PORSCHE TAYCAN 4 CROSS TURISMO
2025-06-06 21:04:51

Porsche Taycan 4 Cross Turismo O PORSCHE TAYCAN 4 CROSS TURISMO é UM CARRO TODO O TERRENO? NÃO. DE TODO, MAS SE QUEREMOS IR ASSISTIR AO NASCER DO SOL ONDE A TERRA ACABA E COMEçA O MAR, ENTÃO A SUSPENSÃO PNEUMÁTICA COM O NÍVEL DE ALTURA EXTRA "GRAVEL" PODE FAZER TODO O SENTIDO... Fotos , Luís Duarte O Porsche Taycan é o melhor carro elétrico. Já o era na primeira geração, e com as melhorias incluídas na segunda geração esta afirmação é ainda mais verdadeira e menos arriscada. E não é (só) por causa dos recordes que a versão de topo Turbo s com o pack Weissach anda a estabelecer Ring ou numa série de outras pistas, embora sejam uma prova inequívoca de capacidade e performance em situações dinâmicas extremas, mas sim porque é, na base, um excelente carro que usa uma bateria e motores elétricos para fazer a sua cena ao invés de um depósito de combustível e um motor a combustão; ah, e claro, está afinado para tirar o melhor partido das vantagens que os motores elétricos conseguem proporcionar. A gama é composta por três carroçarias diferentes, berlina, Sport Turismo e Cross Turismo. As duas últimas são do género “shooting break”, uma espécie de carrinha baixa com capot longo, sendo a grande diferença a aplicação de proteções de carroçaria inspiradas no estilo SUV, uma suspensão pneumática com um nível de altura extra, mais elevado, e só existe na especificação 4 com um motor em cada eixo. O Taycan 4 Cross Turismo representa a versão de acesso à gama nessa especificação, com um preço base da ordem dos 121 000EUR, contra os 108 000EUR e 109 000EUR, respetivamente, dos Taycan berlina e Sport Turismo apenas de tração traseira. Em resumo, com um motor por eixo a fornecer tração integral, suspensão pneumática de altura variável com nível extra e proteções e carroçaria específicas, o Taycan 4 Cross Turismo é especificação mais versátil e o estilo mais diferenciado; uma espécie de “carrinha” desportiva com algumas aptidões para circular fora de estrada. Agora, como em todos os Porsche, uma coisa é o preço base, outra, completamente diferente, o preço a que se consegue levar para casa uma unidade bem configurada. Ora, atendendo ao facto de ser um carro de imprensa onde a marca quer mostrar o mais possível do que tem para oferecer, até não choca (muito, vá..) que a unidade ensaiada e cujas imagens protagonizam estas páginas tenha um PVP de 162 061EUR, o que corresponde a cerca de 41 000EUR de opções, ou, posto de outra forma, dá, por exemplo, para um Taycan GTS (e ainda sobram uns milhares..), um 911, ou um Cayenne Coupé S E-Hybrid. é claro que, depois, estes também possuem opções. Enfm, opções! Mas ainda não vale a pena "panicar”, já que por menos de 140 000EUR é possível ter um Taycan 4 Cross Turismo com tudo o que faz mesmo falta, ou diferença, incluindo bancos desportivos ou Comfort elétricos, o pack estético Design Offroad, o eixo traseiro direcional, o diferencial autoblocante traseiro PTV Plus, o pacote Sport Chrono (que agora tem a novidade de um botão “push to pass” inspirado na competição que oferece 70 kW, ou 95,2 cv, extra durante 10 segundos, para ultrapassar), as jantes de 21 polegadas, uma cor especial e o infotainment com o ecrã para o passageiro.. EVOLUçáO GERAL Depois de 150 000 unidades produzidas da primeira geração, cuja maioria foi vendida no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e China, os engenheiros da Porsche fizeram mais de 3,6 milhões de quilómetros em redor do Mundo em todo o tipo de estradas e condições meteorológicas para melhorar a espécie. E, em qualquer Porsche, a combustão, elétrico e, quem sabe, no futuro, a neutrões ou outra qualquer forma de energia, melhorar a espécie é sinónimo de mais e melhor performance... em todos os aspetos relevantes. Para começar, um novo motor traseiro mais potente (até 80 kW mais potente, dependendo das versões) e a bateria de maior capacidade (passou de 93 kWh para 105 kWh, dos quais 98,6 kWh úteis) permitem elevar significativamente as autonomias (até 35%, comparando os modelos com a anterior bateria de maior capacidade), sendo que essas melhorias de hardware combinadas com o upgrade de software oferecem agora uma nova função “overboost” que fornece 70 kW de potência extra durante 10 segundos. Da mesma forma, a potência máxima de carregamento é agora de 320 kW (contra os anteriores 270 kW), com a vantagem de aguentar potências superiores a 300 kW por períodos de cinco minutos, sendo também esta capacidade melhorada a baixas temperaturas; como resultado o tempo de carregamento de um