ALTERNATIVAS ESTÃO A GANHAR FORMA E FORÇA
2025-06-05 21:03:04

Por todo o mundo, há milhares de pessoas que diariamente empenham esforços para encontrar substitutos ao plástico convencional. Falamos de materiais com menor impacto ambiental, produzidos de forma sustentável e com capacidade de se decompor em pouco tempo. Entre as opções que mais têm evoluído estão os bioplásticos. Produzidos a partir de fontes renováveis como o amido de milho, a cana-de-açúcar ou as algas, estes materiais conseguem, em muitos casos, desempenhar as mesmas funções que os plásticos tradicionais, mas com menor impacto. No entanto, importa frisar que nem todos os bioplásticos são biodegradáveis, e nem todos os biodegradáveis são produzidos a partir de fontes naturais. EMBALAGENS QUE SE COMEM A somar a isto, em muitos países já é possível encontrar palhinhas, taIheres e embalagens comestíveis, feitas a partir de arroz, batata ou algas marinhas. Quando não são ingeridas, degradam-se naturalmente em poucos dias. Há também empresas a criar sacos de compras que se dissolvem em água ou que alimentam peixes quando descartados no mar. Outra área com grande desenvolvimento é a das embalagens funcionais, que além de serem mais amigas do ambiente, prolongam a conservação dos produtos e reduzem o des-perdício alimentar. Algumas marcas de cosmética e vestuário já substituíram por completo o plástico nas suas embalagens, utilizando vidro, papel reciclado, celulose moldada ou outros materiais para o mesmo efeito. Apesar dos progressos, estas soluções ainda enfrentam obstáculos. o custo de produção, a escala industrial e a falta de legislação específica são alguns dos desafios mais aponta-dos pelos investigadores. Muitas vezes, o plástico tradicional continua a ser mais barato, sobretudo devido a subsídios e à larga infraestrutura já existente para o seu fabrico. 120 EO QUE PODEMOS FAZER NõS? Enquanto consumidores, há gestos que podem acelerar esta mudança, nomeadamente privilegiar marcas que adoptam materiais alternativos, evitar embalagens excessivas, optar por produtos a granel ou com certificações ambientais, e estar atentos ao que vai surgindo no mercado. 1. Leve sempre um saco reutilizável. Evite sacos de plástico nas compras do dia-a-dia. Um saco de pano dura anos e cabe em qualquer mala. 2. Use garrafas e copos reutilizáveis. água, café ou sumo? Leve consigo uma garrafa de inox ou um copo reutilizável. 3. Compre a granel sempre que possível. Frutas, frutos secos, cereais ou especiarias. Há cada vez mais opções a granel. Reduzem embalagens e permitem comprar apenas o necessário. 4. Opte por produtos sólidos ou com recarga. Shampoo, sabão, detergente ou cosmética. A versão sólida ou recarregável é amiga do ambiente e, muitas vezes, mais económica. 5. Evite embalagens excessivas. Escolha produtos com menos camadas de plástico ou que utilizem materiais reciclados. O plástico é dos materiais que mais tempo demora a degradar-se, podendo atingir até 400 anos para se decompor. MULTIPLICAM-SE OS EXEMPLOS DE INVESTIGAçáO E MUDANçA. Há PLáSTICOS FEITOS DE ALGAS, EMBALAGENS COMESTIVEIS, MATERIAIS BIODEGRADáVEIS E CARROS ELeCTRICOS QUE SURGEM COMO ALTERNATIVAS á MUDANçA NA FORMA DE PRODUçáO E DE CONSUMO COMO UM CARRO ELÉCTRICO CONTRIBUI DE FORMA POSITIVA PARA O AMBIENTE Os carros eléctricos contribuem significativamente para a sustentabilidade e para a preservação do meio ambiente. Estes veículos são considerados carros mais verdes e amigos do ambiente devido a vários factores como: . A redução das emissões de gases de efeito estufa. Isto porque os veículos eléctricos não queimam combustíveis fósseis, o que significa que não emitem gases poluentes, como o dióxido de carbono (co2) e óxidos de nitrogénio (NOx). Estas emissões são uma das principais causas das mudanças climáticas, e ao optar por um carro eléctrico, está a reduzir a quantidade de gases de efeito estufa libertados para a atmosfera, ajudando assim a reduzir o aquecimento global. Além disso, foi realizado um estudo pelas Universidades de Exeter na Holanda, e Cambridge no Reino Unido, onde é concluído que apesar de ainda serem usados alguns combustíveis fósseis na geração da electricidade os sveículos eléctricos produzem menos emissões que os veículos de combustão em 95%. . A melhoria da qualidade do ar, dado que os veículos eléctricos não emitem poluentes atmosféricos prejudiciais, como as partículas finas e dióxido de enxofre. Deste modo, ao conduzirmos estes modelos contribuímos para a melhoria da qualidade do ar nas áreas urbanas, reduzindo assim a poluição atmosférica e os riscos para a saúde pública. . O uso de energia renovável, pois os carros eléctricos podem ser carregados com energia proveniente de fontes renováveis, como a energia solar, eólica e hidroeléctrica. Ao optar pelo carregamento do veículo elétrico com energia limpa, é possível haver uma diminuição na dependência de combustíveis fósseis e contribuir para o aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética. Além destes factores mencionados, os motores são mais eficientes do que os de combustão interna, o que converte uma maior percentagem de energia da bateria em energia cinética que impulsiona o veículo, quer isto dizer que, os carros eléctricos têm uma eficiência energética geralmente maior do que os carros a gasolina ou diesel. Além disso, a popularização dos carros eléctricos impulsionou a pesquisae o desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis. Tudo isto resulta em avanços em baterias de alta capacidade, sistemas de carregamento mais rápidos e eficientes, com o potencial de beneficiar outros sectores. Na Região, o Governo disponibiliza incentivos fiscais na aquisição destes veículos, mediante condições. O apoio surge através do abate de veículos automóveis em fim de vida, com idade igual ou superior a 10 anos, cujo abate tenha ocorrido a partir de 1 de Fevereiro de 2022, desde que sejam substituídos pela aquisição de veículos 100% eléctricos novos, adquiridos a partir de 7 de Janeiro de 2023 na Região Autónoma da Madeira. Talvez esteja na hora de investir porque os veiculos vendidos hoje determinarão os níveis de poluição nos próximos ano.