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REPORTAGEM - PONTO DE ENCONTRO

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2025-05-23 21:05:07

Reportagem. A cidade chinesa de Shanghai, de dois em dois anos, torna-se ponto de encontro obrigatório para os adeptos e os protagonistas do setor automóvel. O certame organizado desde 1985, nesta 21.e edição, atraiu um milhão de visitantes e demonstrou a posição de vantagem das marcas domésticas na corrida (quase...) global às tecnologias da eletrificação. 0 ano passado, mundialmente, venderam-se 81,1 milhões de automóveis em todo o mundo, o que representou um crescimento de 2,6% na procura, na comparação com 2023. A China manteve-se no topo da tabela dos maiores mercados mundiais (23,1 milhões, 5,3%), à frente de EUA (15,9 milhões, 3,6%) e Europa (12,9 miIhões, 0,9%, somando União Europeia, países EFTA e Reino Unido), por isso renovando o número um da indústria que detém desde 2009. E este facto explica a importância do Auto Shanghai, que sobreviveu à perda de expressão mediática e popularidade das maiores exposições mundiais. A 21.2 bienal desde 1985 provou essa condição ímpar, ao atrair cerca de um milhão de visitantes! No Auto Shanghai de 2025, que não teve a participação da norte-americana Tesla, O maior fabricante mundial de automóveis elétricos , a China é segundo mercado de fabricante que repetiu a ausência de 2023, talvez para não ter de confrontar-se com concorrentes chinesas cada vez mais poderosas tanto nos automóveis como na tecnologia!... =, mas reuniu todos os fabricantes domésticos de primeiro plano. A General Motors (GM) representou OS EUA e o Grupo vw tentou defender a honra e o prestígio da Europa. Mas, mesmo assim, como protagonistas, BYD, Nio e Zeekr. O ano passado, as vendas de NEV (elétricos e híbridos Plug-In) significaram 40,9% do total de registos de viaturas novas no país. A ausência da Tesla não é demasiado surpreendente, conhecendo a forma como a marca de Elon Musk aborda o(s) mercado(s), mas a decisão dos norte-americanos representa oportunidade de ouro para as marcas chinesas que mais investem nos carros elétricos, muitas copiando a fórmula por detrás de sucesso da concorrente , prioridade à digitalização e à eficiência na produção. Problema (para a Tesla): os fabricantes do gigante asiático encontram-se cada vez mais bem posicionados na maioria dos mercados internacionais, por proporem carros muito mais acessíveis do que o Model 3 e o Model y, e diversas tecnologias capazes de revolucionarem o setor. A Tesla, na China, também está confrontada com problema no desenvolvimento e na implementação da condução autonomia. E OS obstáculos aumentaram depois de acidente com unidade do Xiaomi SU7 que originou vítimas mortais. A inspeção realizada por peritos governamentais de Pequim originou mudança nas regras que condiciona a ritmo de adoção da tecnologia (e também restringe a publicidade), o que representa contratempo para a marca de Musk, mas este acontecimento não parou o programa do robô-táxi prometido para breve. Cinco novidades na BYD A BYD, por exemplo, já montou mais automóveis do que a Tesla em 2024 e tem até sistema de recarregamento ultrarrápido de baterias (potência acima do Megawatt) ca-paz de recuperar até 400 km de autonomia 5 minutos! Em Shanghai, a empresa chinesa apresentou cinco automóveis novos para a série Ocean, o que aumenta a diversidade da gama. Entre as estreias, o estudo Ocean-S que anuncia mudanças na imagem da marca, dois Sport Utility Vehicles (SUV), o Sealion 06 DM-i (PHEV) e o Sealion 06 EV (elétrico), e a berlina Seal 06 EV (elétrico) e a carinha Seal 06 DM-i Wagon (PHEV). Nos SUV DM-i, quinta geração da tecno-logia híbrida Plug-In da BYD, com motor 1.5 (74 kW) e motor elétrico (160 kW). Nos elétricos, tração dianteira e motor com 180 kW, e quatro rodas motrizes e motores com 110 kW e 180 kW. Na berlina, motores com 110 kW ou 160 kW. E, por fim, na carrinha com 4,85 m de comprimento e 2,79 m entre eixos, mecânica 1.5 a gasolina apoiada por motor elétrico com 120 kW ou 160 kW, e bateria de fosfato de ferro e lítio = no ciclo de homologação chinês CLTC, modos de condução EV com 53 km e 83 km de autonomia. Leapmotor BO1 e B05 A Leapomotor, fabricante em que o consórcio Stellantis detém participação muito importante, também apresentou novidades nesta 21.a edição do Auto Shanghai. A primeira berlina da marca chinesa (e contraria-se, assim, a tendência de produção de mais SUVI) tem motores com 180 cv ou 218 CV e, de acordo com a norma CLTC, percorre até 650 km entre recargas da bateria de fosfato de ferro e lítio. Mede 4,77 m de comprimento e 2,73 m entre eixos, e tem mala com 460 litros de capacidade (mais 70 litros à frente, no “frunk” sob o "capot"). Também na Leapmotor, B05 com formato de VW Golf para introduzir na Europa no próximo ano. As especificações técnicas não foram anunciadas, mas porta-voz da marca chinesa comprometeu-se com até 640 km de autonomia, de acordo com o protocolo CLTL, que é mais favorável, por norma, do que o “nosso” WLTP. Entre os “alvos” da berlina compacta, Peugeot e-308 ou vW ID.3. No plano da marca para a Europa, mais dois automóveis: SUV compacto (A10) e berlina subcompacta (A05). MG cria gama Cyber A MG, marca de origem britânica propriedade da SAIC Motor, o maior fabricante de automóveis propriedade do estado chinês, também apresentou três novidades em Shanghai. A ideia é a criação de gama (Cyber) inspirada no “roadster” elétrico com que surpreendeu o mundo em 2021 (Cyberster). E promoveu, também, mudanças na identidade corporativa. O “concept” Cyber x apresentasse-nos como programa experimental de desenho, que tem persegue uma imagem e uma atitude aventureiras. Criou-o Joseph Kaban, “designer” por detrás de automóveis de sonho como o Bugatti Veyron, destaca-se pela pintura com acabamento mate e os faróis escamoteáveis na dianteira. Nesta primeira apresentação, anunciou-se visão para o futuro, mas não foram reveladas informações sobre dimensões, motorizações, potências ou autonomias, Também no Cyberster, duas cores exteriores novas e dois acabamentos interiores inéditos , vermelho-preto e cinzento-branco. Na edição-2026, há defletor de vento para a diminuição em 90% da turbulência no habitáculo. E somam-se série (Black) comemorativa dos 101 anos da marca e o “coupé” Cyber GTS. JOSÉ CAETANO