pressmedia logo

O AVENGER ESTÁ MAIS JEEP QUE NUNCA MAS TEM UMA LIMITAÇÃO

Razão Automóvel Online

2025-03-31 21:09:28

O Jeep Avenger 4Xe recebeu tração integral com a adição de um motor elétrico e uma atitude mais TT para aventuras que vão além da gravilha O Jeep Avenger 4xe recebeu tração integral com a adição de um motor elétrico e uma atitude mais TT para aventuras que vão além da gravilha. Jeep Avenger 4xe Upland Primeiras impressões 8/10 Data de comercialização: Abril 2025 Com a propulsão traseira elétrica, o Jeep Avenger 4xe surpreendeu fora do asfalto e... sobre o asfalto, mas a tração às quatro rodas nem sempre está disponível. Prós Design sedutor e mais "selvagem"Aptidões moderadas para todo o terrenoComportamento equilibradoPreço acessível Contras Materiais/acabamentos simplistasConsumo em condução desportivaEspaço nos lugares traseirosSempre 4×2 acima de 90 km/h Num momento em que a palavra de ordem é "hibridizar", o Jeep Avenger 4xe adiciona uma versão de tração às quatro rodas à sua gama. Até agora, era apenas composta por motores a gasolina, um híbrido suave e um 100% elétrico. Para este novo 4xe a solução encontrada foi adicionar um motor elétrico ao híbrido suave - mild-hybrid 48 V -, passando a ter dois motores elétricos e um motor de combustão. O primeiro está integrado na caixa automática de seis velocidades de dupla embraiagem, enquanto o segundo surge integrado no eixo traseiro. E os dois ajudam o motor de gasolina de três cilindros a andar mais e a gastar menos. Além disso, este dá uma ajuda quando é necessário melhorar a capacidade de tração em terrenos acidentados e desníveis moderados com pouca (ou muito pouca) aderência - lama, gravilha, gelo, etc. Por outras palavras, o Avenger ficou mais Jeep, mesmo sem qualquer veio de transmissão a unir os dois eixos. © Jeep A versão 4Xe do Avenger adiciona diversas proteções para a carroçaria e um visual mais aventureiro. Assim, e dependendo da versão deste 4xe híbrido 48 V - Upland, Overland e Northface Edition -, há diferenças para as versões mais urbanas. Por fora temos para-choques redesenhados com acabamento antirriscos, proteções em aço na parte inferior das secções dianteira e traseira, barras no tejadilho reforçadas, gancho de reboque e inserções na carroçaria em verde. Por dentro temos um forro preto na zona interior do tejadilho e revestimentos dos assentos com tecidos anti-manchas e anti-lama, entre outros. Liberdade para sair do asfalto O Avenger 4xe tem mais 10 mm de altura ao solo (210 mm no total) para permitir uma maior liberdade de movimentos em todo o terreno moderado. Um valor que deixa este Jeep bem mais habilitado para essas andanças que os rivais como o Toyota Yaris Cross Hybrid (170 mm) ou o Suzuki Vitara Hybrid (175 mm) Para essa maior apetência contribui igualmente a suspensão traseira independente, com uma configuração multibraços. Em comparação com o eixo de torção dos restantes Avenger, permite uma mais ampla articulação dos eixos e também cria espaço para a instalação do motor elétrico traseiro. O motor a gasolina turbo de 1,2 litros e três cilindros rende um máximo de 136 cv e é auxiliado na sua missão pelos já mencionados dois motores elétricos de igual potência (21 kW ou 29 cv), mas com uma dose de binário diferente (55 Nm à frente e 88 Nm atrás), um sobre cada eixo. © Jeep A distância ao solo aumentou 10 mm ( 210 mm) e melhorou ligeiramente os ângulos todo o terreno: ataque é de 22º (20º nos Avenger tração dianteira); ventral é de 21º (20º); e saída é de 35º (34º). A capacidade de vau também melhorou: 40 cm contra 23 cm dos Avenger de duas rodas motrizes. A potência máxima combinada dos três motores é de 145 cv - exatamente como no Junior Ibrida Q4 - e trabalha em conjunto com a já mencionada caixa automática, que pode também ser controlada através das patilhas localizadas atrás do pequeno volante. Bom nível de prestações A resposta do motor agrada por ser bastante viva desde os regimes mais baixos, graças à propulsão elétrica que é sempre instantânea. A velocidade máxima declarada de 194 km/h e os 9,5s necessários para acelerar dos 0 aos 100 km/h são registos que comprovam que o Avenger 4xe é rápido