AMBIENTE - REGIÃO SOMA BONS INDICADORES
2025-06-06 21:06:52

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE Indicadores ambientais para orientar a ação climática No âmbito do Dia Mundial do Ambiente, a Direção Regional do Ambiente e Mar lança, hoje, a terceira edição da publicação +Ambiente , que reúne os principais indicadores ambientais do arquipélago. davidsprangerejm,madeira. pt No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente, a Direção Regional do Ambiente e Mar, sob tutela da Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, lança, hoje, a erceira edição da publicação +Ambiente , naquele que é tido como um instrumento técnico e estratégico que reúne os principais indicadores ambientais da Região Autónoma da Madeira. Na projeção, Eduardo Jesus não mostra qualquer reserva de que se trata de “um documento que mostra a realidade ambiental da Região, espelhando uma governação transparente e oferecendo uma base sólida para o planeamento do futuro". Composta por 18 fichas temáticas distribuídas por nove domínios, nomeadamente Energia e Clima, Ar, âgua, Solos e Biodiversidade, Riscos Ambientais, Economia e Ambiente, Resíduos, Programas Ambientais e Projetos, a publicação oferece uma radiografia atualizada e abrangente do estado do ambiente na Região. O secretário regional evidencia que a publicação “é mais do que um relatório de indicadores, é um reflexo do que somos, de como governamos e para onde queremos ir. Apresentamos um retrato fiel e transparente da situação ambiental da Região, com base em dados concretos, permitindo-nos avaliar, com responsabilidade, as conquistas alcançadas e os desafios por superar”. O governante destaca ainda que “esta ferramenta serve de base sólida para projetarmos o futuro da política ambiental da Madeira. Só conhecendo bem a realidade conseguimos traçar caminhos viáveis, coerentes e sustentáveis. E esse o nosso compromisso: crescer com equilíbrio, respeitando os recursos naturais, e asse-gurando que as próximas gerações herdem uma Região mais resiliente e preparada para os desafios globais”. Progresso e desafios A publicação sublinha o aumento da produção de eletricidade em 2% em 2024, com a quota de energias renováveis a atingir os 32,9%, o valor mais elevado desde 2009. Em contrapartida, os efeitos das alterações climáticas são visíveis, com o Funchal a registar um desvio de +2,9 OC na temperatura média anual e ,113 mm de precipitação em relação às normais climatológicas de 1961,1990. E frisado o crescimento da mobilidade elétrica, refletindo a alteração de hábitos e a eficácia dos incentivos e políticas públicas. Em 2020, foram adquiridos 166 veículos elétricos, em 2023, O número subiu para 1.209. As emissões de gases com efeito de estufa aumentaram 10,5% em 2022 face a 2021, totalizando 1,196 milhões de toneladas de co2. reforçando a necessidade de continuar a apostar em políticas de mitigação e adaptação. Indicadores positivos A evolução da qualidade do ar apresenta, nos últimos seis anos, um índice de 78% dos dias classificados como Muito Bons ou Bons na Zona Madeira e 50% na Aglomeração do Funchal, mantendo-se uma tendência positiva desde 2021. No Funchal, a evolução do índice nos últimos três anos mostra uma clara melhoria do mesmo, atingindo em 2024 valores semelhantes a 2020, ano da covid-19. Já no domínio da água, os dados confirmam os elevados padrões de qualidade: em 2024, a Região identificou 60 águas balneares, 85% das quais com classificação Excelente Em 2020, existiam apenas 45 águas balneares na Madeira. Também o sistema de saneamento continua a melhorar, com 65% das ETAR urbanas equipadas com tratamento secundário ou superior. Em 2017/2018, a Região possuía 33% das ETAR com tratamento de nível secundário e 29% de nível terciário. Biodiversidade ganha escala No domínio da biodiversidade, a Região atingiu 66% de cobertura terrestre e 89% de cobertura marinha em âreas Classificadas, com destaque para a ampliação da Reserva Natural das Ilhas Selvagens, uma das maiores áreas marinhas com proteção total do Atlântico Norte. A publicação revela ainda um crescimento no número de empresas na Plataforma Madeira Circular (61 em 2024, quando em 2021 existiam apenas 21 empresas na plataforma), nos empreendimentos com galardão Green Key (67 em 2024, quando, em 2015, era 25 o número de empreendimentos com este galardão) e nas escolas aderentes ao Eco-Escolas (120). A sensibilização ambiental também cresceu: o Programa de Monitorização de Lixo Marinho sensibilizou mais de 2.300 pessoas em 2024. Jesus sublinha que “os dados não servem apenas para registar, servem para agir. A boa governação baseia,se na evidência, na transparência e na participação de todos. E isso que a publicação reforça, com a colaboração da DRAM e de todas as entidades envolvidas na política ambiental regional". A edição de 2025 da +Ambiente está disponível para consulta pública no portal da DRAM, sendo um instrumento ao serviço dos cidadãos, investigadores, empresas e decisores públicos que acreditam numa Madeira mais sustentável e com futuro. Hoje há fórum na Central Hidroelétrica da Serra de Água Em Dia Mundial do Ambiente, a Central Hidroelétrica da Serra de âgua recebe hoje um fórum focado na sustentabilidade do setor elétrico da Madeira, numa organização conjunta da Empresa de Eletricidade da Madeira e do JM. A iniciativa decorre entre as 10h00 eas 11h30, com transmissão em direto no Canal NaMinhaTerra TV e nos meios digitais do nosso Jornal, sendo depois reproduzida na 88.8 JM FM. Serão oradores Pedro Rodrigues, secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, Francisco Taboada, presidente do conselho de administração da Empresa de Eletricidade da Madeira, Manuel Ara de Oliveira, diretor regional do Ambiente e Alterações Climáticas, e o empresário Agostinho Gouveia, da Intelsol, empresa especializada em instalações elétricas e solares. A moderação está a cargo de Miguel Guarda, da JM FM. Eduardo Jesus frisa que este é um documento que mostra a realidade ambiental da Região, espelhando uma governação transparente e oferecendo uma base sólida para o planeamento do futuro”. Na publicação "+Ambiente, Governo Regional revela indicadores ambientais que guiam a ação climática na Madeira. David Spranger