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1000 KM DE AUTONOMIA

Turbo

2025-04-23 21:12:16

A eletrificação do motor Diesel permite an-novo BMW 220d Gran Coupé ultrapassar os 1000 km de autonomia graças a um consumo da ordem dos 51/100 Km a que correspondem baixas emissões e custos de utilizacão reduzidos FOTOGRAFIA WTERSLIDE PauLO MARIA Sinal claro da indefinição em que vive o mercado automóvel, com as vendas de elétricos a não acelerar como era esperado, a BMW propõe duas versões Diesel para o mais recente Série 2 Gran Coupé. No caso da principal aposta, o bloco de quatro cilindros com 2.0 litros de cilindrada, conta com a ajuda de um pequeno motor elétrico alojado na caixa automática de dupla embraiagem capaz de aumentar a potência combinada para os 163 cv e de otimizar o rendimento. Esta solução “Mild Hybrid” mostrou ser a fórmula certa para quem faz longas viagens remetendo a solução 100% elétrica para uma utilização mais urbana, ainda que, a ajuda elétrica proposta pela BMW consiga uma prestação ambiental muito boa na cidade ao atingir consumos muito próximos dos 4,9 l/100 km anunciados, especialmente se escolhermos o modo energeticamente mais eficiente. No atual estado da mobilidade são poucos os carros elétricos que ultrapassam os 500 km reais de autonomia e os que conseguem são mais caros. Mesmo no caso dos híbridos plug-in são poucos os que têm uma autonomia tão grande quanto um diesel eletrificado. CARROçARIA 8,5/10 O estilo coupé desta nova versão do Série 2 continua a manter a popularidade da anterior geração da qual herda a plataforma, entretanto melhorada com o aumento da rigidez estrutural. Esta caraterística, com reflexos positivos õno comportamento, é responsável pelo aumento da qualidade e pela melhor insonorização do habitáculo onde quase não se sente o funcionamento do motor Diesel ou o ruído de rolamento, sendo igualmente relevante o papel da suspensão adaptativa (uma opção que faz parte do pack desportivo M que no seu conjunto custa 3500 euros). Acresce que no domínio da segurança ativa são muitos os equipamentos disponíveis, ainda que alguns deles sejam remetidos para a vasta lista de opções. O desenho da carroçaria, marcado pela nova assinatura luminosa (LED), embora favoreça a aerodinâmicar (cx 0,25) prejudica o acesso aos lugares traseiros devido à forte inclinação do pilar, obrigando as pessoas mais altas a terem de fazer algum exercício para aceder ao habitáculo acolhedor, mas acanhado. A mala, com algumas limitações no acesso, por ter uma entrada pequena e ser muito funda, tem apenas 360 litros de capacidade, por causa da bateria de 48 Volts do sistema “Mild Hybrid” (a capacidade das versões sem hibridização é de 430 litros). INTERIOR 7,5/10 o índice de habitabilidade que se situa abaixo da média, devido à reduzida altura ao tejadilho atrás e à largura, torna o ambiente interior pouco familiar ao contrário do BMW Série 1 do qual herda a plataforma, bem como parte dos elementos que caraterizam o interior, desde os materiais até à mesma atenção nos detalhes, passando pelo aspeto do tablier dominado por dois ecrãs unidos pela mesma base curva num sistema classificado pela BMW como “Curved Display”. O ecrã da instrumentação, que segue o mesmo grafismo de outros modelos da marca, incluindo O Série 7, tem 10,3 polegadas, enquanto o da multimédia, agora com o novo sistema operativo (BMW iDrive 9.0) tem 10,7 polegadas. Este conjunto curvo, além de estar mais enquadrado com a visão do condutor, tem um funcionamento mais intuitivo e de fácil acesso, nomeadamente quando escolhemos um dos quatro modos de condução em função do tipo de utilização. O reconhecimento por voz, que permite um acesso mais seguro às múltiplas aplicações do sistema multimédia e a alguns comandos, é uma ajuda que permite que nos concentremos na condução evitando que andemos a navegar pelos diferentes menus. O volante que concentra alguns comandos físicos tem uma