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SMART CITIES: A TECNOLOGIA E A INOVAÇÃO AO SERVIÇO DOS CIDADÃOS

Jornal de Notícias

2025-03-28 22:09:18

Plataformas de Gestão Urbana nas cidades como a do Porto podem ajudar a simular cenários e dar preciosas informações em tempo real INTELIGéNCIA ARTIFICIAL Redes que comunicam entre siv e dão informações em tempo real, câmaras ao serviço da prevenção da criminalidade, plataformas que permitem denunciar problemas, simuladores que ajudam na busca da melhor solução. As smart cities foram, ontem, tema de uma conferência organizada pelo JN, TSF, Ubiwhere e Porto Digital, na Porto Business School (PBS), em Matosinhos. “o digital é o que nos vai ajudar aresolver problemas como as alterações climáticas”, afirmou o vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, que abriu os trabalhos. O Porto, frisou, é orgu-lhosamente “uma referência nacional e internacional”. Tem a sua própria rede com mais de 700 km de fibra ótica para recolha e análise de dados. “Em 2024, as nossas 79 câmaraso de videovigilância foram fonte de prova de mais de 1750 crimes, que de outra forma não conseguiriam ser julgados”, frisou. “o buraco na estrada, há uns anos, ficava lá semanas. Hoje, essas coisas não acontecem por causa de projetos como estes”, lembrou o diretor do JN, Vítor Santos. As cidades ficaram, frisou, “mais eficientes e mais eficazes” e, rumo ao futuro, “todos temos que estar alinhados”. Os primeiros passos das smart cities começaram em 1974, lembrou Karl Flilip, diretor da Open & Agile Smart Cities, uma rede global com o objetivo de ajudar o poder local na transformação digital, que agrega já 160 cidades em mais de 35 países. PRIMEIROS PASSOSAO “BOOM” “Concentramo-nos na interoperabilidade (técnica, semãntica, organizacional e legal). Isto facilita a partilha e a reutilização contínua de soluções digitais baseadas em dados e ajuda a evitar o bloqueio de fornecedores, a reduzir custos, a melhorar a efíciência e acapacidade de usar a tecno-logia para resolver desafios”, frisou. “o mercado começa a ver o valor destas tecnologias”, considera Nuno Ribeiro, da Ubiwhere, que, entre outras, criou a Plataforma de Gestão Urbana (PGU) de Guimarães. Mas a verdade é que urge “fazer a conexão com o mundo empresarial”, sublinhou o dean da PBS, José Esteves. A verdade é que uma PGU pode, POr exemplo, explicou a presidente da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), Sofia Mota, “tornar a cidade mais segura, simular cenários, prever o impacto de um evento, do fecho de uma estrada ou de uma modificação no trânsito.o CIDADES Mais 20 milhões de euros para desenvolver plataformas urbanas “Falar de cidades inteligentes é muito mais do que falar de tecnologia. é falar de comunidades mais conectadas, mais sustentáveis e mais humanas”, afirmou a ministra da Juventude e Inovação, Margarida Balseiro Lopes, que encerrou a “Smart Cities Portugal”, lembrando “o papel absolutamente central das autarquias na transformação digital”. Margarida Balseiro Lopes lembrou o reforço do poder local na Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes com a inclusão da Associação Nacional de Municípios (ANM) na coordenação e explicou que o aviso para o desenvolvimento de Plataformas de Gestão Urbana já foi reforçado em cerca de 20 milhões de euros. Margarida Balseiro Lopes diz que as Plataformas de Gestão Urbana foram reforçadas em 20 milhões