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TESTÁMOS "O CARRO ELÉTRICO DO ANO”

Sábado

2025-05-02 21:06:55

Experimentámos o BYD Seal, o carro elétrico e familiar do fabricante chinês que foi múltiplas vezes premiado pela indústria. A partir de 44.900 euros. MUNIDO de uma bateria de 82,5 kWh com grande capacidade, o BYD Seal é um papa-quilómetros com autonomia para mais de 500. Também é um papa,títulos: nos prémios Seguro Directo Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal de 2024 foi distinguido nas categorias Carro do Ano 2024, Elétrico do Ano e Design. Não se ficou por ai. Já em 2025, também foi o mais votado no prémio ACP Elétrico do Ano. A BYD, fabricante líder de veículos elétricos e híbridos = que começou por produzir baterias elétricas, que mantém já tinha sido eleita a melhor empresa automóvel do mundo por um dos principais prémios automóveis independentes da Europa, o AUTOBEST. Em teoria, atributos não lhe faltam. E na prática? Fomos descobrir. Para começar, nada há a apontar ao design geral do carro. A estética é elegante e bem proporcionada, sem grandes disrupções. é uma berlina que respeita o manual Tesla, mas que exagera nas dimensões. São 4,80 metros de comprimento. Mais 8 cm do que o Tesla Model 3, o que pode parecer exagerado, sobretudo por contraste com uma bagageira manifestamente pequena, com capacidade para 400 litros e uma boca de entrada muito estreita. Como é habitual nos elétricos, a BYD não se esqueceu de munir o Seal com um frunk, isto é, um pequeno porta-bagagens dianteiro, debaixo do capô. Se quiséssemos procurar defeitos a todo o custo, poderíamos embirrar com a qualidade de alguns plásticos interiores e revestimen-tos brilhantes que facilmente ficam manchados, mas, no geral, os acabamentos estão a um nível elevado. Sobretudo atendendo ao preço. Quando foi lançado, em 2024, custava 46.990 euros, entretanto o preço baixou e O Seal já pode ser comprado a partir de 44.900 euros. Os bancos são acolhedores e confortáveis. o interior é espaçoso, com bom conforto acústico, e o teto panorâmico é sempre um ponto a favor. Ao contrário do ambiente minimalista dos modelos da Tesla, aqui temos alguns botões e comandos manuais. Quanto ao comportamento na estrada, a SãBADO experimentou a versão Design do BYD Seal, com tração traseira e 313 cavalos de potência (a outra versão, Excellence, tem tração integral graças a dois motores elétricos que debitam uma potência combinada de 530 cavalos). A condução é bastante reativa, podemos até adjetivá,la como “divertida", mas também se adapta perfeitamente a uma condução tranquila e económica. Apesar das boas prestações e do comportamento dinâmico, há algo que fica aquém. Primeiro, a habitual opção de condução one pedal não está disponível, o que pode frustrar quem já se acostu, mou a essa função noutros elétricos. Depois, a travagem regenerativa não é tão eficiente como seria desejável. Alguns ajustes podem ser configurados no ecrã central, mas não são fáceis de encontrar. No geral, a travagem pode ser um pouco brusca e difícil de dosear. No campeonato tecnológico, O BYD Seal vem bem apetrechado. Neste aspeto, impressiona o ecrã tátil rotativo de 10 polegadas que pode ser utilizado na vertical ou na horizontal é à vontade do freguês. Por outro lado, os menus de navegação e o próprio interface poderiam ser mais intuitivos. A autonomia anunciada pela marca é de até 570 km (WLTP) na versão de tração traseira e até 520 km. Donde se conclui que podemos acreditar no hype e que os prémios têm sido bem entregues, como de resto a afirmação mundial da BYD enquanto produtor de carroS elétricos tem vindo a demonstrar. O Ao design geral do carro não há nada a apontar , aestética é elegante ,ainda que as dimensões sejam algo exageradas As jantes bicolores de liga leve em alumínio 19 fazem parte do equipamento de série A condução é bastante reativa, podemos adjetivá-la como “divertida”, mas a travagem pode ser um pouco brusca e difícil de dosear A aceleração 0 a 100 km/h demora 5,9 segundos na versão Design e 3,8 na Excellence O BYD Seal Design tem 313 cavalos de potência O ecrã tátil de 10 polegadas do BYD Seal é rotativo: pode ser utilizado na vertical e na horizontal Markus Almeida