PORSCHE 718 CAYMAN
2025-03-23 22:09:28

PORSCHE 7lE TT . Em 2019, o Grupo Volkswagen decidiu criar uma única divisão (Cariad) responsável pelo desenvolvimento das plataformas de software para todos os modelos de todas as marcas do consórcio alemão. O ID3 nascera meses antes com muitos problemas de software de queo primeiro carro elétrico de produção em grande volume da Volkswagen tarde ou nunca chegaria a recuperar. O efeito de bola de neve formou-se, com osatrasos a irem passando de modelo em modelo da Skoda à Porsche. Isso mesmo aconteceu também com o pri-meiro Macan totalmente elétrico, que finalmente chegou ao mercado o ano passado, causando agora um atraso de quase dois anos na apresentação dos 718 Boxster e Cayman. Como resulta do, essa divisão está a ser “ encolhida” eo grupo alemão encontra outras soluções para garantir o software que é cada vez mais um componente decisivo nos automóveis atuais. Mas no contexto atual = em que a generalidade dos fabricantes está a atrasar o momento da sua conversão plena para gamas de veículos exclusivamente elétricas e se prolongam a vida dos motores de combustão a esta até poderia nem ser uma má notícia, especialmen-ELÉTRICOS COM DINÂMICA REFORÇADA Tal como na generalidade dos modelos elétricos do Grupo Volkswagen, a chegada da nova geração 718 Boxster/ Cayman está atrasada (quase dois anos), por problemas de software já "habituais" no consórcio alemão. Os mais acessíveis Porsche de duas portas serão totalmente elétricos e deverão estar na estrada dentro de um ano ILUSTRAçoES ANDREI AVARVARII te no segmento de automóveis muito desportivos, cuja quota de elétricos é ainda residual se a grande maioria dos 718 não tivessem sido forçados a terminar a sua produção, por não cumprir as regulamentações de cibersegurança da União Europeia que entraram em vigor em julho de 2024. Aliás, sobre a muito fraca procura de desportivos elétricos fez com que a Maserati tivesse anunciado o cancelamento do MC20 Folgore (que esteve em gestação nada menos do que cinco anos), o seu desportivo elétrico que deveria começar a ser produzido em 2025... Neste cenário, o resultado cumulativo do atraso no lançamento dos 718 elétricos e da saída forçada do mercado da anterior geração (a quarta, Ono ativo já desde o distante ano de 2016) significa que a Porsche vai estar praticamente dois anos sem representante neste segmento de mercado, já que não é provável que as primeiras entregas a clientes, da nova geração totalmente elétrica, ocorram dentro de um ano. Ou, pelo menos, com vendas apenas residuais (7000 carros entre as duas carroçarias no ano completo de 2024 na Europa), dado que apenas as versões de topo (RS) se puderam manter no ativo (devido aos seus volumes de produção muito baixos). UM “MASCARADO” NA ESTRADA Nos últimos dois anos há registos incontáveis de condutores que se cruzaram com as novas gerações do 718, principalmente na versão Boxster, en-quanto o Cayman começou a ser visto (igualmente camuflado) nos últimos meses. Nos protótipos menos disfarçados deu para perceber que as óticas dianteiras serão mais estreitas do que anterior geração (982) e próximas das que conhecemos nos Taycan e Macan elétrico, tal como os faróis traseiros estarão a cargo de uma faixa transversal a toda a largura da carroçaria. Por outro lado, o óculo traseiro parece ser muito comprido Ono Cayman, mas dispondo de uma secção superior e outra inferior escurecidas, informação que a empresa Avarvarii Automotive Artworks usou para traçar estas simulações que aqui lhe apresentamos. O para-choques frontal dispunha de entradas de ar falsas em alguns dos protótipos de testes, sendo a central usada para instalar o arsenal de equipamento dos sistemas de assistência à condução. Por outro lado, a tomada para carregamento da bateria está escondida debaixo de uma portinhola por cima da matrícula na traseira do carro. Quem pode ter apreciado este atraso no lançamento podem ter sido os engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento dinâmico dos novos 718. Não só por serem congenitamente perfeccionistas, como por terem patamares muito altos onde terão de chegar para que os desportivos elétricos consigam, pelo menos, igualar e