ELIXIR DA JUVENTUDE - COMO APROVEITAR O TALENTO E O SABER VINTAGE
2025-05-23 21:05:22

Do estigma à oportunidade: aposta nos seniores deve ser inventivada Demografia Ao estigma da contratação de seniores por parte das empresas, O Estado deve responder com a flexibilização da lei laboral e a criação de benefícios fiscais . jlourinho@medianove.com Aaposta nos seniores pode ser uma oportunidade para as empresas e nesse sentido, deve ser flexibilizada a legislação laboral e incentivada a criação de benefícios fiscais que possam dar corpo a esse caminho. No entanto, o estigma da idade ainda existente no tecido empresarial e industrial português, pode ser uma séria barreira a este caminho. Este foi um dos focos do debate no painel "Demografia, negócios familiares e conspiração grisalha”, inserido na conferência “Zona de Impacto”, organizada pelo Jornal Económico, em parceria com o Novobanco, e que teve lugar este mês na Universidade Católica Portuguesa. Mas afinal: existe ou não um estigma com a idade no recrutamento empresarial em Portugal? Maria da Glória Ribeiro, managing diretor e co-fundadora da Amrop, uma das principais empresas globais de recrutamento de executivos e consultoria em liderança, realçou que o factor idade era muito acentuado nos anos 90 mas que agora, a pergunta que se faz é: quanto tempo é que ainda quer trabalhar? Apesar de não ser uma realidade que seja transversal a todos os setores (como é o caso das tecnológicas), esta especialista em recrutamento deu nota que a colocação de pessoas em funções de responsabi-lidade com mais de 60 anos é cada vez mais uma evidência. Em contramão, o consultor e empresário João Rodrigues Pena, que trabalha há mais de trinta anos com empresas familiares e fundou a Arboris, considera existir “um profundo estigma” na contratação de seniores e que a realidade em Portugal passa pela existência de iniciativas das organizações no sentido de forçar a saída destes quadros. Para o consultor, este é um erro crasso tendo em conta o que estes profissionais ainda podem dar empresas, ao nível do conhecimento e experiência que aportam nas relações humanas. Apesar de discordarem neste ponto, os dois intervenientes concordam na solução: a criação de incentivos fiscais para a contratação de seniores (algo que está a ser implementado em França e na Alemanha em virtude da falta de resposta no mercado de trabalho) e a flexibilização da legislação laboral que permita uma maior longevidade a quem queira continuar a trabalhar Noutro ponto de vista, Maria d Oliveira Martins, professora associada na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, destacou que a longevidade “é boa porque nos permite ter os nossos pais e avós até mais tarde” mas por outro “há um sobrecusto enorme” para a geração ativa, já que é chamada a subsidiar a educação dos filhos e a ajudar os pais na velhice. Assim, essa geração ativa “não pode ser sobrecarregada sem receber nada em troca”, defendeu. O geógrafo Jorge Malheiros trouxe alguns números para a discussão e destacou que, mesmo com os imigrantes, Portugal tem um saldo demográfico negativo há 16 anos e se em 1960, OS idosos no país correspondiam a menos de 10%, hoje essa percentagem é de 25%. Jorge Malheiros, geógrafo do ônstituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, Maria d Oli de Direito da Universidade Católica de Lisboa, João Rodrigues Pena, gestor, consultor e empresário e Maria da Glória Ri Universidade Católica de Lisboa recebeu a conferência “Zona de Impacto Pensar o ESG” Rui Fontes, administrador do Novobanco, com Eduardo Paz Ferreira, jurista e académico, e André Macedo, diretor do Jornal Económico Rui Fontes, Inês Soares, Head of ESG do novobanco, Maria da Glória Ribeiro e José Carlos Lourenço, CEO da Media9 Conferé ainda a Eduardo Rangel, presidente da Rangel Logistics Solutions Eduardo Paz Ferreira abordou o ajustamento etário na função pública Rui Fontes, Paulo Tomé e José Carlos Lourenço José Carlos Lourinho; Rodolfo Alexandre Reis