soc de 10 a 80 por cento a 15 graus Celsius de temperatura passou de 37 para 18 minutos (1), isto, claro, desde que encontremos um carregador capaz de disponibilizar essas potências. A nova gestão térmica da bateria e a bomba de calor da última geração são fundamentais para o elevar da velocidade de carregamento, eficiência e autonomia, sendo que as duas últimas também beneficiam da potência da travagem regenerativa disponível a alta velocidade se tenha elevado de 290 kW para 400 kW (ou 394,4 cv para 544 cv); isto equivale a passar de uma força de travagem de cerca de 0,4 g para 0,6 g, sendo que também só é possível devido à distribuição feita pelas quatro rodas e aos motores terem mais potência disponível do que a soma do output programado do sistema. Em concreto, 10 caso do Taycan 4 Cross Turismo o sistema está calibrado para fornecer uma potência máxima combinada de 435 cv (em “overboost” e/ou com “Launch Control) e um binário de 610 Nm, com um motor elétrico para cada eixo e distribuição variável de binário entre os eixos; dependendo das condições de aderência cada eixo receber mais de 50 por cento desses 435 cv (isto é possível porque há uma folga de potência, já cada um dos motores debitam mais de metade dos 435 cv), muito embora, por uma questão de dinamismo e agilidade, o pendulo tenda para que o eixo traseiro receba sempre mais potência, até porque o motor que o aciona é maior, mais poderoso e o único que vem equipa-do com a caixa automática de duas velocidades. Mais potência exige mais controlo, algo óbvio para um construtor como a Porsche, mas que, por enquanto, os construtores chineses teimam em ignorar. Assim, a nível de chassis, todos OS Taycan passam a ter pneumática adaptativa PASM de série, enquanto que a Porsche Active Suspension equipada com barras estabilizadoras ativas elétricas é opção; 8604 euros no caso do Taycan 4 Cross Turismo. Esta foi ainda melhorada no seu desempenho, designadamente no tempo de resposta e na capacidade de distribuir a carga de forma ótima por cada roda, sendo capaz de (no programa de condução certo) suprimir tanto os movimentos de inclinação lateral em curva como os de mergulho e arfagem, respetivamente, em travagem e aceleração, conseguindo combinar esse exímio controlo de inércia com um excelente conforto de rolamento. Bom, agora que já temos uma ideia do que esperar, vamos conduzir e experienciar a... arte da Porsche! TOQUE DE MIDAS Na verdade, é mais o toque do volante. Aqui, o sentido da palavra/expressão toque vai muito mais além do contacto físico entre as nossas mãos e a pele do volante. A ideia é mesmo a sensação da comunicação entre o carro e estrada, o nível de aderência, a precisão da ação, a forma como o carro reage às solicitações da direção, sejam ajustes milimétricos, sejam grandes movimentos “de dar à rodela”. Enfim, todo um Mundo. E, é neste Mundo que a Porsche e, em concreto, o Taycan fazem a diferença. A par de tudo isto, há que somar esse mesmo tato, preciso e modulável, dos restantes comandos (no caso, acelerador e travões), ainda para mais devidamente temperado por reações neutras e proporcionadas. E, é por tudo isto que o Taycan é o melhor carro elétrico do marcado, ainda para mais quando viu a sua eficiência significativamente me-lhorada; que é como quem diz que podemos conduzir e disfrutar de toda esta excelência por mais tempo e distância ante de termos de parar e ligar O Taycan à ficha! Em concreto, apesar de, de início, parecer que a nova geração do Taycan até tem um rolamento menos deslizante, a verdade é que os ganhos de eficiência reivindicados são bem reias e quer os consumos quer a autonomia melhoraram. Em concreto, com este Taycan 4 Cross Turismo conseguimos andar depressa e bem com consumos reais na casa dos 20 kWh e autonomias (folgadamente) acima de 400 km. Mas, então, isso ainda fica muito abaixo dos 614 km WLTP homologados. Sim, fica, mas... São uma média de ensaio real com tiradas em AE a 160-180 km/h e até uma ou duas visitas aos 220 km/h de velocidade má- xima. E, por falar nisso, a aceleração até aos 200 é bastante rápida, ficando mais lenta acima desse patamar, sobretudo se a velocidade inicial do “push” for muito baixo e, no entretanto, esgotarmos os dez segundos em que temos direito a 70 kW de “overboost” quando esmagamos o acelerador a fundo; incluindo para lá da mola de resistência. e claro que, se começarmos a aceleração de forma mais suave e só a alta velocidade pressionarmos a fundo, temos uma aceleração a alta velocidade mais poderosa; nas posições intermédias de acelerador a mudança de 13 para 24 da