EXTENSOR DE AUTONOMIA, O QUE É?
2025-04-23 21:12:17

0 extensor de autonomia também conhecido por “Range Extender ou simplesmente REX” é um sistema que permite prolongar a autonomia de um veículo elétrico mbora a venda de veículos elétricos esteja em queda em quase todos os grandes mercados, a mobilidade elétrica é uma realidade incontornável. Entre as causas para a menor procura está o preço superior deste tipo de automóveis, o tempo de carga, a insuficiente rede de carregamento e a autonomia. e neste contexto que surge o conceito de “ extensor de autonomia”, uma ideia que surgiu, pela primeira vez, em 2010, com o Chevrolet E-Volt e que, como é sabido, visa, essencial-mente, prolongar a autonomia dos carros elétricos sem recurso a uma fonte externa de carregamento. A sua aplicação é, ainda, residual mas há já alguns modelos que se socorrem dela, como é no caso do Leapmotor c10 que apresentamos nesta edição. UM SISTEMA MAIS COMPLEXO Se consideramos que onde a utilização do carro elétrico faz mais sentido é nas grandes cidades e que, nesse cenário, os carros pequenos têm mais vantagens, embora estejam limitados a baterias mais pequenas e, por isso, a autonomias da ordem dos 250/300 km, o extensor de autonomia pode fazer todo o sentido se quisermos dar a esses carros uma utilização em que predominam as viagens mais longas, triplicando ou mesmo quadruplicando a autonomia proporcionada pela bateria. Para isso é necessário introduzir no sistema um motor de combustão que, neste caso, funciona apenas como gerador de energia elétrica, consumindo gasolina. Tal acarreta a necessidade de um depósito de combustível, um sistema de escape e uma gestão que permita que a bateria tenha sempre energia até a capacidade do depósito de gasolina se esgotar e termos de recorrer a outra fonte externa (plug in). O seu princípio de funcionamento é de um híbrido série, de que é exemplo o sistema e-Power da Nissan, com a diferença de não haver outra fonte externa de carregamento da bateria por esta ser muito pequena. o primeiro carro 100% elétrico a ter um sistema deste género foi o BMW i3, apresentado, inicialmente, com uma autonomia muito reduzida, da ordem dos 250 km. Embora a introdução de um pequeno motor a gasolina, de três cilindros, com 1.4 litros, tivesse resolvido o problema da autonomia limitada a BMW acabou com a sua comercialização devido aos custos de produção elevados. Mais recentemente a Mazda introduziu o conceito no MX-30 na versão R-EV que, basicamente, é uma solução plug-in que recorre a um motor rotativo Wankel com um único rotor e 830 cc de cilindrada cuja missão é recarregar a bateria de 17,8 kWh num processo que dura até a gasolina se esgotar. Dessa forma consegue estender a autonomia dos 85 km até mais de 600 km! MAIOR FLEXIBILIDADE Ao garantir uma fonte extra de energia, o extensor de autonomia proporciona a flexibilidade necessária para enfrentar viagens mais longas sem a constante preocupação dos carregamentos da bateria. Porém, esta é uma tecnologia que tem um impacto ambiental maior que a solução 100% elétrica " convencional” já que o motor de combustão emite gases poluentes, podendo, por isso, ser considerada uma opção discutível. Isto apesar do motor ter um funcionamento esta-cionário que, em teoria, deveria assegurar consumos baixos, o que, na prática, não acontece. Mesmo considerando a maior complexidade, o acréscimo de peso, o custo inicial mais elevado e uma dependência parcial de combustíveis fósseis esta solução está a ganhar adeptos. e o caso da Renault que anunciou uma joint-venture com a chinesa Gelly da qual resultou a Horse, uma empresa que tem como objetivo criar soluções energeticamente eficientes, quer para automóveis de passageiros, quer em veículos comerciais, onde o extensor de autonomia pode fazer mais sentido, dada a vocação destes veículos para cumprirem distâncias mais longas. Também a Tesla adotou esta solução no Cybertruck apesar de alguns problemas na gestão do sistema. Já a Nissan descartou a possibilidade de o sistema e-Power evoluir para uma solução de carregamento externo que faria todo o sentido, bastando para isso usar uma bateria maior. Uma evolução que tornaria o sistema e-Power mais eficiente do ponto de vista energético, face ao consumo do motor de combustão que, mesmo recorrendo ao ciclo Miller e à taxa de compressão variável, consome imenso). Em síntese, os extensores de autonomia representam mais do que simples dispositivos que superam as limitações dos veículos elétricos. Eles simbolizam uma evolução contínua em direção a uma mobilidade mais inteligente e sustentável. O PLUG IN O Mazda MX30 tem duas fontes externas de energia: o motor Wankel e a função plug in que recebe energia em DC e AC. A energia armazenada na bateria pode ser usada para alimentar equipamentos externos numa função bidirecional 0 EXEMPLO DO MAZDA MX-30 R-EV A Mazda usa como gerador elétrico para estender a autonomia do modelo MX-30 um motor rotativo, com um único rotor. A vantagem em utilizar um motor deste tipo que só a Mazda possui é ser pequeno e ter uma resposta mais rápida e eficiente MARCO ANTÓNIO