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TÊXTIL PORTUGUÊS EXIGE TAXA DE 20 EUROS APLICADA ÀS COMPRAS NA TEMU E SHEIN

ECO

2025-05-22 21:06:30

Associações do setor em Portugal defendem que UE aplique uma taxa de 20 euros por encomenda feita a plataformas chinesas de comércio eletrónico, ao invés dos dois euros que têm sido noticiados. A diretora executiva da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), Ana Paula Dinis, considera que dois euros por encomenda "é um valor ridiculamente baixo" para a taxa que está a ser estudada pela Comissão Europeia de forma a travar o elevado volume de artigos da Shein e da Temu que está a entrar na Europa. "Devíamos aplicar uma taxa de 20 euros" às compras feitas nessas plataformas de comércio eletrónico, defende a responsável, em declarações ao Diário de Notícias, sugerindo que o valor cobrado financie recursos humanos e financeiros para garantir um maior controlo dessas encomendas nas fronteiras. Na mesma linha, César Araújo, presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC), admite que a proposta preliminar de Bruxelas é "um escândalo". Segundo o responsável, entram na Europa artigos "sem nenhum controlo alfandegário", que tanto "podem ser roupa, como armas ou outros produtos". Estas encomendas "não pagam nada, não vêm com fatura e não passam por nenhum controlo. Estamos a falar da maior fraude fiscal do século XXI", sublinha. Ambas as associações apelam, por isso, ao fim da regra dos de minimis, que isenta de direitos alfandegários compras até 150 euros e o pagamento de IVA para transações inferiores a 20 euros. "Os minimis têm de terminar e tem de ser aplicado o IVA e também taxas alfandegárias nas compras nestas plataformas. E isto tem de acontecer agora, porque corremos o risco de deixar de ter indústria e de ter retalho", salienta Ana Paula Dinis. ECO