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49% DA POPULAÇÃO EM PORTUGAL EFETUOU COMPRAS ONLINE EM 2024

Market Report

2025-02-28 22:09:21

Segundo a Anacom, em 2024, 48,9% da população residente em Portugal com 16 a 74 anos efetuou compras através da Internet nos três meses anteriores à realização de um inquérito da Comissão Europeia, tendo-se registado um aumento de 5,0 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior. Caso se considere os doze meses anteriores à realização do inquérito, verificou-se que 59,3% da população efetuou pelo menos uma transação deste tipo nesse período, uma variação de +4,6 p.p. face a 2023. O inquérito da Comissão Europeia, designado “Information and Communication Technologies Usage in Households and by Individuals”, teve o trabalho de campo realizado entre 16 de maio e 25 de agosto de 2024, em Portugal. De acordo com o estudo, cerca de 24,2% dos residentes em Portugal com 16 a 74 anos nunca efetuaram compras pela Internet. Por outro lado, cerca de 12,8% dos residentes efetuaram vendas online. Portugal colocou-se na 23ª posição do ranking da União Europeia (UE27) tanto na percentagem da população que realizou compras online nos últimos três meses como nas vendas online. Entre os produtos físicos, o «vestuário/calçado» (73,1% da população que efetuou compras online) e as «refeições entregues ao domicílio» (39,6%) foram os bens mais encomendados pela Internet em 2024, seguindo-se os «produtos de cosmética, beleza e bem-estar» (31,4%) e os «computadores, tablets, telemóveis, equipamento informático complementar ou acessórios» (28,4%). Face ao ano anterior, registou-se um crescimento nas encomendas online relativas a «artigos para a casa ou jardim» (+5,8 p.p.) e «vestuário e calçado» (+5,6 p.p.). Portugal encontrava-se na 4ª posição do ranking da UE27 na compra online de «computadores, tablets, telemóveis, equipamento informático complementar ou acessórios» através da Internet, na 8ª posição na compra de «equipamentos desportivos (excluindo roupas)» e na 9ª posição na compra de «roupa, calçado ou acessórios de moda». Entre os produtos digitais, destacaram-se os «filmes, séries ou programas de desporto para download ou subscrição online» como os mais comprados pela Internet (34,7% da população que efetuou compras online). Quanto aos serviços contratados pela Internet, o destaque foi para o «serviço de transporte» (38,7%) e «bilhetes para eventos culturais ou outros, como cinema, concertos, feiras» (37,7%). No que se refere à compra online de produtos financeiros pelos utilizadores de Internet, destaca-se a compra de «apólice de seguros» (13,1%). Por zona de residência, foi entre a população residente nas zonas urbanas que se verificou a maior taxa de adesão a compras online efetuadas nos últimos 3 meses, quer em Portugal (53,1%) como na UE27 (63,3%). Continua na pág. 3. Continuado da pág. 1. 49% da população efetuou compras online em 2024 A população com idade inferior a 54 anos, níveis de escolaridade mais elevados (ensinos secundário e superior), bem como os empregados e os estudantes apresentaram uma maior percentagem na realização de compras ou encomendas através da Internet. Este perfil é semelhante ao da média da UE27. Todos os grupos analisados aumentaram ou mantiveram a taxa de adesão face ao ano anterior. Durante 2023, cerca de 20,5% das empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço receberam encomendas através de redes eletrónicas, mais 3,5 p.p. face ao ano anterior e aproximando-se dos valores da média da UE27 (20,8%). Estas encomendas representaram 19,5% do volume de negócios (+0,5 p.p. que no ano anterior). A maioria das empresas recebeu encomendas através do seu website/app (16,3%) enquanto cerca de 7,1% das empresas analisadas rececionaram encomendas através de portais de comércio eletrónico ou plataformas digitais (via apps) utilizadas por várias empresas. A receção de encomendas online através de redes eletrónicas varia com a dimensão empresarial. Cerca de 42,2% das grandes empresas em Portugal receberam encomendas online em 2023, por comparação com 26,7% no caso das médias empresas, 19,0% nas pequenas empresas e 9,2% nas microempresas. Os subsetores «alojamento e restauração» (34,0%), «atividades de informação e de comunicação» (31,6%) e «comércio por grosso e a retalho» (31,3%) foram aqueles em que a penetração de encomendas Estratégias de Marketing Novabase - Volume de negócios (milhões de euros) (estatutário) 350 300 250 200 150 100 50 0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024