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CIDADES INTELIGENTES: O QUE SÃO, PARA QUE SERVEM, E O QUE IMPLICAM?

Construir

2025-06-05 21:04:24

Oconceito de “cidades inteligentes (CI)” (do inglês, “smart cities”) pode definir-se como um ambiente urbano interconectado através de infraestruturas digitais (e.g. redes de comunicação, sensores, centros e plataformas de gestão de dados) e tecnologias avançadas (e.g. IoT e IA), implementadas para melhorar a vida no dia-a-dia das pessoas e empresas, garantindo o acesso à informação correta, da entidade correta, na forma correta e no momento correto. Em particular, as CI potenciam benefícios como a eficiência energética, e.g. através de redes elétricas que equilibram a oferta de energia em função do consumo em tempo real ou de sensores que ajustam a intensidade da luz em função das necessidades de iluminação na via pública; a mobilidade sustentável, e.g. por meio de sistemas de transportes públicos que ajustam rotas e horários com base na procura ou de semáforos que regulam o fluxo de trânsito em tempo real, incluindo aplicações de mobilidade partilhada para carros; e a qualidade ambiental, e.g. através de zonas verdes e telhados ecológicos ou de sensores que analisam a qualidade do ar e alertam para ações corretivas. Embora não exista um caso ideal de CI, podem ser destacados alguns exemplos de aplicação ao nível mundial como as cidades de Xangai, devido à sua sofisticada plataforma de dados que alimenta mais de 1000 serviços oferecidos na cidade; de Seul, que tem em curso um projeto onde todos os residentes estarão à distância de 10 minutos, a pé, de todos os serviços e comodidades (“cidade de dez minutos”); de Copenhaga, onde os semáforos desligam auto-Engenheiro Civil maticamente para economizar energia e os espaços públicos são iluminados a partir de energia solar; e de Singapura, que detém uma rede de pagamentos contactless nos transportes públicos e um sistema de monitorização à distância de pessoas em estado de saúde mais debilitado. Em Portugal, os exemplos são mais escassos, existindo, contudo, pelo país, aplicações como sistemas de rega inteligentes, equipamentos de reconhecimento facial e contadores inteligentes em edifícios públicos, redes 5G e transportes públicos elétricos e não tripulados. O desenvolvimento de CI enfrenta, contudo, diversos desafios, destacando-se os que se relacionam com a desigualdade digital, devido à falta de acesso (ou conhecimento) equitativo às novas tecnologias, o que pode acentuar as desigualdades sociais ao excluir partes da população dos benefícios das CI; a segurança e privacidade de dados, devido à recolha e tratamento de uma grande quantidade de informação e à possibilidade de ciberataques; a interoperabilidade de sistemas, considerando a complexidade na integração e compatibilização de diferentes plataformas e tecnologias; e os custos envolvidos, tanto de investimento quanto de manutenção, que podem ser demasiado elevados. Para mitigar estes desafios, as medidas a tomar passam por implementar programas que assegurem o acesso universal às novas tecnologias e promovam a literacia financeira entre os cidadãos; por desenvolver normas regulamentares que garantam a proteção de dados e a privacidade dos cidadãos, assim como a compatibilidade entre diferentes sistemas e tecnologias; e por fomentar colaborações entre governos, empresas e comunidades para partilhar iniciativas, conhecimentos, custos e riscos na adoção de soluções inteligentes. Posto isto, é determinante a integração de tecnologias de informação avançadas e inteligentes no setor da construção e do imobiliário para o desenvolvimento de cidades mais resilientes, sustentáveis e centradas nas necessidades e preferências dos cidadãos.C A segurança e privacidade de dados, devido à recolha e tratamento de uma grande quantidade de informação e à possibilidade de ciberataques, a interoperabilidade de sistemas e os custos envolvidos, que podem ser demasiado elevados são alguns dos desafios das CI” O Autor escreve segundo O Novo Acordo Ortográfico Bruno de Carvalho Matos