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MITSUBISHI OUTLANDER PHEV CRESCE EM AUTONOMIA E DESEMPENHO

Público

2025-03-29 22:13:33

O Outlander renasce apenas como híbrido plug-in, sempre com tracção integral e a desenvolver uma potência de 306cv. É proposto desde 44 mil euros mais IVA. a O Mitsubishi Outlander que acaba de chegar aos mercados europeus pode parecer-se muito com o modelo lançado em 2013, que, ao longo dos anos, foi beneficiando de actualizações (a última em 2019). Mas, na verdade, é um automóvel absolutamente novo, que chega agora apenas com mecânica híbrida de ligar à corrente, na qual foi um pioneiro e, fado de muitos que chegam entre os primei-ros, acabou penalizado por uma política fiscal ainda desajustada. Mas, uma dúzia de anos depois, a marca japonesa parece estar certa de que poderá recuperar, apresentando a versão mais aprimorada do modelo, por um preço de venda ao público que ultrapassa a linha dos 50 mil euros, mas que, para empresas, que constituem os seus principais clientes, apresenta-se por desde 44 mil euros mais IVA. Com 4,72 metros de comprimento e cinco lugares, o Outlander apresenta-se como um SUV do segmento D, a piscar o olho aos executivos, e, por isso, não poupa em luxos nem em detalhes de qualidade, a remeterem para uma rigorosa construção. Aliás, há um ano, quando conduzimos a versão norte-americana do modelo, já nos tinham avisado de que o c automóvel em que nos sentávamos iria ser muito melhorado antes de se apresentar à Europa. Dito e feito. Há dois níveis de equipamento, Intense, com o preço já referido, e Instyle, por mais quatro mil euros, sendo que a marca optou por rechear o automóvel de série: a versão de entrada inclui jantes de 20 , iluminação full-LED, revestimento dos bancos em pele e Alcântara e sistema de som da Yamaha. O topo de gama acrescenta pintura a duas cores, tecto de abrir panorâmico e bancos com aquecimento (os dianteiros são ventilados e oferecem massagens). As mudanças estão também na mecânica. O Mitsubishi Outlander PHEV inclui dois motores eléctricos, um por eixo, a garantirem a tracção integral e trabalhados para debitarem mais potência: à frente, o engenho passa a ser capaz de gerar 85 kW (116cv), enquanto o motor traseiro debita 100 kW (136cv), o que, em conjunto com o motor a gasolina de 2,4 litros e 136cv, resulta numa potência combinada de 306cv. Também se apresenta, como seria de esperar, com melhor autonomia eléctrica, graças ao aumento da capacidade da bateria de 13,8 para 22,7 kWh. Resultado: consegue agora percorrer 86 quilómetros sem accionar o motor térmico (mais 26 quilómetros que o modelo concebido para o mercado norte-americano), tornando-se elegível a usufruir de benefícios fiscais. E, quando o faz, a transição é suave, com o Mitsubishi Outlander PHEV a destacar-se pelo silêncio do sistema híbrido, que pode funcionar de duas formas distintas. Depois de esgotada a bateria, funciona, por defeito, como um híbrido em série, em que o motor a combustão fornece energia aos motores eléctricos. Já se se quiser performance, pode trabalhar como um híbrido paralelo, em que todos os motores são chamados à acção. Se o objectivo é ter a bateria sempre cheia, há várias formas de o fazer: seleccionando a opção de o motor térmico fornecer energia; recorrendo a um carregador doméstico de até 3,5 kW, o que demora entre seis e dez horas a atingir os 100% de carga; ou usando o carregamento rápido, no qual aceita potências até 50 kW, onde se atinge os 80% em 32 minutos. Novidade a destacar é a tecnologia S-AWC, de vectorização de binário, adaptando a cada instante o fornecido a cada roda, tendo em conta as condições de aderência: tanto pode privilegiar a tracção atrás como à frente, como numa só roda, quando é esta que revela melhores condições para recuperar o veículo. A garantia geral estende-se até aos oito anos cinco, mais três quando a assistência é feita na marca ; a bateria tem garantia de oito anos ou 160 mil quilómetros. Carla B. Ribeiro