EXPOSIÇÃO “VERBO VISIVO” SINTETIZA E FAZ ECOAR DIFERENTES ARTES E FÉ POR TRÊS ESPAÇOS DE BRAGA
2025-03-23 09:06:03

No Dia Mundial da Poesia, uma extensa caravana fez a “Procissão Poética” entre a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, o Museu Pio XII e a zet gallery, para a inauguração da exposição ou exposições, uma vez que é uma tríade, do artista internacional italiano Giancarlo Pavanello. A exposição, intitulada “Verbo Visivo” ou “Verbo Visível”, pode ser vista até ao Dia de Páscoa, e sintetiza vários tipos de artes, incluindo música, poesia, desenho, pintura, entre outras artes, numa relação virtuosa com a fé, constituindo uma profunda reflexão no âmbito e no caminho para a Semana Santa de Braga. De facto, a exposição foi organizada no âmbito Quaresma e Semana Santa de Braga e enquadrada na “Braga Capital Portuguesa da Cultura 2025, como explicou monsenhor Mário Rui, que quis desafiar um ateu, Giancarlo Pavanello, a desenhar uma via-sacra, sobretudo por causa da sua «obsessão» por cravos, como se vê pela sua vastíssima obra. A “procissão poética” foi percorrida, entre outras personalidades, pelo cónego Avelino Amorim, presidente da Comissão da Semana Santa de Braga; José Teixeira, CEO do dst group e entusiasta das artes; o Bispo Auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes; monsenhor Mário Rui, que foi o interlocutor e que fez a ponte com o artista; e Ana Ferreira, da Câmara de Braga. Já no Museu Pio XII, esteve também o anfitrião, o cónego José Paulo Abreu, que deu as boas-vindas e enalteceu a qualidade do artista. Agradeceu a todos aqueles que tornaram possível trazer um artista tão conceituado a Braga e ao Museu Pio, «numa sinergia» positiva entre várias instituições. A “procissão poética” ganhou forma com a atuação da Comunidade de Leitura da Companhia de Teatro de Braga, que ao longo do percurso foi declamando poemas. Na sua intervenção, o cónego Avelino Amorim, lembrou que embora a dimensão da fé seja o centro da celebração da Se-mana Santa, onde habita o «amor supremo», a Igreja valoriza a dimensão cultural, principalmente quando é de qualidade, como é o caso. Com a presença do artista poeta, já com os seus 80 anos, Helena Pereira, curadora da exposição e diretora da zet gallery, explicou que a exposição contraria a lógica inicialmente prevista, que era fazer coincidir os temas com os espaços expositivos. Assim, por exemplo, no Museu Pio XII, da Arquidiocese de Braga, onde supostamente deveria estar a via-sacra de Giancarlo Pavanello, estão apenas palavras nas paredes e algumas obras em mesas, “obrigando” o visitante a baixar, como que em oração; e só se levanta para ver poesia; enquanto que no local “profano”, na zet gallery, está o mais sagrado da exposição, a via-sacra, acompanhada de textos poéticos de Carlos Poças Falcão. Aliás, este feliz “casamento” entre a via-sacra, os textos de Carlos Poças Falcão e a música de Pedro Abrunhosa, interpretada pela soprano Sofia Marafona, deixou o CEO da zet gallery, «absolutamente», extasiado e rendido. Efetivamente, o músico e compositor, também esteve na inauguração da exposição, acompanhada da soprano. Falou das três músicas, duas com textos de Daniel Faria; e um do cardeal D. José Tolentino Mendonça. E a frase «Deus ainda não terminou», do cardeal, também foi classificada como um «momento luminoso», na expressão de Pedro Abrunhosa. Apesar do notório cansaço, também pela idade, Giancarlo Pavanello mostrou-se «extremamente feliz» e até surpreendido com a dimensão que a sua obra atingiu em Braga, estando em três importantes espaços de Braga, mas também inspirando outros tipos de arte e até o catálogo da exposição. Zet gallery foi a última estação da “procissão poética”, já com Pedro Abrunhosa Monsenhor Mário Rui explicou, no Museu Pio XII, como foi o contacto com artista Tudo começou na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva