PARA POUPAR, HONDA USA ROBOTS EM FÁBRICA NA CHINA
2025-03-29 22:13:29

A Honda fabrica alguns dos seus veículos na China, mas não contente com os baixos custos de mão-de-obra locais e as ajudas do Governo, recorreu à tecnologia e aos robots com AI para poupar ainda mais. Muito em breve, vão ser inúmeras as actividades e as indústrias que irão recorrer aos robots humanoides e à inteligência artificial para reduzir custos, trocando operários humanos por máquinas. Hoje, os robots ainda não conseguem desempenhar a maioria das funções dos seres humanos mas, as que conseguem realizar, fazem-no melhor, mais rápido e sem distracções, faltas ou falhas. E, se for necessário, durante 24 horas por dia. A indústria automóvel é um exemplo desta realidade e a Honda já demonstrou as vantagens desta tecnologia. A Honda é o mais recente construtor a experimentar o recurso a máquinas para substituir homens. Na sua nova fábrica na China, o construtor nipónico recorreu a robots para reduzir em cerca de 30% a necessidade de operários de carne e osso. A aposta inicial da Honda concentra-se nas operações de soldadura do chassi e da carroçaria, assegurando uma série de pontos de soldadura em sequência, com a pressão e potência correcta, exactamente no ponto em que são necessários. É certo que a Honda está em boa companhia nesta procura por robots que consigam realizar a operação de operários humanos, uma vez que além da Tesla, que utiliza os seus próprios humanoides, também a BMW e a Mercedes procuram dominar esta tecnologia, ainda que adquirindo robotização a empresas externas. De acordo com a Nikkei Asia, a Honda recorreu aos humanoides para a linha de produção chinesa onde constroi o modelo eléctrico Ye P7, um SUV a bateria do segmento C, mas específico para a China, onde é produzido numa fábrica que a Honda, por obrigação do Governo local, possui a meias com os locais da Guangzhou Automobile Group. De acordo com a imprensa, o Ye P7 é um veículos fundamentais para a Honda, cuja presença entre os modelos 100% eléctricos é muito pouco consistente, para não dizer quase invisível. Sobretudo na China, onde a necessidade de oferecer modelos eléctricos é ainda mais premente do que na Europa. Tanto o Ye P7 como a versão ligeiramente distinta S7, sendo que esta é fabricada por uma joint venture com a Dongfeng, montam uma bateria com uma bateria com 89,8 kWh de capacidade, destinada a alimentar um motor com 268 cv, existindo ainda uma versão com dois motores electricos e tracção 4×4 com 469 cv. A versão com apenas um motor e tracção traseira anuncia 650 km de autonomia - segundo a norma chinesa, que é muito optimista, valor que corresponde a cerca de 500 km de acordo com o sistema europeu WLTP -, com a versão com dois motores a limitar um pouco mais a distância que consegue percorrer entre recargas. E a Honda bem que necessitava destes modelos para enfrentar a concorrência na Europa. Simone Carvalho