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BYD E POLESTAR SEM RAZÕES DE QUEIXA - MERCADO DESACELERA APÓS CRESCIMENTO EM 2024

Jornal do Fundão

2025-04-03 21:13:10

Depois de um ano de 2024 positivo, com um crescimento de 5,6 por cento e um total de 249.269 novos veículos automóveis nas estradas portuguesas, o mercado está a retrair-se neste primeiro trimestre de 2025, com os meses de janeiro e fevereiro a acumularem uma queda de 5,4 por cento em relação ao período homólogo, em ciclo com a tendência europeia. "De janeiro a fevereiro de 2025, foram colocados em circulação 40.001 novos veículos, o que representa um decréscimo de 5,4% relativamente ao mesmo período do ano anterior", revelou a Associação Automóvel de Portugal (ACAP). Se olharmos apenas para os veículos ligeiros de passageiros, a quebra é ainda maior: 6,3%. Até fevereiro, 65,8% dos veículos ligeiros de passageiros novos matriculados eram movidos a outros tipos de energia, nomeadamente elétricos e híbridos. E neste particular, a chinesa BYD (na foto) tem motivos para festejar. O mercado pode estar em queda, mas esta gigante asiática registou um crescimento de 186,2%, com 352 unidades registadas , foi a marca que mais cresceu em fevereiro. Já no acumulado do ano, este crescimento da BYD traduziu-se em 196,4% face a 2024 , quase quatro vezes mais ,, apenas ultrapassada pela Polestar, com um crescimento de 228,6%. ê importante, no entanto, ter em consideração que ambas as marcas partem de valores muito baixos obtidos nos primeiros meses de 2024, justificando os aumentos nesta ordem de grandeza. Em sentido contrário , e depois das várias polémicas a envolver Elon Musk e Donald Trump , a Tesla caiu no mês de fevereiro, em Portugal, 52,6 por cento. ê a marca que está a descer mais no nosso país. E OS valores de março não serão melhores. Relativamente ao pódio das três marcas mais vendidas em Portugal, a marca chinesa BYD ainda tem muito que "penar". Em fevereiro, a liderança do mercado continuou a pertencer à Peugeot. Recorde-se que a marca francesa foi a mais vendida em Portugal em 2024. Contudo, apesar de se conseguir manter no topo, as 2.454 unidades vendidas correspondem a uma queda de 5,6% face a fevereiro de 2024. No acumulado do ano, a queda é ainda mais pronunciada, de 17,8%, mas o construtor francês continua a liderar com uma margem confortável: tem pouco mais de 1.000 unidades de diferença para a Dacia, a segunda marca mais vendida