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RUI TEIXEIRA PARTILHOU POTENCIALIDADES PÚBLICAS DO CASTELO DE CERVEIRA EM ENCONTRO INTERNACIONAL DE CRACÓVIA

Jornal C

2025-05-02 21:06:35

“Olhamos para o Castelo de Cerveira como um Hub Criativo e Cultural, onde podem ser organizados eventos culturais, implementados programas educativos para os jovens, dinamizados encontros intergeracionais de valorização da herança histórica material e imaterial, bem como residências artísticas e científicas que liguem conhecimen- to e arte”. O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, apresentou recentemente em Cracóvia (Polónia), as potencialidades de utilização comunitária do Castelo de Cerveira, du-rante o 4º Encontro Transnacional da rede ARCHETHICS, da qual o Município é parceiro no âmbito do programa URBACT. Abordando novas perspetivas que potenciem o património dissonante, este encontro de trabalho de cariz eu- ropeu procurou refletir e debater so- bre o estado de desenvolvimento do Plano de Ação Local dos municípios afetos ao projeto. No caso concreto de Vila Nova de Cerveira, esta é uma oportunidade para redefinir a estraté- gia para o Castelo D. Dinis, “devolvendo-o à comunidade local, como um espaço de convívio e celebração da rica história do concelho”. Rui Teixeira reiterou a importância de transformar aquele monumento “num espaço de encontro entre gerações e entre os Cerveirenses e seus visitantes, sendo exequível implementar este programa em conjunto com vários parceiros: Fundação da Bienal de Arte Cerveira, Universidade Portucalense, Agrupamento de Escolas, Fábrica da Igreja Paroquial, Santa Casa da Misericórdia, e demais entidades do grupo de ação local”. No encontro político, que decorreu no edifício da Câmara Municipal de Cracóvia, com presidentes e verea-dores das cidades de Betera (Espanha), Gdansk e Cracóvia (Polónia), Kazanlak (Bulgária), Permet (Albânia) e Cesena (Itália), Rui Teixeira contextualizou “o passado dinâmi - co e o presente inerte e desanimador, com o impasse em torno da sua conversão em hotel, e cujas promessas do promotor não avançaram ao longo de quase seis anos”. “Temos ideias, temos parcerias, mas para que tal aconteça é fundamental que o Castelo seja devolvido aos Cerveirenses”, sublinhou o autarca cerveirense. De realçar que estes encontros internacionais resultam de uma proposta incluída no Plano de Ação Integrado, do Grupo de Ação Local afe- to ao projeto ARCHETICS, finan- ciado pelo programa URBACT, do qual o Município de Vila Nova de Cerveira faz parte juntamente com mais nove cidades da União Europeia, partilhando a presença de um património ligado a um passado controverso, e abrindo novas perspetivas e oportunidades que potenciem esse património dissonante. Os trabalhos da rede ARCHETHICS vão ter continuidade com novo encontro marcado para início de julho em Leipzig, na Alemanha.