ALVERCA - OGMA CELEBRA 20 ANOS DA PRIVATIZAÇÃO COM PRIMEIRO-MINISTRO E DOIS MINISTROS
2025-04-05 21:03:34

A Ogma-Indústria Aeronáutica de Portugal assinalou, no dia 18, a passagem de 20 anos sobre o seu processo de privatização. O grupo brasileiro Embraer, que adquiriu 65 por cento da empresa de Alverca, realçou o sucesso deste projecto e os cerca de 500 milhões que já investiu na modernização da Ogma, que pretende triplicar o seu volume de negócios nos próximos anos. Na cerimónia participaram o primeiro-ministro Luís Montenegro e os ministros da Defesa e da Economia A Ogma criou mais de 600 postos de trabalho diretos e duplicou o volume de negócios de 140 para 290 milhões de euros nos 20 anos desde que o Estado privatizou 65% do capital e entregou a gestão à empresa aeronáutica brasileira Embraer”, sustenta uma nota do Govemo, que assinala os 20 anos de privatização da indústria aeronáutica de Alverca, assinalados no passado dia 18. Agora, prossegue, o Ogma prepara-se para “triplicar de 290 para 1 000 milhões de euros” o seu volume de negócios nos próximos cinco anos, sobretudo devido à manutenção de motores. “ Havia dúvidas, muitos manifestavam o seu pessimismo relativamente ao modelo que estava a ser sugerido e que viria depois a ser decidido, desta autêntica Parceria Pública Privada”, referiu Luís Montenegro, sublinhando que o Estado mantém 35% do capital. Contudo, àS vezes, de facto, vale a pena enfrentar algumas ondas contestatárias, vale a pena arriscar, vale a pena ousar, cumprir uma convicção, um modelo, claro, com sustentação. Não estamos a falar de aventuras, estamos a falar de projetos sus-tentados, estudados, alicerçados”, acrescentou. Nos próximos anos, segundo Luís Montenegro, haverá um caminho de afirmação dos investimentos na área da defesa muito significativo”, disse o primeiroministro, lembrando que a União Europeia está a dar os últimos passos para aprovar um pacote de financiamento de 150 mil milhões de euros, que deverá estar concluído no Conselho Europeu. Gastar mais dinheiro na defesa não significa comprar mais, significa estimularmos a nossa capacidade produtiva para produzirmos mais e também comprarmos mais à nossa própria indústria. é isso que nós queremos, à escala portuguesa e dentro do contexto europeu. Nós temos de comprar mais uns aos outros dentro da Europa”, disse.