APAGÃO - PROCURA DE GERADORES E FOGÕES PORTÁTEIS EM ALTA
2025-05-29 06:00:09

Procura por geradores e fogões segue em alta Pequenos negócios e famílias lideraram corrida a geradores no dia do apagão e nas semanas seguintes. Muitos recorreram também a reparações ines.malhado@jn.pt APAGáO Um mês após o apagão de 28 de abril, que afetou Portugal e Espanha, a procura por soluções alternativas ao fornecimento de energia elétrica, como geradores e fogões portáteis, mantém-se em alta. A falha elétrica, que deixou o país às escuras durante mais de dez horas, revelou vulnerabilidades no sistema e levou muitos a preparar-se para futuras emergências. Os fabricantes e retalhistas que responderam ao JN dão conta de picos na procura no próprio dia do apagão e nos seguintes, que se manteve acima do normal durante várias semanas. A Grupel, uma das maiores fabricantes de geradores do país, com sede em Vagos, observou “um aumento drástico da procura da gama doméstica e de peque-na potência”, para particulares, pequenos comerciantes, restaurantes, pequenas infraestruturas, bombeiros e proteção civil. o produtor aveirense estima que as vendas cresceram 15% em relação ao mesmo período de anos anteriores. Ainda que seja cedo para comparar com um ano normal, certo é que, desde o apagão, também a Turbomar Energia, empresa portuguesa sediada em Lisboa, verificou um aumento significativo, sobretudo por serviços de assistência técnica para reparações e modernizações. No retalho, a Worten relatou um “aumento exponencial” nas vendas de geradores e fogões portáteis, entre vários outros produtos de primeira necessidade para emergências energéticas Ono último mês. A Decathlon também verificou uma procura generali-zada, e destaca os fogareiros como um dos artigos mais procurados. REFORçAM MEIOS Os geradores revelaram-se essenciais Ono setor alimentar: 80% das lojas conseguiram manter-se abertas graças a investimentos prévios nesses equipamentos, revelou, ao JN, o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). Para Gonçalo Lobo Xavier, este número revela que “o setor mostrou mais uma vez uma resiliência enorme” numa crise. Apesar do esforço para minimizar os danos, o responsável da APED dá conta de perdas “significativas”, que ascendem a vários milhares de euros. Para prevenir futuras interrupções, muitas empresas estão agora a investir na modernização ou aquisição de novos geradores.o Portugueses acautelam futuras emergências P.18 SABER MAIS Precaução Face à vulnerabilidade da rede elétrica, as empresas acreditam que o investimento em geradores continuará a crescer para evitar riscos e danos. Subida “online” A procura pOr artigos para emergências dispararam no dia do apagão e Ono seguinte, sobretudo rádios, powerbanks e fogões portáteis Ono “marketplace” do KuantoKusta. Grandes prejuízos O apagão deixou as empresas do país com mais de dois mil milhões de euros em prejuízos, revelou um inquérito da AIP. Fabricantes e retalhistas falam em aumentos exponenciais das vendas Inês Malhado