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INICIATIVA - MANUTENÇÃO DOS CARROS ELÉTRICOS TROCADA POR MIÚDOS

JM

2025-02-28 22:09:09

O episódio desta última sexta-feira de fevereiro, do ‘Conduzir o Amanhã’, vai para o ar na Rádio Jornal. Tem como convidado Ricardo Silva, que explica como se procede à manutenção destes veículos. No episódio deste mês do podcast ‘Conduzir o Amanhã’, em parceria com a Autocrescente, desta sexta-feira de despedida de fevereiro, a conversa gira em torno da manutenção de veículos elétricos. O jornalista Miguel Guarda, responsável pela condução do podcast, visitou o escritório da Autocrescente para descobrir mais curiosidades sobre o processo de manutenção deste tipo de veículos, desafai ndo para a conversa o engenheiro Ri-cardo Silva. “Os planos de manutenção de uma viatura elétrica e de uma viatura a combustão são diferentes”, começou por referir Ricardo Silva. “Existe a necessidade de fazer diferentes tipos de verifci ações, no entanto, a periodicidade é semelhante. Ou seja, um veículo elétrico, como nós sabemos, não necessita da substituição de óleo do motor, de filtros de óleo e de filtros de combustível, por exemplo. No entanto, os sistemas de travagem, os sistemas de suspensão, são, em todo, idênticos a uma viatura a combustão”, elaborou. O convidado asseverou que, apesar de a manutenção ser semelhante aos carros a combustão, em termos de periodicidade, há diferenças importantes, como a inexistência de troca de óleo ou fli tros de combustível. A atenção deve ser dada, porém, à bateria, uma componente fundamental, cujas dicas de cuidados a ter, note-se, incluem evitar carregar acima de 80% ou abaixo de 20% para prolongar a vida útil da bateria. O engenheiro Ricardo Silva também alerta para os riscos do uso de carregamentos rápidos, que podem ser danificados. “Nesse sentido, é uma componente que nós sabemos que está tendo desgaste ao longo do tempo, por isso é sempre bom seguirmos umas dicas úteis para podermos prolongar a vida útil deste componente. Por exemplo, nós não andarmos longos períodos de tempo com a carga abaixo dos 20% ou acima dos 80, como as baterias de ions de lítio, nesses estados de carga, sofrem uma maior degradação, uma degradação química”. Outro ponto discutido, ao longo da conversa, prende-se com a manutenção de sistemas como travões e suspensão. Os carros elétricos, conforme elucidou, têm uma vantagem de sistemas de travagem que prejudicam o desgaste dos travões. A maioria dos veículos elétricos também exige que o condutor tenha atenção ao desgaste dos pneus e à suspensão, que, embora semelhantes aos carros a combustão, podem precisar de uma maior atenção. “Os sistemas de recuperação de energia permitem à viatura elétrica transformar parte da energia cinética, ou seja, o movimento da viatura em energia elétrica que será armazenada na bateria”. A segurança na manutenção é destacada, com ênfase, na necessidade de equipamentos especializados e técnicos, especialmente ao lidar com componentes de alta tensão, como a bateria de tração. Mais fácil incendiar? Não. Assim, no que concerne à ideia comum de que os carros elétricos podem se incendiar mais facilmente, Ricardo Silva desfaz o mito e aclara que a probabilidade é igual num carro elétrico ou a combustão. Tudo depende, conforme referiu, da manutenção. “Não creio que seja uma preocupação, até porque as viaturas elétricas estão equipadas com sistemas de segurança”, relevando que em caso de anomalias fazem “o isolamento de carga”, aditando que qualquer tipo de viatura, desde que tenha “uma manutenção precária estão todas sujeitas a um incêndio”, realizou. A todo o gás, o ‘Conduzir o Amanhã’ regressa no próximo mês, sendo que o JM trará mais um tema sobre mobilidade elétrica, com um novo convidado. Até lá, pode seguir tudo através das nossas plataformas digitais do Jornal, ativando as notificações. 11 O ‘Conduzir o Amanhã’ vai para o ar, na emissão da 88.8 JM FM, a partir das 11h00 de hoje. 80 OS condutores devem evitar carregar a bateria do carro acima de 80% ou abaixo de 20%. O propósito é prolongar vida útil da bateria. Desgaste acentuado de pneus “Se nós tivermos, por exemplo, uma viatura a combustão e uma viatura elétrica equipadas com, digamos, os mesmos pneus, iremos notar que na viatura elétrica os pneus terão um desgaste acentuado em comparação com os que estarão equipados numa viatura a combustão, nas mesmas condições de utilização”, afri mou Ricardo Silva, deixando o alerta para essa questão. Sustenta que “a viatura elétrica tem maior massa, derivado às baterias, e o binário também é mais exigente, digamos, para o composto dos pneus”. Tudo razões, conforme aclarou no ‘Conduzir o Amanhã,’ que faz com que a sua degradação seja mais célere. Romina Barreto