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CLASSE G ELÉCTRICO NÃO VENDE. CLIENTES PREFEREM MOTORES A COMBUSTÃO

Observador Online

2025-06-05 21:05:39

A Mercedes admite que o Classe G, jipe com uma excelente capacidade todo-o-terreno, vende muito abaixo dos objetivos da versão eléctrica. Isto apesar da marca o ter dotado com uma série de truques. O Classe G da Mercedes, que nasceu em 1979 como veículo militar e que ainda hoje serve exércitos de vários países, como a Alemanha e a Suíça, além de individualidades como o Papa, é um jipe com formas características e muito pouco aerodinâmicas, mas com um dos melhores sistemas 4×4 do mercado. No final de 2024 a Mercedes começou a comercializar uma versão eléctrica do Classe G, equipado com quatro motores, um por roda, e uma série de trunfos na manga, para deleitar os utilizadores mais adeptos do fora-de-estrada, mas as vendas estão muito abaixo das expectativas. Quem admite este fracasso nas vendas do jipe alemão é a publicação germânica Handlesblatt, após análise das vendas e conversa com fontes na marca, que comercializou na Europa somente 1450 unidades da versão eléctrica até final de Abril, a que se podem somar mais 61 veículos na Coreia do Sul e outros 58 modelos na China, sem que tenha comercializado uma única unidade nos EUA. Curiosamente, as versões a gasolina e a gasóleo têm maior procura, o que significa que não é a estética volumosa, alta e estreita a afastar os clientes do Classe G EQ, mas sim o tipo de mecânica. A Mercedes vende actualmente três versões do Classe G com motores a combustão - os G 450d, G 500 e AMG G 63 -, a que se junta o G 580 EQ, o eléctrico da família, que monta uma bateria com uma capacidade de 116 kWh (úteis) e quatro motores eléctricos de 147 cv, que modulados totalizam 587 cv e 1164 Nm de torque. O Classe G a combustão que rivaliza com esta versão eléctrica em potência é o AMG G 63 (com 585 cv e 850 Nm), anunciando 220 km/h e 0-100 km/h em 4,4 segundos, contra 180 km/h e 4,7 seg. do G 580 EQ, Mas esta versão eléctrica tem alguns truques adicionais na manga, a começar pela capacidade de realizar uma G-Turn, que consiste em ser capaz de girar sobre si próprio (em pisos de terra ou com aderência reduzida, com as duas rodas de um lado a girarem num sentido e as outras em sentido contrário), o que é ideal para inversões de marcha. Além da Alemanha, também a Suíça recorre ao Classe G para a locomoção dos seus militares 3 fotos Em Portugal, o G 580 EQ está longe de ser um jipe acessível, proposto que é por 148.700EUR, mas transforma-se numa verdadeira pechincha quando comparado com o G 63, que exige um investimento de 265.850EUR entre nós. Ainda assim e apesar deste relativamente favorável posicionamento do preço da versão eléctrica, as vendas teimam em não acompanhar as perspectivas do construtor, o que até já levou a Mercedes a alterar a estratégia para o "baby G", um Classe G mais pequeno e barato que está a preparar. O objectivo agora é permitir que este jipe aceite igualmente motores a combustão, em paralelo com as unidades motrizes eléctricas que estavam originalmente previstas. Além da Alemanha, também a Suíça recorre ao Classe G para a locomoção dos seus militares O Classe G surgiu em 1979 como um veículo militar Os Papas há muito que revelam preferência pelo jipe alemão [Additional Text]: O Mercedes G 580 EQ é o eléctrico da família, mas as suas vendas estão abaixo das expectativas Alfredo Lavrador