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O FUTURO DO E-COMMERCE

Marketeer

2025-04-29 21:06:04

E-COMMERCE As tendências globais que estão a moldar o futuro e podem inspirar estratégias locais e-Commerce tem vindo a consolidar-se como um pilar essencial da economia portuguesa, especialmente após o impulso trazido pela pandemia, que acelerou a transição para o digital. A conveniência, a confiança crescente dos consumidores e a capacidade de oferecer experiências personalizadas têm sido motores deste crescimento. ã medida que as marcas portuguesas se adaptam a este novo paradigma, investindo em tecnologia e inovação, é fundamental olhar para as tendências globais que estão a definir o e-Commerce, conforme destacado num estudo da plataforma BigCommerce. Estas tendências podem inspirar estratégias locais e projectar um futuro promissor para o sector em Portugal. A Inteligência Artificial (IA) está a transformar a experiência do cliente, ao permitir recomendações de produtos altamente personalizadas e automatizar processos como a gestão de inventário e o atendimento ao cliente, sendo que as empresas podem explorar ferramentas de IA para criar jornadas de compra únicas, adaptadas aos hábitos e preferências dos consumidores - por exemplo, chatbots alimentados por IA oferecem suporte 24/7, enquanto algoritmos preditivos ajudam a antecipar as necessidades dos clientes. Paralelamente, a Realidade Aumentada (RA) está a ganhar tracção como forma de aproximar a experiência online da compra física, algo que, especialmente no sector da moda e decoração (segmentos fortes no e-Commerce nacional), permite às marcas adoptar RA para que os consumidores “experimentem” roupas ou visualizem móveis nas suas casas antes de comprar, respondendo à exigência de inovação e podendo diferenciar as empresas num mercado competitivo. Já as plataformas como o Instagram, TikTok e Facebook estão a tornar-se canais de venda directa, impulsionadas pelo poder do marketing de influência, e, tendo em conta o elevado uso de redes sociais em Portugal, as marcas podem aproveitar esta tendencia para criar campanhas interactivas e vendas em tempo real (como live shopping), atraindo especialmente os consumidores mais jovens, o que, contando com a adaptação rápida das marcas a novas realidades, faz do comércio social um próximo passo natural. A crescente consciencialização ambiental está também a influenciar as decisões de compra, e o estudo da BigCommerce aponta que acima de 70% dos consumidores estão dispostos a pagar um valor superior por produtos sustentáveis, pelo que, em Portugal, as empresas podem integrar cada vez mais práticas ecológicas = como embalagens recicláveis ou entregas com baixa pegada de carbono , de modo a tentar conquistar a lealdade dos clientes e alinhar-se com valores globais emergentes. Com o aumento do uso de smartphones (75% das visitas a sites de retalho no Reino Unido em 2023 foram via mobile, segundo o estudo), o mobile commerce (m-commerce) torna-se essencial, e investir em plataformas optimizadas para mobile e em entregas rápidas e eficientes (como parcerias com empresas locais de logística) pode melhorar a experiência do cliente e aumentar a retenção. Ainda neste âmbito, os serviços baseados em subscrição estão a crescer, oferecendo conveniência e receita recorrente, um modelo que pode ser explorado em sectores como alimentação ou cosmética, criando ofertas personalizadas que reforcem a ligação com os consumidores. Estas tendências globais alinham-se com os desafios e oportunidades do mercado português, onde a fragmentação do sector, com players globais como a Amazon a concorrerem com empresas portuguesas, exige que as marcas nacionais inovem continuamente. O investimento do governo português em infra-estrutura digital, como referido em estudos recentes, cria um ambiente favorável para a adopção destas tecnologias, e a preferência por métodos de pagamento locais (como o Multibanco e o MB Way) sugere que a adaptação às especificidades culturais não deverá ser subestimada, pois será crucial para o sucesso.