q.b., superando os referidos dois rivais asiáticos em qualquer um dos exercícios. Se o condutor optar por utilizar as patilhas atrás do volante, corre o risco de elevar demasiado o regime do motor, o que irá gerar um ruído menos refinado dos três cilindros, enquanto também faz disparar os consumos. A Jeep anuncia 5,4 l/100 km, mas neste teste de 64 km ficámos muito acima dessa média. Tal deveu-se, sobretudo, ao facto de ter sido um trajeto de subida de uma montanha, até à pista de todo o terreno. Tração às quatro só até 90 km/h O condutor tem à sua disposição quatro modos de condução (Auto, Sport, Mud/Sand e Snow), selecionáveis através do comando colocado na consola entre os assentos dianteiros. © Jeep Existe uma função de controlo de velocidade em descidas de forte pendente (HDC), que oscila entre os 7 km/h e os 5 km/h. Neste último caso, quando selecionamos o botão Neutral na transmissão com o botão HDC ligado. O sistema tem algumas particularidades, como o facto de, independentemente do modo escolhido, acima dos 90 km/h só termos tração dianteira. Nos modos de condução mais dedicados aos percursos fora de estrada - Lama/Areia e Neve -, o Avenger 4xe tem tração integral permanente até aos 30 km/h. Dos 30 km/h a 90 km/h o sistema 4×4 só é ativado em caso de necessidade - quando deteta perda de motricidade nas rodas dianteiras -, tal e qual acontece no modo Auto. Em Sport, os três motores dão o máximo para potenciar a resposta de aceleração até aos 40 km/h e acima dessa velocidade, o Avenger 4xe também passa a ser apenas de tração dianteira. Nos modos específicos para condução fora do asfalto existem também afinações diferentes para os sistemas de controlo de tração e de estabilidade, com o objetivo de evitar que a mais leve derrapagem seja imediatamente corrigida com intervenções eletrónicas. Modos de condução específicos Um dos aspetos mais positivos deste sistema de quatro rodas motrizes (em part-time) é que permite sair de terrenos muito desafiantes, mesmo que as rodas dianteiras não tenham qualquer aderência e a pequena bateria esteja vazia. Isto acontece porque o motor elétrico traseiro pode receber sempre energia, já que o motor dianteiro passa a servir também como gerador. © Jeep Na versão 4Xe, o Jeep Avenger recebe proteções inferiores em ambos os para-choques e uma decoração específica. Os engenheiros da Jeep explicam que o carro pode suportar inclinações até 40% em terrenos difíceis e manter até 20% de tração quando o eixo dianteiro tem pouca ou nenhuma aderência. Mesmo sem termos verificado essas percentagens precisas, foi possível comprovar, no trajeto fora de estrada, que o Avenger 4xe consegue superar todo e qualquer obstáculo mais moderado que lhe apareça pela frente. O ponto menos positivo do sistema é que o Jeep Avenger 4xe nunca tem quatro rodas motrizes acima dos 90 km/h, o que significa que não dispõe de segurança acrescida quando, por exemplo, em vias rápidas o piso se encontra molhado. Em asfalto, entre Auto e Sport há também uma variação na resposta do pedal do acelerador e no peso da direção - mais forte e pesada , respetivamente, em Sport -, que se notam em ambos os casos. Sendo que esta transição demora cerca de dois segundos a ser ativada ou desativada, depois de selecionado o botão respetivo - é uma lentidão transversal a todos os modelos da Stellantis. O compromisso entre estabilidade e conforto deve ser louvado - a unidade que conduzimos estava equipada com um conjunto de pneus/jantes na medida de 215/60 R17 - e a adoção da já referida nova suspensão traseira resulta numa maior capacidade de absorção de irregularidades, especialmente para quem viaja nos bancos traseiros. O pedal do travão revelou-se um pouco esponjoso no início do seu curso. Por dentro, pouco muda O tabliê do Avenger 4xe tem o mesmo desenho minimalista que conhecemos nos restantes. Há botões (Parking, Rear, Neutral, Drive) a substituir qualquer tipo de alavanca da transmissão e, felizmente e atendendo ao que é exigido de uma marca que valoriza a funcionalidade, são usados botões convencionais para as funções de climatização. Os revestimentos são todos de toque duro, mas não ferem a filosofia do