ENGENHARIA E ARQUITECTURA PRECISAM DE REVOLUÇÃO
2025-05-02 21:06:51

PRÉMIO para jovens arquitectos foi ontem entregue. CEO do dstgroup declarou necessidade de revolução na habitação. CULTURA “O estado da arquitectura e da engenharia na forma como construíram, constroem e reconstroem cidades e casas nas cidades precisa de uma revolução”, defendeu ontem o CEO do dstgroup, José Teixeira, na cerimónia de entrega do Prémio Manuel Graça Dias dst-Ordem dos Arquitectos, Primeira Obra . No acto que culminou a segunda edição do prémio bienal de arquitectura, ganha por José Pedro Lima, o empresário bracarense revelou que “estamos a construir um movimento. Queremos lançar um manifesto”, sendo que “em Maio estaremos na trienal de Milão a falar do nosso projecto e a mostrar o nosso projecto. Em Maio estaremos na bienal de arquitectura de Veneza para falar da cidade e da casa social, que abriga e que acolhe. Em Maio vamos estar, a partir de Braga para todo o lado, na Semana da Economia, a falar do movimento e a fazer a revolução”. Movimento e revolução justificados com a percepção de que, “por vezes, a arquitectura, a engenharia e a construção acrescentam pobreza à pobreza do la-do de lá do muro social que guetiza e marginaliza parte da cidade”. A segunda edição do prémio para jovens arquitectos galardoou a obra Pavilhão de Jardim. Forma | Foyer , desenhada por José Pedro Lima, professor convidado no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Localizada no Porto, a obra estabelece um novo volume com nova relação com um jardim central entre duas construções, que funciona como foyer. “O objecto é uma peça de um só mate-rial - betão branco, simplificando os processos, técnicass de construção e a velocidade de execução da obra”, diz a descrição de Pavilhão de Jardim. Forma | Foyer , confessando o autor preocupações de sustentabilidade ao prescindir de isolamento, vedantes e instalações mecânicas complexas. Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitectos, destacou a particularidade de o prémio patrocinado pelo dstgroup distinguir primeiras obras, afiançando que a nova geração de arquitectos nacionais mantém a qualidade que faz desta actividade uma “das que mais valoriza Portugal”. Segundo o presidente da Ordem, “não se pode falar da arquitectura no Mundo sem falar da arquitectura portuguesa”. lll “Não podemos mais aceitar colectivamente o tipo de intrusão que estamos a operar na Casa Comum ou para que os muros sociais das cidades separem quem habita e abriga e vive e joga nas cidades.” José Teixeira CEO dstgroup José Pedro Lima, vencedor do prémio Manuel Graça Dias , com José Teixeira e Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitectos + mais O Júri do Prémio Manuel Graça Dias, dst , Ordem dos Arquitectos, Primeira Obra , destacou com menções honrosas, de entre 32 candidatos as obras Casa Aurora de André Azevedo, Casa Luzim de Juliano Ribas e Cíntia Guerreiro, e Ladeirinha de Elói Gonçalves. José Paulo Silva