MUSK ANUNCIA QUE VAI PASSAR MENOS TEMPO NO DOGE APÓS PERDAS DE 71% NA TESLA
2025-04-24 08:04:04

DECISÃO Milionário prevê dedicar só um ou dois dias da semana ao trabalho paraa Administração Trump. Elon Musk anunciou que, a partir do próximo mês, vai passar menos tempo em Washington a cortar nas despesas do Aarorns Bodara e dedicará mais tempo à sua empresa de carros elétricos, depois de os lucros da Tesla terem caído 71%. Segundo os seus cálculos, só precisará de passar um ou dois dias por semana a lidar com as questões do Departamento de Eficácia Governamental (conhecido como DOGE), o que fará "enquanto o presidente quiser que o faça e enquanto, for útil”. Mas a saída total do milionário, que é dono também do x e da SpaceX, já estava a ser falada. Isto porque os funcionários temporários (como Musk) estão normalmente limitados a trabalhar para aAdministração 130 dias por ano. Um prazo que termina no final de maio, contando desde a tomada de posse do presidente Donald Trump a 20 de janeiro. O anúncio de que vai cortarno tempo dedicado ao DOGE foi feito numa chamada com analistas na terça-feira à noite e esta quarta-feira as ações da Teslaj já estavam a subir. Musk explicou que “agora que o maior trabalho está feito” na criação do DOGEalvo de críticas pelos cortes aparentemente sem critério no número de funcionários governamentais pode dedicar “muito mais” do seu tempo à Tesla. A marca está profundamente ligada a Musk e tem sido alvo dos ataques de muitas das pessoas desagradadas com o seu trabalho como conselheiro de Trump com protestos à porta dos pontos de venda e atos de vandalismo. A empresa registou uma queda de 71% nos lucros e de 9% na receita no primeiro trimestre deste ano, após uma quebra nas vendas em todo o mundo atribuída, entre outros fatores, às atividades políticas do milionário. A empresa alegou, na apresentação dos resultados, que “a incerteza nos mercados automóvel e de energia”, assim como a “rápida evolução das políticas comerciais”, afeta negativmente a cadeia de fornecimento global e a estrutura de custos. “Esta dinâmica, junto com a mudança no sentimento político, pode ter um impacto significativo na procura dos nossos produtos a curto praZo”, admitiu. As tarifas impostas por Trump também acabaram por ser um espinho na relação com Musk, que se opõe a esta medida que desencadeou uma guerra comercial com a China (onde tem importantes negócios) e tentou convencer o norte-americano anão seguir nesse caminho. O dono da Tesla entrou mesmo em choque com um dos principais conselheiros do presidente nesta matéria, Peter Navarro. Musk e Trump num evento da Tesla na Casa Branca, em março. SUSANA SALVADOR