idealmente superar a proverbial eficácia de comportamento dos desportivos de duas portas da Porsche. A seu favor têm o baixo centro de gravidade e a facilida-MUDAM-SE OS TEMPOS... OS DESAFIOS PERMANECEM Quando foi lançado, há quase três décadas, o Boxster "carregou sobre os ombros” uma missão que parecia quase impossível: salvar a Porsche de uma situação financeira de pré-bancarrota. Mas cumpriu-a com distinção e é apontado como o responsável pelo ressurgimento pujante da marca. ã nova geração que chega dentro de um ano pede-se que transponha para a mobilidade elétrica a genética desportiva mas terá o conforto de uma almofada financeira inexistente há 30 anos. Em 2024, a Porsche registou vendas-recorde na Europa, na América do Norte e na região que denomina de “Mercados emergentes e distantes”, mas o volume total caiu de 320 000 para 311 000 unidades devido à enorme queda de vendas na China, o maior mercado automóvel do mundo os lucros recuaram 23 por cento, para 5,6 mil milhões de euros, tal como a margem operacional que desceu para 11 por cento. A marca já anunciou planos para reduzir quase 4000 postos de trabalho (metade fixos e metade temporários), mas que vai continuar a investir fortemente (800 milhões de euros nos próximos anos) em tecnologias de propulsão à base de combustíveis fósseis para que os seus automóveis a gasolina se mantenham no ativo “bem dentro da década de 2030". Nas matrículas de 2024, mais de um quarto dos veículos (27 por cento) eram eletrificados (12,7 por cento elétricos) e o plano é aumentar essa quota para 33 a 35 por cento em 2025 (20 a 22 por cento totalmente elétricos). E mais ainda nos anos seguintes, com a chegada dos novos 718 Boxster/Cayman. de de usar e dosear a vectorização de binário elétrico pelas duas ou quatro rodas, contra si o peso acrescido (por culpa das baterias) e a ausência das vibrações que só os motores de gasolina conseguiam produzir (mais ainda no caso dos motores de cilindros opostos, conhecidos como boxer). O anteriormente anunciado objetivo de chegar a 80 por cento de vendas feitas por automóveis elétricos em 2030 jáfoi reavaliado pela Porsche, mandando a prudência que não se estabeleçam esse tipo de objetivos a tão largo prazo, mas que a navegação se tenha passado a fazer “àvista”. Se a Porsche soubesse no início do projeto 718 elétrico o que todos sabemos hoje (que a transição para a mobilidade elétrica está atrasada, quer na oferta quer na procura) provavelmente teria estudado uma forma de criar uma plataforma elétrica que permitisse também extrair versões híbridas. Mas isso não aconteceu e os novos 718 serão movidos apenas a pilhas. A plataforma PPE evoluirá para esta aplicação concreta e deverá instalar a bateria verticalmente entre as costas dos bancos e o eixo traseiro, ao contrário do que acontece no Macan, onde se encontra deitada na horizontal debaixo do piso do SUV médio. A sua capacidade não deverá chegar aos 90 kWh, sob pena de prejudicar seriamente o comportamento eficaz e desportivo sem o qual um Porsche de duas portas não respeita o seu passado. A tensão de 900 volts deverá permitir potências de carregamento até próximo dos 340 kW e será fundamental para proporcionar tempos ultra-rápidos para a reposição de energia. Nada em concreto se sabe sobre os níveis de rendimento, mas é certo que OS 500 cv do mais potente 718 de hoje (ORS) serão amplamente superados, pelo menos no caso da versão de quatro rodas motrizes, à custa de um motor elétrico na dianteira e outro na traseira (no 718 de base, a tração será unicamente posterior). O 08 PORSCHE 718 CAYMAN/BOXSTER ELÉTRICOS DENTRO DE UM ANO ELeTRICO MAIS COMPETENTE DENTRO DE UM ANO 0 QUE PRECISA SABER* SERã A 5a GERAçõES 90 KWH/ 400 KM BATERIA/ AUTONOMIA ESTIMADA 900 VOLTS/ 340 KW TENSãO E POTENCIA DE CARGA 500 Cv POTENCIA VERSãO DE TOPO QUANDO? PRIMAVERA 2026 "PROJEçõES 30 ANOS DE BOXSTER O primeiro Boxster (986) chegou ao mercado em 1996 com uma única carroçaria descapotável. Na geração Il (987), de 2005, juntou-se-lhe o Cayman (tejadilho rígido) e a competência dinâmica aproximou-o do 911. Em 2012 chegou o Boxster/Cayman III (981) e em 2016 o IV (982), que juntou o prefixo 718 ao nome do carro JOAQUIM OLIVEIRA