REDE MOBL.E: UMA SOLUÇÃO DE MI SIMPLIFICADA PARA PARTICULARES E EMPRESAS
2025-02-28 22:09:09

A rede de carregamento nacional , rede Mobi.E , foi pensada para facilitar o acesso de todos os utilizadores de veículos elétricos, particulares e empresas, à infraestrutura de carregamento, tanto nos espaços públicos como em espaços privados. Promovendo, a livre concorrência, o modelo português permite a integração das redes dos Operadores de Pontos de Carregamento (OPC) que já são uma centena, e dos Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), que são mais de 30, tendo, para isso, separado as suas funções: aos OPO cabe instalar e operar os postos, e aos CEME, a comercialização de energia. A integração de todas estas empresas numa mesma plataforma de gestão a plataforma que gere a rede Mobi.E , permite a segregação dos consumos da mobilidade elétrica e, desta forma, que os postos privados, ligados à rede por opção dos seus proprietários, funcionem da mesma forma que os públicos. Na prática, uma empresa que escolha eletrificar a sua frota como forma de reforçar o seu caminho rumo à descarbonização, não ganha apenas do ponto de vista do cumprimento dos critérios de ESG (indicadores ambientais, sociais e de governança corporativa) e do alinhamento com OS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Tem também vantagens a nível fiscal e outros benefícios económicos e de utilização. Desde logo, pode negociar os seus contratos de fornecimento de energia para toda a frota com um único CEME, uma vez que o sistema tem a faculdade de permitir o acesso a toda arede como cartão/app desse CEME. Tem também a possibilidade de ins-talar, por exemplo, um carregador na residência de um colaborador, ligado à rede Mobi.E (passando a constituir-se como Detentor de Ponto de Carregamento) e atribuindo-lhe um cartão de um CEME, que este poderá usar de igual forma, em casa ou na rua, para carregar o veículo da frota da empresa. Por outro lado, a própria empresa pode instalar pontos de carregamento nas suas instalações em garagens ou lugares de estacionamento de acesso privativo e reservado a cola-boradores , aderindo à figura de DPC. Este sistema funciona como qualquer outro posto da rede e permite que cada colaborador (de uma ou mais empresas de um mesmo edifício, por exemplo) pague os seus consumos de energia no carregamento, quer seja com um cartão frota ou um cartão contratualizado em nome próprio. Apesar de não ter caráter comercial, a atividade do DPO tem a vantagem de otimizar custos, já que um mesmo ponto pode ser usado por várias pessoas, verificando-se a segregação dos consumos da mobilidade elétrica dos restantes consumos de energia e facilitando a gestão dos carregamentos dos veículos das frotas. Esta realidade só é possível em Portugal, uma vez que o sistema tem todos os postos de carregamento integrados numa mesma plataforma de gestão que trata a informação dos fluxos energéticos, de informação e financeiros, em tempo real. A rede Mobi.E tem vindo a crescer em paralelo com o crescimento de viaturas elétricas em Portugal e todos os anos tem batido recordes de utilização e de expansão da infraestrutura, sendo um sistema 100% interoperável, com uma total transparência de informação (localização, potência e tarifa) dos postos que compõem a rede. E no que toca a metas, importa lembrar que, no final de 2024, a rede Mobi.E superou as metas do Plano de Recuperação e Resiliência, com um total de 10 736 pontos de carregamento, quando eram exigidos 10 450. Cumpre também o critério de potência (+ 49%) exigido pelo regulamento europeu para a criação de uma infraestrutura para combustíveis alternativos (AFIR). Este é o resultado de um trabalho conjunto feito por todos os stakeholders que compõema rede de carregamento e que diariamente trabalham para que a mobilidade elétrica seja uma opção cada vez mais sustentável, rentável e segura para todos os portugueses. Luís Barroso, preside nte da MOBI.E