unidade de potência traseira acontece em torno dos 100 km/h, enquanto em aceleração total essa transição de patamar só se sente/ouve (apesar de suave um condutor evoluído e com sensibilidade até retira um certo gozo desse momento) já depois dos 120 km/h. Ora, andar para a frente todos andam. e verdade, mas com estabilidade e precisão do Taycan 4 Cross Turismo poucos. Porém, a grande diferença está mesmo nas curvas... O sistema de controlo de distribuição da potência pelos eixos, que simula nada menos do que um diferencial central de distribuição variável e três autoblocantes, todos de gestão ativa/proativa, adivinha com uma consistência infalível onde, como, e quanta potência colocar em cada uma das quatro rodas, sendo esta magia ainda mais potenciada quando o nosso Taycan 4 Cross Turismo está equipado com a direção ativa no eixo traseiro e o autoblocante mecânico com vectorização de binário PTV Plus. Na prática, temos três instrumentos direcionais ao nosso serviço, o volante, os travões e o acelerador, que podem ser usados de forma combinada para obtermos o máximo de manipulação e controlo.com o volante e os travões, de tato excelente e sem que se note qualquer momento de transição da travagem regenerativa (que, como já vimos, pode ir até perto de 0,6 g) para a mecânica de atrito, é possível negociar as mudanças de direção a gosto (ou segundo a inspiração do momento), seja ele um mais clássico de trajetórias precisas e bem desenhadas, ou mais criativo com uma traseira mais decisiva para o enrolar. De resto, em qualquer dos casos, a já referida previsibilidade mecânica da colocação da potência nas rodas, deixa que o acelerador possa servir de ajuste para o ângulo de deriva desejado no eixo posterior: tanto pode ser apenas uma ligeira insinuação destinada a apressar um realinhamento perfeito de volante direito, como para assinar o asfalto com duas faixas de borracha “vulcanizada” numa deriva de potência perfeitamente controlada. Ora, nisto não há outro carro elétrico capaz de competir com a precisão de posicionamento, controlo e capacidade de manipulação de atitude do Porsche Taycan, sendo que até o Macan não consegue ir além de segundo e o excelente Hyundai ioniq 5 N parece estranhamente desajeitado, assim no limite da incompetência dinâmica... Mas isso é explicado pela física, já que face a carroçarias SUV, mesmo as da Porsche, o Taycan tem na manga os ases determinantes no campo da dinâmica, como o menor peso, melhor distribuição de peso e um posicionamento mais baixo do centro de gravidade. E ainda, convém não esquecer o modo de condução Gra-vel, que eleva a altura ao solo da suspensão pneumática e parametriza todos os sistemas para o máximo de eficácia/ diversão em pisos de baixa aderência (terra, neve, relva.), onde as derivas e os balanceamentos são ainda mais fáceis e naturais. Um Porsche deve ser capaz de proporcionar momentos de condução inesquecíveis, mesmo que seja elétrico. O Taycan 4 Cross Turismo, definitivamente, está à altura desse desafio; se dúvidas houvesse, as nossas imagens acabam com elas. Melhor é impossível! Ah.. não. Na verdade, ainda é possível melhorar. e só investir na suspensão Porsche Active Suspension! AFINAL HAVIA OUTRO. Todavia, apesar de O Taycan 4 Cross Turismo ser tudo o que acima está escrito, e se... lhe dissermos que há um carro tecnicamente igual (feito na mesma base com a mesma tecnologia) significativamente mais potente e que com 20 000EUR de opções fica ao preço de um Taycan 4 Cross Turismo? Pois é... nada como avançar para as próximas páginas e ler O Double Drive entre este mesmo Taycan 4 Cross Tursimo e o seu irmão separado à nascença, a Audi s6 e-tron Avant. // 60 MEGA (EV) DRIVE PORSCHE TAYCAN 4? CROSS TURISMO AUDI S6 A SUSPENSãO PNEUMãTICA COM ALTURA VARIãVEL PERMITE ALGUMA EVASãO, ATê PORQUE NO NiVEL GRAVEL A ALTURA A0 SOLO MãXIMA SOBE A0S 176 MM, PERMITINDO UM AãNGULO DE ATAQUE 14,5 GRAUS E UMA CAPACIDADE DE NAVEGAGãO EM VAU DE 340 MM.. 0 TAYCAN TEM UM COMPORTAMENTO DE CONDUçáO MAIS HOMOBêNEO D0 QUE J MACAN, PROVANDO QUE UM CARRO BAIXO E MELHOR DO QUE UM SUV. DAS POLEGADAS EXISTEM ]1 TIPOS DE JANTES DISPONiVEIS PARA ESCOLHER. ESTES SâO OS BANCOS COMFORT, DE SÉRIE COM 8 VIAS (14 VIAS EM OPçâO) OS DESPORTIVOS ADAPTATIVOS DE 18 VIAS CUSTAM 21048 0 HABITACULO e DOMINADO PELOS ECRAS DIGITAIS. A QUALIDADE REAL MELHOROU NITIDAMENTE FACE A PRIMEIRA GERAçAO, MAS e AINDA INFERIOR A DE UM PANAMERA DE CALçAS ARREGAçADAS, EM MODO GRAVEL, ? POSSiVEL TER MUITA DIVERSáO EM PISOS DE TERRA. OU LAMA, AREIA, NEVE, RELVA. ENFIM, ATe Dá PARA "PAPAR" 0S CORRETORES Pedro Silva