boa pega e o tamanho ideal, enquanto os bancos, com múltiplas regulações elétricas, gozam de uma ergonomia capaz de garantir um grande conforto e apoiar bem o corpo numa condução mais desportiva. MECaNICA 8,5/10 Além de ter melhorado a rigidez estrutural da plataforma herdada da anterior geração, a BMW reviu outros pontos como a direção, as barras estabilizadoras e a suspensão. Neste último caso a mudança mais significativa é a utilização de amortecedores sensíveis à frequência. Para isso existe uma válvula calibrada que se abre e deixa passar um maior fluxo de óleo quando os efeitos das irregularidades do piso são mais fortes e frequentes. Parte do conforto que sentimos deve-se, essencialmente, a esse efeito, o mesmo acontecendo com a maior firmeza quando a estrada não é tão irregular. Nessa altura a válvula não se abre tanto e o fluxo do óleo é menor. O motor 2.0 litros Diesel de 163 cv em relação à opção 118d de 150 cv mais barata, tem a seu favor o facto de o sistema “Mild Hybrid” tornar o rendimento uma referência entre os motores Diesel com a mesma cilindrada, o que prova que esta solução energética tem um potencial de desenvolvimento enorme. Não é por acaso que as marcas premium e outras que já tinham anunciado o fim dos motores de combustão, nomeadamente os Diesel, tenham recuado nessa decisão. A ajuda do motor elétrico de 20 CV, 55 Nm e da rede de 48 Volts, além de tornarem mais suave o funcionamento do motor de 4 cilindros, com turbo de geometria variável e admissão variável valoriza as prestações, sem prejuizo do rendimento (consumos). A transmissão automática, a cargo de uma caixa de dupla embraiagem de sete velocidades, é parte integrante desta equação que concilia prazer de condução, boas prestações, conforto e consumos muito favoráveis. AO VOLANTE 8,5/10 Quando iniciámos o ensaio do BMW 220d Gran Coupé O computador de bordo indicava uma autonomia máxima de 1146 km, o suficiente para ir a Madrid e regressar, o que não fizemos, mas que Onos deu um enorme conforto caso tivéssemos de fazer uma grande viagem sem o stress da autonomia ou do carregamento, como acontece frequentemente com os carros elétricos. A confirmação de que a mobilidade elétrica faz todo o sentido nos trajetos urbanos, mas ainda apresenta restrições significativas quando temos de planear uma viagem mais longa. Comprovámos, também, que é muito fácil chegar aos 1000 km sem grandes cuidados de condução! o pack desportivo M, que além dos elementos decorativos continha uma suspensão adaptativa, direção direta e travões mais potentes, em combinação com o motor Diesel de 163 CV, permitiu-nos fazer uma utilização a um ritmo por vezes elevado, com um consumo muito baixo, e desfrutar de um carro com um comportamento desportivo em estradas com curvas onde mostrou um comportamento equilibrado, ágil e seguro. A reação do trem dianteiro, juntamente com o desempenho dos pneus GoodYear Eagle F1, eleva os limites de aderência, sendo necessário aumentar muito o ritmo para que a frente se desequilibre nas curvas mais lentas. A maior potência de travagem assume nessa situação um papel relevante no controlo das situações mais difíceis, incluindo quando o piso está molhado, como aconteceu algumas vezes durante o nosso ensaio. ECONOMIA 9/10 Com um preço base de 46 100 euros a versão ensaiada tinha mais 9850 euros de opções, um valor que reduz ao mínimo o equipamento de série. Não fosse o benefício que os carros elétricos equivalentes têm na dedução do IVA quando adquiridos por uma empresa e o balanço a favor desta opção Diesel, com consumos médios da ordem dos sl/100 km, seria diferente. Mesmo assim, temos dúvidas se a grande desvalorização dos carros elétricos enquanto usados, não reequilibra essa diferença especialmente no caso de clientes que, por viajarem, têm no Diesel uma escolha mais racional e com custos de utilização claramente mais baixos. O pequeno motor elétrico de 20 cv, capaz de mover o BMW 220d