veículo, existindo depois inserções - coloridas ou o logótipo 4xe - que variam em número e em cor, consoante as versões. Outros detalhes denunciam que os custos foram muito controlados, como a zona de iluminação junto ao retrovisor central cujo acabamento deixa a desejar, as cabeças de parafusos visíveis e a inexistência de qualquer revestimento nas bolsas das portas ou porta-luvas. Tanto a instrumentação como o ecrã central dispõem de uma diagonal de 10,25" e tanto os gráficos como o software do sistema de infoentretenimento exigem pouco tempo para que o utilizador se familiarize a eles, revelando uma lógica intuitiva e gráficos nítidos. Ainda assim, a indicação de "consumo médio" na instrumentação não faz muito sentido quando nesse mesmo menu aparece também o tempo - em percentagem - que a locomoção do carro foi efetuada em modo 100% elétrico. A integração/ligação sem fios Apple CarPlay e Android Auto também é de série. Espaço suficiente O Jeep Avenger não tem no espaço disponível um dos seus argumentos, mas mesmo assim, quatro adultos de 1,80 m de altura podem viajar com espaço suficiente. 2 imagens © Jeep " © Jeep " Um terceiro passageiro central - lugar mais duro e estreito - ficará bastante mais apertado, algo normal neste segmento. A intrusão no piso pelo menos é relativamente baixa e estreita e os assentos traseiros são mais altos do que os da frente, permitindo criar um efeito de anfiteatro. A bagageira não é grande, ficando-se pelos 325 litros - menos 55 litros do que nos restantes Avenger -, devido ao motor elétrico instalado sobre o eixo traseiro. Mas é maior, ainda que marginalmente, do que as malas do Toyota Yaris Cross Hybrid (320 l) e do Suzuki Vitara Hybrid (289 l). Descubra o seu próximo automóvel: Preço e rivais O Jeep Avenger 4xe, na versão de acesso (Upland) tem um preço base de 34 237 euros, o que são cerca de 3000 euros mais do que o Suzuki Vitara 4WD Mild-hybrid, mas quase 5000 euros a menos que o primo italiano Junior Ibrida Q4. Acima do Upland, temos a Overland, mais equipada, com um valor base de 36 237 euros. No topo da escolha está a edição limitada desenvolvida em parceria com a North Face e que terá apenas 4806 unidades disponíveis, numa referência à altitude do Monte Branco, a maior montanha da Europa. Neste caso, o preço começa nos 40 237 euros. Veredito Jeep Avenger 4xe Upland Primeiras impressões 8/10 O Jeep Avenger 4xe melhorou as aptidões para o todo o terreno e a nova suspensão traseira independente também eleva o comportamento em estrada. As quatro rodas motrizes, no entanto, só existem até aos 90 km/h. O interior não é muito generoso na oferta de espaço atrás, a bagageira é razoável, mas notam-se as "poupanças" feitas pela simplicidade de materiais usados e com acabamentos a condizer. Data de comercialização: Abril 2025 Prós Design sedutor e mais "selvagem"Aptidões moderadas para todo o terrenoComportamento equilibradoPreço acessível Contras Materiais/acabamentos simplistasConsumo em condução desportivaEspaço nos lugares traseirosSempre 4×2 acima de 90 km/h Especificações técnicas Jeep Avenger 4Xe UplandMotor (gasolina)Arquitetura3 cilindros em linhaPosicionamentoDianteiro, transversalCapacidade1199 cm3DistribuiçãoDOHC/12 válv.AlimentaçãoInj. direta, com turbo de geometria variávelPotência136 cv às 5500 rpmBinário230 Nm a partir das 1750 rpmMotor (elétrico)DianteiroPotência21 kW (29 cv)Binário55 NmMotor (elétrico)TraseiroPotência21 kW (29 cv)Binário88 NmRendimento total combinado145 cvBateriaIões de lítioCapacidade0,9 kWh (0,4 kWh utilizáveis)TransmissãoTraçãoQuatro rodas motrizes; Dianteira acima dos 90 km/hCaixa de velocidadesAutomática (dupla embraiagem) de 6 rel.ChassisSuspensãoFR: Independente, tipo MacPherson; TR: Independente, multibraçosTravõesFR: Discos ventilados; TR: DiscosDireçãoAssistência elétricaAltura ao solo210 mmDiâmetro de viragem10,5 mVoltas ao volante2,7Dimensões e CapacidadesComp. x Larg. x Alt.4084 mm x 1776 mm x 1541 mmDistância entre eixos2563 mmCapacidade da mala325 litrosCapacidade do depósito44 litrosPneus215/60 R17Peso1455 kgPrestações e consumosVelocidade máxima194 km/h0-100 km/h9,5sConsumo5,4 l/100 kmEmissões CO2121 g/km Joaquim Oliveira