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PAPEL DAS AUTARQUIAS É DETERMINANTE NUMA ÚLTIMA MILHA EFICIENTE E SUSTENTÁVEL

Hipersuper

2025-05-30 21:05:54

As autarquias têm um papel importante na eficiência e sustentabilidade das entregas de última milha. Podem contribuir para essa otimização, com a criação de infraestruturas urbanas adequadas, mas este é um trabalho a ser feito em parceria com as empresas de logística. Aúltima milha apresenta às empresas que a trabalham, diversos desafios logísticos nas entregas, desde o tráfego urbano à gestão das expectativas dos clientes, passando pelos custos operacionais e pela segurança da carga. Particularmente num contexto em que o crescimento acelerado do comércio eletrónico “exerce uma pressão significativa sobre as infraestruturas das cidades”, refere Gualter Courelas, que destaca ainda a necessidade premente da redução da pegada carbónica da atividade logística, “o que implica uma profunda transformação na forma como a última milha é gerida”. O diretor de Operações da DHL Express Portugal diz que é preciso haver uma abordagem integrada nas operações em ambiente urbano e fala no “papel determinante” que as autarquias desempenham para garantir que as cidades continuem "funcionais, sustentáveis e preparadas para o futuro”. ê fundamental que as autarquias das principais cidades se adaptem a esta nova realidade do comércio global e disponibilizem infraestruturas urbanas adequadas às necessidades das operações de entrega: zonas de carga e descarga, pontos de carregamento rápido para veículos elétricos de mercadorias e acesso a locais estratégicos para instalar soluções como cacifos automáticos são alguns exemplos concretos”, exemplifica. Defende ainda a criação de zonas de carregamento com condições especiais, a disponibilização de espaços públicos para soluções de recolha automatizada e a flexibilização de horários de carga e descarga em zonas urbanas de alta densidade. PARCERIAS ENTRE AUTARQUIAS E EMPRESAS Também o Managing Director Portugal da HAVI considera que as autarquias têm um papel determinante na construção de uma logística urbana “mais eficiente e sustentável” e que o trabalho tem que ser desenvolvido em ambiente de parceria com os players. “Cada ponto de entrega tem as suas particularidades horários de funcionamento, espaço de armazenamento, localização , e, por isso, é necessária uma abordagem dinâmica por parte dos municípios, com regras ajustadas à realidade de cada zona. Acreditamos que uma maior colaboração entre todas as partes permitirá desenvolver soluções mais inteligentes, com impacto positivo na qualidade de vida nas cidades”, defende Luís Ferreira. Soluções como a utilização de diferentes tipologias de veículos verdes, centros operacionais na periferia, centros mais centrais e urbanos, capacidade de fulfillment com armazenagem e tratamento de encomendas, capacidade de entregas rápidas instantâneas, no próprio dia, no dia seguinte ou em 48h, enumera o responsável. Sem deixar de sublinhar que a rede dos CTT “é uma das mais vastas e enraizadas em Portugal” e com um contacto bastante próximo com autarquias e juntas de freguesia, Luís Ferreira assume que um dos desafios recorrentes está na existência de autarquias em busca de objetivos globais similares, “mas com visões distintas do ponto de vista pratico, não existindo um modelo nacional único e concertado a ser explorado". Já o diretor de negócio Nacex Portugal, recorda que o crescimento exponencial do ecommerce nos últimos anos veio criar maiores dificuldades nas entregas em ambiente de logística urbana, já que os números de rotas de última milha “dispararam". “Obviamente que este facto proporcionou grandes oportunidades para o nosso setor, mas também criou desafios importantes”, afirma, lembrando que mais veículos dentro das cidades implica um aumento das emissões de co2 e condiciona a mobilidade urbana. Um cenário que, no seu entender, implica que as autarquias regulamentem e procurarem formas de controlar a situação. “Na Nacex, por forma a contribuir para a solução e também para o desenvolvimento de um ecommerce mais responsável, estamos focados em criar serviços, que permitam um processo de entrega e devolução dos envios, mais fácil, sustentável e efetivo”, assegura João Jales.H R ê fundamental que as autarquias das principais cidades se adaptem a esta nova realidade do comércio global e disponibilizem infraestruturas urbanas adequadas às necessidades das operações de entrega.