Gran Coupé em contextos específicos, caso de situações de trânsito mais intenso ou em manobras de estacionamento mais silenciosas, contribui para essa redução, nomeadamente numa utilização mais urbana onde o impacto ambiental é importante. Outra alternativa são OS PHEV que hoje já têm autonomias elétricas para além dos 100 km, embora os consumos depois de esgotada a bateria sejam superiores a esta opção Diesel, exceto se a escolha pelo plug in recaia na única opção do género com motor Diesel! o p AO DETALHE BMW 220D GRAN COUPe PREçO 46 100 EUR (55 950 EUR VERSâO ENSAIADA) MOTOR GASóLEO 4 CiL. EM LINHA 1995 CC + ELeTRICO POTeNCIA 163 CV (120 KW) / 3750. 4000 RPM BINâRIO MAX. 400 NM / 1500 - 2500 RPM POTeNCIA ESPECIFICA 81,7 CV/L PESO 1600 KG RELAçâO PESO/POTeNCIA 9,8 KG/CV CAIXA AUTOMâTICA 7 VEL. | TRAçâO DIANTEIRA COMP: 4,54 LARG. 1,80 ALT. 1,43 (METROS) DISTâNCIA ENTRE EIXOS 2,67 (METROS) BAGAGEIRA 360 (LITROS) DIâMETRO DE VIRAGEM 11,7 (METROS) TRAVóES FR./TR. DISCOS VENTILADOS/DISCOS VENTILADOS ACEL. 0-100 KM/H 8,3 SEG. (B BSEG+) | VEL. MAX. 226 KM/H CONSUMO (WLTP) 5,4 L/100 (4,9L+) EMISSóES DE CO2 (WLTP) 110 G/KM | RECUPERAçóES (40-80 KM/H) 4,1 NiVEL SONORO (RALENTI/RALENTI + VENTILADOR/60 KM/H/90 KM/H/120 KM/H) 44,1/57,9/55,4/60,7/65,9 DBA TRAVAGEM 0-100 KM/H 44 METROS CX 0,25 *VALOR ANUNCIADO . PRESTAçóES | CONSUMOS | AUTONOMIA ALTURA INTERIOR ATRâS AUSeNCIA DE PNEU SUPLENTE ACESSO O NOVO BMW 220D GRAN COUPê ê A ESCOLHA CERTA PARA QUEM FAZ VIAGENS LONGAS. A AUTONOMIA REAL SUPERA OS 1000 KM ENVOLVENTE Embora o espaço seja escasso o interior, além de agradável, é envolvente. os bancos são confortáveis e garantem um bom apoio lateral, fundamental numa condução mais desportiva HíBRIDO A ajuda do pequeno motor elétrico de 20 CV, além de garantir uma potência combinada de 163 cv, ajuda a controlar os consumos quer na cidade, onde em determinadas circunstâncias dispensa o motor Diesel, quer na estrada A SUSPENSaO ADAPTATIVA, ALEM DE GARANTIR UM NíVEL DE CONFORTO SUPERIOR, DEFENDE UM COMPORTAMENTO PERFEITO GARANTIAS E INTERVALOS DE REVISâO PRIMEIRA REVISâO 30 000 KM/1 ANO REVISóES PERIóDICAS 30 000 KM/1 ANOS GARANTIA GERAL 4 ANOS/B0 O00 KM PINTURA/CORROSâO 3/12 ANOS B CUSTOS DE COMBUSTiVEL APóS 15 MIL KM/ANO, COM BASE NO CONSUMO OFICIAL 1241 EUR (1126 EUR *) PONTUAçâO TURBO (NUMA ESCALA MeDIA DE DEZ ESTRELAS) CARROçARIA INTERIOR kokkkhhk7 MECâNICA knhha AO VOLANTE Anha ECONOMIA hhehhee iNDICE TURBO 84 % 1 GOSTâMOS EQUIPAMENTO SeRIE SISTEMA DE RECUPERAçâO DE ENERGIA; ACTIVE GUARD; ASSISTENTE DE ESTACIONAMENTO; SINTONIZADOR DAB; JANTES DE LIGA LEVE; FARóIS LED E LúZES TRASEIRAS COM TECNOLOGIA LED; BMW LIVE COCKPIT PLUS COM VISOR CURVO BMW; AC AUT.; VOLANTE DESPORTIVO; CAIXA STEPTRONIC; ASSISTENTE DE ESTACIONAMENTO; SENSORES DE ESTACIONAMENTO; CâMARA DE MARCHA ATRâS; CRUISE CONTROL COM FUNçâO DE TRAVAGEM; SISTEMA DE NAVEGAçâO DPçóES KIT REPARAçâO DE PNEUS (70 EUR); PACK DESPORTIVO M (3500 EUR); BANCOS COM REGULAçâO ELeTRICA â FRENTE (880 EUR); VIDROS COM PROTEçâO SOLAR (360 EUR); BANCOS DIANTEIROS AQUECIDOS (360 EUR); SISTEMA DE SOM HARMAN KARDON (569 EUR); PACK PREMIUM (1850 EUR) CAIXA DE 7 VELOCIDADES A caixa automática de sete velocidades otimiza os consumos, graças a um escalonamento mais seletivo, ao mesmo tempo que contribui para o funcionamento mais suave do motor. ACESSIBILIDADE TRASEIRA A forte inclinação, devido à forma coupé, limita bastante o acesso aos lugares traseiros. Acresce o reduzido ângulo de abertura das portas e a distância do pilar “B” à cava das rodas traseiras. VOLANTE Além de se poder regular em altura e profundidade, o volante tem a dimensão ideal, quer ao nível do diâmetro, quer na grossura. Caraterísticas que Ihe concedem uma boa pega. HABITABILIDADE A reduzida altura ao teto, bem como a largura à frente e atrás e o comprimento do habitáculo são fatores que contribuem para um índice de habitabilidade abaixo da média. NâO GOSTâMOS MARCO ANTÓNIO