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O PLANETA EMARANHADO EM PLÁSTICO

Diário de Notícias da Madeira

2025-06-06 21:06:52

COMBATER A POLUIÇÃO PLâSTICA e O TEMA DO DIA MUNDIAL DO AMBIENTE. EM 2024, MAIS DE 5,5 MILHóES DE TONELADAS DE PLÁSTICO CHEGARAM AOS OCEANOS. ESTIMA-SE QUE, ATÉ 2050, A PRODUÇÃO ANUAL POSSA ULTRAPASSAR OS 800 MILHóES DE TONELADAS A escala do problema atingiu níveis insustentáveis. Só em 2024, mais de 5,5 milhões de toneladas de resíduos plásticos deram à costa. Quantidades como esta tornam,se regra quando se fala em estatísticas ambientais. Falamos sempre em milhões e as projecções são cada vez mais alarmantes. Se não houver uma inversão clara deste caminho, dentro de três décadas poderá haverá mais plástico do que vida marinha nos oceanos. O cenário pode parecer distópico, mas está cada vez mais próximo de se concretizar. Pelo menos é esse o alerta da WWF, uma das maiores organizações ambientais do mundo, que estima que a poluição por plásticos possa triplicar até 2040. A entidade chama ainda a atenção para um contrassenso, nomeadamente o facto de produzimos sacos que demoram séculos a decompor,se, mas que são usados apenas durante minutos. A União Europeia, por exemplo, é responsável por 3,4 milhões de toneladas de sacos de plástico por ano. A maior parte acaba em aterros ou no mar, agravando a degradação dos ecossistemas. e neste contexto de urgência que se assinala, uma vez mais, o Dia Mundial do Ambiente, criado há mais de 50 anos. A edição de 2025 tem como mote Combater a Poluição por Plástico e será liderada em 2025 pela República da Coreia. Esta efeméride continua a mobilizar milhões de pessoas em todo o mundo e pretende alertar para a necessidade de uma mudança profunda e imediata. IMPãsse GLOBAL NO TRATADO O momento é particularmente simbólico, uma vez que estão em curso as negociações para um tratado internacional sobre os plásticos. Espera-se que esteja concluído nos próximos meses, mas a concretização tem sido sistematicamente adiada devido à resistência de países produtores de petróleo. A Comissão Europeia continua a pressionar a fim de obter uma resposta global vinculativa, apoiada por mais de uma centena de países. A situação só tende a agravar-se e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) frisa que a poluição por plástico possa ultrapassar 1,2 mil milhões de toneladas nas próximas décadas, o triplo do que se registava em 2019. A sua produção continua dependente de combustíveis fósseis (98%). e as quantidades não param de crescer. Segundo um estudo da revista Communications Earth & Environment, das 400 milhões de toneladas de plástico produzidas em 2022, apenas 9,5% foram efectivamente reciclados. RESPIRAR AR PURO A mudança pode e deve começar dentro de casa. Pequenos gestos no dia-a,dia, como evitar O uSo de plásticos descartáveis ou optar por produtos reutilizáveis pode ter um grande impacto quando multiplicado por milhares de famílias. Há, inclusive, equipamentos no mercado a serem comercializados que incorporam essa consciência ambiental e de saúde. e o caso o caso da Rainbow, um sistema multifuncional de aspiração e purificação do ar, representado na Região pela DIMA , Distribuição Madeira Lda. Presente nos lares madeirenses desde 1995, este equipamento permite captar 99,97% das partículas poluentes, segundo testes laboratoriais. Entre essas partículas incluem-se ácaros, pólen, mofo e bactérias, que comprometem a qualidade do ar e agravam doenças respiratórias. Já adoptada por mais de 23 mil famílias na Madeira, esta solução tem contribuído também para alertar para um problema frequentemente ignorado, a poluição do ar interior. Motivos que levam a que este equipamento seja, por vários anos consecutivos, considerado a Escolha do Consumidor e que lidere a categoria de Sistemas de Higienização em Portugal. Soma-se a isso a atribuição da Fundação Portuguesa do Pulmão que atesta a eficácia do sistema para pessoas com problemas respiratórios ou asma. Porque cuidar do planeta também é zelar pelo ambiente em que vivemos. UMA DATA, UM ALERTA A origem do Dia Mundial do Ambiente surge em 1972, com a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo. Participaram 113 países e cerca de 250 organizações. Dois anos mais tarde, em 1974, a efeméride foi oficialmente celebrada, pela primeira vez, nos Estados Unidos. Desde então, a data tornou-se uma das maiores plataformas globais de sensibilização ambiental, envolvendo milhões de pessoas. Portugal esteve presente desde o início, e a preocupação ambiental tem-se mantido entre as prioridades nacionais. Em 2025, renova-se o apelo de libertar o planeta do plástico para que estejamos mais perto de alcançar OS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Se há alguns anos os alertas podiam parecer exagerados, hoje os efeitos da crise ambiental são uma realidade bem visivel e espalhada pelos quatros cantos do mundo. A atmosfera continua a aquecer, os ecossistemas estão sob pressão e os impactos sobre a saúde e qualidade de vida das populações são já incontornáveis. A emissão de gases com efeito de estufa não abranda, e a poluição, do ar, da águae dos solos, compromete o futuro de milhões. O que significa que meio século depois, o trabalho está longe de estar concluído.