SKODA VAI CORTAR 20% DA FORÇA DE TRABALHO E A CULPA É DOS ELÉTRICOS
2025-02-28 22:09:20

As vendas e os lucros estão em alta, mas a Skoda prepara-se para um futuro onde mais vendas poderá não se traduzir numa maior rentabilidade. As vendas e os lucros até podem ter crescido em 2024, mas a Skoda anunciou que vai reduzir 20% da sua força de trabalho, o equivalente a 8200 pessoas de um total de 41 mil empregados. A redução do número de funcionários será feita de forma gradual, avançou Klaus Zellmer, o diretor-executivo da Skoda, e será feita de forma natural (por exemplo, reformas). Embora a Skoda tenha registado um aumento de 6,9% nas vendas em 2024, totalizando 926 mil unidades, assim como uma subida de 34,8% nos lucros operacionais (entre janeiro e setembro 2024), a decisão relaciona-se com a menor rentabilidade dos seus modelos elétricos, que estão a crescer em número e vendas. A marca checa dá o exemplo do Elroq, o seu modelo elétrico mais recente. Apesar de ser comercializado por um preço semelhante ao do Karoq (modelo equivalente a combustão), a rentabilidade é inferior, sem especificar em quanto. Este ano ainda vai lançar um outro elétrico mais compacto e acessível, o Epiq, o que poderá justificar parte desta medida para conter os custos. Apesar deste cenário, as expectativas da Skoda para 2025 é o de superar o marco do milhão de unidades vendidas, mais 8% do que em 2024. Uma previsão que se apoia na expansão da marca na Índia e no Vietname. E que está a contribuir para reduzir a dependência do mercado europeu. © Skoda Protótipo que antecipa o Skoda Epiq. Além do Enyaq, Elroq e Epiq, pode estar nos planos mais um elétrico e, surpresa, não será uma proposta mais pequena e acessível, mas sim uma versão 100% elétrica do Octavia, o seu modelo mais vendido. No ano passado, foram comercializadas 215 700 unidades do Octavia, um aumento de 12,4% face ao ano anterior. "Um novo elétrico faria bem à Skoda". Klaus Zellmer, CEO Skoda No entanto, a ideia não seria de eliminar os Octavia com motor a combustão, mantendo, pelo menos, as versões híbridas plug-in. Caso se confirme, é uma mudança de estratégia para a Skoda, que inicialmente planeava receber uma versão do Volkswagen ID.1. No entanto, têm surgido várias notícias na imprensa alemã que a marca checa terá recusado este modelo por considerar que não seria suficientemente rentável. Fonte: Automotive News Europe Mariana Teles