços até aumentaram, mas não conseguiram compensar o recuo nos bens. Excedente comercial encolheu. 20000 "Exportações Importações eSaldo 15000 10000 5000 o-5000 reßarzrara¿arazazg2zaRra Fonte: Banco de Portugal MENOS PESO NO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO Investimento francês e peso no total de investimento direto estrangeiro em Portugal, em percentagem França é um dos países que mais investem em Portugal, mas tem perdido peso. No final de 2024, o “stock” de investimento francês era de 16,4 mil milhões, cerca de 8% do total. Há dois anos, estava acima dos dois dígitos. França Peso no total 20000 12 10 15000 8 10000 6 4 5000 2 o o TRE Fonte: Banco de Portugal e cálculos do Negócios Macron em Lisboa e no Porto Emmanuel Macron vem a Portugal a convite do homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, sendo que a visita vai dividir-se entre Lisboa e Porto. Será recebido esta quinta-feira numa cerimónia oficial de boas-vindas no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, pelas 11h30, que contará com honras militares. Vai reunir-se depois com Marcelo no Palácio de Belém, antes de se encontrar com o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Da parte da tarde, vai ao Parlamento, mas não discursará, ao contrário do que estava previsto e do que aconteceu em visitas de Estado de outros presidentes franceses. ás 16h25, visita o veleiro Santa Maria Manuela e participa na cerimónia que assinala a transmissão da Organização das Nações Unidas sobre OS Oceanos entre Portugal e França e visita a Fábrica de Unicórnios, no Beato. No segundo dia da vista, ruma ao Porto, onde vai receber as chaves da cidade e assinar vários acordos bilaterais. Após o almoço, participa no encerramento do Seminário Económico Portugal-França. &. Portugal é um país estratégico, podendo abrir as portas de vários mercados em áfrica e na América Latina. 8,5 AEROPORTO A ANA estima o custo do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, num valor de 8,5 mil milhões de euros. 28 ESTADO O Estado francês tem 28% do capital da Air France-KLM. Será um argumento do grupo no âmbito da privatização da TAP. CP comprar 22 comboios para a alta velocidade, num investimento de 770 milhões. França tem avultados investimentos em Portugal, mas quer reforçá-los ainda mais, essencialmente nas infraestruturas e também nos transportes. A alta velocidade, mas especialmente o novo aeroporto e a TAP são operações que estão a suscitar o interesse das empresas gaulesas que aproveitarão a diplomacia para sublinhar o apetite. Mas entre os dossiês está também a manutenção da Altice nas telecomunicações.com a venda do negócio como um todo fora da mesa, há negócios que podem vir a ter novos donos. Ben Smith, CEO do grupo Air France-KLM, é um dos executivos que acompanha a visita de Macron a Portugal. JOANA ALMEIDA