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ATÉ FINAL DE MAIO, METRO DO PORTO RECEBE VEÍCULOS SUFICIENTES PARA INICIAR METROBUS

Público Online

2025-04-13 22:30:07

Construção de estação de produção de hidrogénio da Areosa começou, oito meses depois da adjudicação. Desbloqueada na justiça, segunda fase do metrobus da Boavista arranca no segundo semestre. Depois de anunciar várias datas ao longo dos meses, a Metro do Porto assegura que, até Maio, terá autocarros num número suficiente que permita o início da operação do metrobus da Avenida da Boavista. A empresa disse à Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) que o primeiro veículo chegaria em Abril, mas só no fim do próximo mês haverá autocarros a hidrogénio suficientes para operar a ligação entre a Casa da Música e a Praça do Império, a primeira fase da linha de metrobus. Ainda terá de ser assinado um memorando de entendimento entre STCP, município do Porto, Estado e Metro do Porto, mas, em resposta a perguntas do PÚBLICO, a empresa menciona que "disponibilizará o material circulante e a infra-estrutura para ser operada a partir do final do mês de Junho". Em Setembro, quando as obras da primeira fase do canal estavam a chegar ao fim, chegou a ser equacionada uma operação provisória. Mas as paragens ao centro da via obrigavam os autocarros convencionais, com portas à direita, a cruzar antes das estações e a STCP, depois de testes, entendeu que não estavam reunidas as condições de segurança. O início da operação ficou assim dependente da chegada dos autocarros movidos a hidrogénio, com portas à esquerda e encomendados especialmente para circular no canal de metrobus da Avenida da Boavista. Até Julho, acrescenta a Metro do Porto, por email, "todas as 12 composições do metrobus estarão entregues". Segunda fase avança Por avançar está a construção da segunda fase da linha, entre a Avenida Marechal Gomes da Costa, no Porto, e a Rotunda da Anémona, já em Matosinhos, cujo concurso público foi travado na justiça, no Verão de 2024. Nesta semana, citado pela Agência Lusa, o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, disse que o processo estava finalmente desbloqueado. Ao PÚBLICO, o gabinete de imprensa respondeu que o litígio judicial foi recentemente decidido pelo Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, que determinou a anulação da adjudicação à DST e "decidiu no sentido da adjudicação da empreitada à empresa classificada em segundo lugar, a ABB", que tinha avançado com a acção. Aumentar Tendo a decisão já transitado em julgado, a Metro do Porto está a "ultimar os procedimentos administrativos necessários" para assinar o contrato de concepção e construção com a ABB, faltando ainda o visto do Tribunal de Contas. A adjudicação deve ocorrer no segundo semestre deste ano. Começam obras na Areosa Enquanto não chegam os veículos nem avança o segundo capítulo das obras, arrancou a obra de construção da estação de produção de hidrogénio na Areosa. A empreitada contratada pela Metro do Porto tinha sido adjudicada em Agosto, mas só foi para o terreno - que é da STCP - no início de Abril. A Metro do Porto explica que esta demora esteve relacionada com a necessidade de compatibilizar "projectos de reforço de estruturas preexistentes no Parque da STCP da Areosa" e com a "necessária articulação entre diversas especialidades". O contrato previa a construção de um parque fotovoltaico de produção local de energia eléctrica para apoiar a unidade de produção de hidrogénio. A empresa pública acrescenta ainda que o "processo envolvia também o desenvolvimento do projecto de execução e não apenas a execução da empreitada e fornecimento de equipamentos". Apesar de a empreitada não ficar pronta a tempo da chegada dos veículos do metrobus, a Metro do Porto foi dizendo que este não era um ponto crítico e que seria possível operar o sistema com fornecimento alternativo de hidrogénio, enquanto durar a construção. tp.ocilbup@odadlos.olimac Camilo Soldado