BYD ATTO 2 ATACA CROSSOVERS FAMILIARES PELO PREÇO
2025-03-31 21:09:29

À venda a partir de 29.990EUR (em campanha e com nanciamento), o maior pecado do Atto 2 pode residir na parca autonomia por enquanto. Carla B. Ribeiro a Se há classe em que a concorrência é feroz ela é a dos crossovers compactos, com propostas de praticamente todos os emblemas. E é precisamente nessa em que o Atto 2 se insere, com 4,31 metros de comprimento, mas a beneficiar de um habitáculo extremamente espaçoso, graças a uma distância entre eixos de de 2,62 metros. Essa é uma das cartas com que a BYD pretende jogar: é que o Atto 2 facilmente poderá servir uma família com a habitabilidade que a segunda fila revela e com uma mala de 400 litros, o que é uma volumetria aceitável. A outra, não há volta a dar, é o preço: ao mercado nacional é proposto desde 29.990EUR (versão Active, em campanha e com financiamento), o que faz dele um dos mais baratos entre automóveis com similares características. O calcanhar de Aquiles: a autonomia, homologada em 312 quilómetros, que fica aquém da maioria dos seus rivais e que será algo que a BYD irá rever. Até porque a ansiedade relacionada com carros eléctricos está amenizada, mas não curada. Assim, no final deste ano, deverá surgir uma variante com uma bateria de maior capacidade, para conseguir uma autonomia mista para mais de 400 quilómetros. Ainda assim, a marca insiste que esta é uma proposta urbana. E, nesse sentido, os cerca de trezentos quilómetros são mais do que suficientes para andar durante uma semana sem grandes preocupações, como, aliás, aconteceu connosco. Assente na e-Platform 3.0 com uma Blade Battery, o Atto 2 chega com construção CTB (cell to body, em inglês), em que a fonte de energia é uma componente estrutural da carroçaria do veículo. Quem entra neste novo SUV, à semelhança do que acontece, por exemplo, com o BYD Seal, pousa os pés sobre a bateria em vez de numa plataforma de metal. Isto permite poupar espaço, dar mais estabilidade ao veículo e aumentar a segurança. Em termos de espaço, não é difícil de comprovar: três conseguem ocupar a segunda fila facilmente e até pessoas de 1,90m não vão encolhidas. Na estabilidade, embora a circulação tenha sido feita sobretudo em cidade, também não há grandes críticas a apontar, com o veículo a comportarse à altura, mesmo em dias de temporal. Já sobre a segurança, ainda não há avaliação do Euro NCAP, mas é de esperar que o automóvel se saia bem, tal como a restante gama da marca chinesa. O habitáculo, ao qual é possível aceder através do smartwatch ou do smartphone (basta encostar o aparelho ao espelho retrovisor), é, de todos os modelos lançados pelo emblema de Shenzhen, provavelmente o mais sóbrio, o que poderá ser uma maisvalia para conquistar clientes na Europa, sem que a forte componente tecnológica tenha sido descurada. Aliás, até beneficiou de uma série de melhorias. Por exemplo, o ecrã dedicado ao infotainment, que é rotativo e, no nosso caso, com versão Boost, de 12,8 ?, passou a contar com atalhos que podem ser personalizados e arrumados ao gosto do freguês. O mesmo acontece nos vários menus, tornando mais fácil o uso das aplicações habituais; o software suporta aplicações como o Spotify, YouTube, Zoom e Amazon Music. Também a escolha dos materiais parece ter sido um ponto de preocupação: há plásticos, mas são suaves ao toque, e também alguma pele sintética por vários apontamentos. Melhor: há botões. Pelo menos para algumas funções, como o controlo do ar condicionado, o ajuste dos espelhos retrovisores ou o controlo do volume de som, o que nos permite não depender do ecrã para tudo. Para já, o Atto 2 apresenta-se apenas com uma declinação do motor eléctrico, com 130 kW (177cv), 290 Nm de binário e tracção dianteira, a reclamar uma aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9s (velocidade máxima de 160 km/h), o que faz com que seja expedito q.b., mais ainda quando escolhido o modo Sport, interessante se se abraçar traçados fora do perímetro urbano e não houver preocupações com a bateria. Mas este não é automóvel para acelerar desenfreadamente, parecendo mais à vontade quando assumimos o volante com um temperamento mais relaxado. Como automóvel para rolar na cidade, observamos que é fácil de conduzir e até agradável, com uma aceleração rápida, que não é violenta, e travões que parecem bem calibrados, com menos folga da que se está habituado a encontrar em veículo eléctricos. E, quando se encontram curvas, a direcção mostra-se directa q.b. para não sentirmos qualquer frustração. Já a regeneração, que pode ser configurada como normal ou elevada, consegue ser pouco intrusiva. i BYD Atto 2 Boost Motor: BEV Tracção: Dianteira Potência: 130 kW (177?cv) Binário: 290 ?Nm Ac. de 0 a 100 km/h: 7,9 segundos Vel. máxima: 160 ?km/h Bateria: 45,1 kWh, LFP Consumo: 16 kWh/100 km* Lugares: 5 Bagageira: 400 litros Preço : 32.990EUR (desde) * valores WLTP Carla B. Ribeiro