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7/12 SÉRIE 3 - PORQUE SÃO OS VEÍCULOS ELÉTRICOS A MELHOR SOLUÇÃO PARA REDUZIR EMISSÕES?

Revista Pós

2025-06-03 21:06:50

Os 100% elétricos são a opção mais eficaz para reduzir emissões de co, e poluentes locais como o Oxido de Azoto (NOx) e partículas finas (PM). Comparam-se com o hidrogénio e os combustíveis sintéticos e vencem pelo impacto imediato, eficiência e maturidade tecnológica. Num cenário em que os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais visíveis, reduzir as emissões dos transportes é um imperativo. A eletrificação do automóvel surge como a resposta mais eficaz não apenas por reduzir as emissões globais de co2, mas também por eliminar poluentes locais, como os óxidos de azoto (NOx) e partículas finas (PM), prejudiciais à saúde humana. Os veículos 100% elétricos (BEV) não emitem gases durante a condução, sendo ideais para ambientes urbanos onde a qualidade do ar se tornou uma prioridade. e verdade que a produçáo destes veículos, sobretudo das baterias, é mais intensiva em emissões. Ño entanto, esse “défice” é rapidamente compensado: em Portugal, onde o mix elétrico é dos mais limpos da Europa, um BEV compensa as emissões adicionais de fabrico entre 30.000 e 50.000 km. Ao longo do seu ciclo de vida, pode reduzir em 60% a 70% as emissões de co, face a um modelo a combustão. Estes números tendem a evoluir à medida que o mix de energia for cada vez mais verde e existirem disponíveis mais materiais reciclados, logo menos necessidade de mineração. Quais as principais alternativas e como compará-las? O hidrogénio __ seja em células de combustível (FCEV) ou queimado em motores , apresenta graves limitações. A produção de hidrogénio verde é escassa e cara; o transporte e armazenamento são complexos e exigem pressões elevadas; e, Ono caso da combustão, continuam a emitir NOx. Já OS Combustíveis Sintéticos (e-Fuels), embora tenham como vantagem a utilização da infraestrutura e motores de combustão existentes, apresentam um processo ineficiente e elevado custo de produção. São considerados neutros em carbono porque O CO2 libertado durante a sua combustão foi previamente capturado da atmosfera (ou de processos industriais) para a sua produçáo, compensando assim as emissões do veículo. No entanto, continuam a emitir localmente poluentes como NOx e partículas finas. A sua utilização poderá vir a ter um papel transitório após 2035, sobretudo para dar continuidade à frota existente de veículos térmicos, que não desaparecerá de forma imediata e exigirá soluções de adaptação. Pelo contrário, os BEV destacam-se por uma eficiência energética imbatível. Onde um motor térmico aproveita apenas 25% da energia do combustível, um elétrico ultrapassa os 85%. Isto traduz-se em menores consumos, custos operacionais mais baixos e um impacto ambiental substancialmente menor. Adicionalmente, os avanços nas baterias tornam O BEV cada vez mais sustentável. Baterias de Lítio-Ferro-Fosfato (LFP) podem durar até 875.000 km com degradações mínimas. A reparação e reutilização dos módulos (segunda vida) já é uma realidade e a reciclagem de materiais como lítio, níquel e cobalto atinge taxas de recuperação superiores a 90%. Em suma, embora tecnologias como o hidrogénio e OS e-Fuels possam ter um papel complementar em transportes pesados ou aviação, é o BEV que hoje apresenta a solução mais viável, eficiente e escalável para descarbonizar o setor automóvel. A urgência climática e de saúde pública exige medidas com impacto imediato _ e os elétricos já estão prontos. World-Shopper | Viver Elétrico | Viver Elétrico Pro Formação em mobilidade elétrica para profissionais e utilizadores frotistas. D/rodrigoamoedopinto @ Igroups/vivereletrico RODRIGO AMOÊDO PINTO