SAVANNAH PODE RETOMAR TRABALHOS DE PROSPEÇÃO DE LÍTIO EM BOTICAS
2025-02-28 22:09:21

Empresa diz que pode retomar o trabalho de campo após emissão de “Resolução Fundamentada” pelo Ministério da Energia e Ambiente e prevê o regresso ao terreno nos próximos dias. ASavannah Resources, empresa responsável pelo projeto da Mina do Barroso em Boticas, refere que pode retomar de imediato a prospeção de lítio no concelho, depois de uma providência cautelar ter suspendido os trabalhos durante duas semanas. “A Resolução Fundamentada, já antes referida e antecipada nas nossas últimas comunicações, permite à Savannah retomar o trabalho de campo no Projeto Lítio do Barroso e a atual campanha de sondagens. Este desenvolvimento, esperado e agora confirmado, vem reconhecer que o trabalho da empresa tem sido (e, complementamo-lo, continuará a ser) desenvolvido em total cumprimento com a lei e com as obrigações da empresa para com O Estado Português no âmbito da AIA e do contrato de Concessão”, explica a empresa num comunicado enviado. Esta resolução, “reitera a confiança do Estado Português no Projeto Lítio do Barroso, reconhecendo õno documento assinado pela Sra. Ministra Maria da Graça Carvalho que, caso não houvesse retoma dos trabalhos “A suspensão acarreta[ria um atraso que resulta[ria) numa dilação na implementação do Projeto e compromete[ria) no aprovisionamento seguro e sustentável desta matéria-prima estratégica para a transição energética e no contributo que toda a cadeia de valor das baterias, incluindo a reciclagem, terá para o desenvolvimento económico regional e nacional”, “e também que “a suspensão dos trabalhos devido à providência cautelar é gravemente prejudicial para o interesse público”, lêse ainda no mesmo comunicado, onde a Savannah cita palavras da Ministra do Ambiente e Energia. Emanuel Proença, CEO da Savannah refere que a emissão desta “Resolução Fundamentada é algo que já esperávamos por ser a sequência lógica definida na lei. Sabemos que todo o nosso trabalho, que tem sido feito sob elevado escrutínio, está a ser bem feito. Estamos õno terreno todos os dias. A nossa equipa é agora cada vez mais da comunidade local, composta por pessoas de bem. E sabemos que o discurso alarmista do grupo opositor, ao qual tem sido dada grande atenção mediática, exacerbou ao longo dos anos preocupações que temos de compreender e endereçar, como aliás fazemos cada vez mais, resultan-do em que grande parte da população da região já vê e reconhece os benefícios do Projeto”, refere citado em nota de imprensa. A Savannah explica ainda que o documento terá sido emitido na quinta-feira, 20 de fevereiro, “vem reforçar aquilo que temos dito: que o nosso Projeto será essencial para desenvolver não Sõ O país mas também a região citando-o: “A exploração do lítio pode estimular a economia nacional, promovendo investimento estrangeiro e gerando empregos no setor da mineração e em cadeias de valor associadas, podendo levar à criação de uma indústria local de refinação e transformação do lítio e à atração de indústria que necessita de lítio, o que em muito beneficia os territórios, podendo dar uma nova vida ao território do interior” “ A Savannah Resources Plc planeia voltar aos trabalhos no terreno nos próximos dias e iniciar produção em 2027 A associação Unidos em Defe-sa do Barroso disse desconhecer qualquer decisão do tribunal, depois da Savannah Resources ter anunciado que poderia retomar os trabalhos de prospeção de lítio e adianta que a resolução “fundamentada” terá de ser apreciada. “A apresentação de resolução fundamentada não tem um efeito imediato e deverá ser apreciada pelo tribunal, que poderá ainda desconsiderar os argumentos apresentados pelo Ministério do Ambiente. Mais uma vez, a empresa comunica o que lhe convém em vez de se cingir aos factos”, refere a associação em comunicado. As comunidades de Covas do Barroso e Romainho “lamentam ainda que tenham passado várias semanas desde a entrada em vigor da suspensão da servidão sem que esta esteja a ser respeitada no terreno”, lê-se ainda no mesmo documento. A associação salienta também que o Ministério do Ambiente está “a agir de má fé ao não ordenar a retirada das máquinas e que a conduta da Savannah Resources é criminosa por estar a invadir propriedade privada e comunitária” “Sobre o alegado interesse público, cabe ressaltar que O Ministério do Ambiente não fundamenta a resolução na existência de uma declaração de interesse público emitida pelo anterior Governo, tal como o afirmou recentemente a Sra. Ministra. Não o faz porque a declaração não existe. O Ministério limitou-se por isso a repetir uma narrativa de transição para o setor da mobilidade que, conscientemente, sacrifica pessoas, animais, fontes de água e o Património Agrícola Mundial do Barroso que estas representam”. A Savannah Resources Plc planeia voltar aos trabalhos no terreno nos próximos dias e iniciar produção em 2027. Sara Esteves Foto: DR Associação Unidos em Defesa do Barroso desconhece decisão de Savannah Sara Esteves