ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS JÁ REPRESENTAM QUASE 7% DO TRÁFEGO NAS ESTRADAS NACIONAIS
2025-05-16 21:05:16

O tráfego nas estradas nacionais está a aumentar e os veículos eléctricos estão a ganhar peso, embora o gasóleo continue a ser, de longe, o combustível mais utilizado em Portugal. O tráfego nas estradas nacionais continua a aumentar e é feito, cada vez mais, por veículos com combustíveis alternativos ao gasóleo e à gasolina, ainda que esses continuem a representar a larga maioria do parque automóvel português. No ano passado, os veículos eléctricos e híbridos representaram quase 7% do tráfego rodoviário registado em Portugal. Os dados foram publicados, nesta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que, em 2024, foram percorridos mais de 79,7 mil milhões de quilómetros nas estradas portuguesas, um aumento de 1% face ao ano anterior. Já em relação a 2020, ano desta série estatística do INE em que se regista o valor mais baixo de quilómetros percorridos, resultado das restrições impostas pelo contexto de pandemia de covid-19, o número de quilómetros percorridos já aumentou em quase 18%. A maior fatia deste tráfego voltou, tal como nos anos anteriores, a caber aos veículos ligeiros de passageiros, que responderam por mais de 60 mil milhões de quilómetros (ou cerca de 75% do total) no ano passado. Seguem-se os ligeiros de mercadorias, com 18% do tráfego, e só depois os pesados, que viram o tráfego cair no ano passado. Em 2024, os pesados de passageiros percorreram 628 milhões de quilómetros nas estradas nacionais, uma queda de perto de 2% em relação ao anterior anterior, enquanto os pesados de mercadorias percorreram 975 milhões de quilómetros, uma diminuição anual de 3,5%. Já no que diz respeito ao tipo de combustível destes veículos, o cenário está a mudar de forma mais evidente. Quase todos os tipos de combustível registaram um aumento do tráfego percorrido no ano passado, à excepção do gasóleo: os veículos movidos a gasóleo percorreram 56,6 mil milhões de quilómetros em 2024, uma queda de 1,8% em relação ao ano anterior. Este tipo de combustível continua, ainda assim, a representar a larga maioria do parque automóvel, respondendo por mais de 70% dos quilómetros percorridos no ano passado. Este peso tem vindo, contudo, a diminuir: em 2015, ano em que é iniciada esta série estatística do INE, os veículos a gasóleo representavam 74% do total de quilómetros. Em todos os restantes casos, verificou-se um crescimento do tráfego, com particular destaque para os combustíveis alternativos. Os veículos com motores 100% eléctricos percorreram mais de dois mil milhões de quilómetros no ano passado, um aumento superior a 40% em relação a 2023, enquanto os veículos híbridos (considerando os plug-in ou não plug-in) totalizaram perto de 3,3 mil milhões de quilómetros, um crescimento anual de quase 28%. Em conjunto, os veículos 100% eléctricos, híbridos ou movidos com outros tipos de combustível representam agora 6,8% do total de quilómetros percorridos nas estradas portuguesas. A1 é a auto-estrada mais percorrida Nos dados divulgados nesta semana, o INE dá ainda conta de que, do total de quilómetros percorridos no ano passado, 842,9 milhões foram apenas em auto-estradas, dos quais, a larga maioria (92%) por veículos ligeiros. A A1, que liga Porto e Lisboa, foi a mais percorrida, com um total superior a 155 milhões de quilómetros em 2024 e um pico de tráfego, de mais de 16 milhões de quilómetros, em Agosto. A A2, que faz a ligação entre Lisboa e o Algarve, foi a segunda mais percorrida, com um total próximo de 75 milhões de quilómetros e um pico de tráfego também em Agosto, com perto de 10 milhões de quilómetros. A A4, que vai de Matosinhos até à fronteira com Espanha, fecha o pódio, com um total de mais de 50 milhões de quilómetros percorridos no ano passado. tp.ocilbup@savler.aleafar Rafaela Burd Relvas