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EDITORIAL - EDITORIAL - ABOMINAÇÃO REPUGNANTE

Negócios

2025-06-06 21:06:59

Ochoque frontal entre Donald Trumpe e Elon Musk, a propósito do projeto de orçamento dos Estados Unidos, é o epítome da promiscuidade. Uma promiscuidade que começou quando Musk usou as suas redes sociais para promover o andidato presidencial Republicano, que teve continuidade quando Trump O nomeou para O DOGE (Departamento de Eficiência Governamental) e culmina agora com os motivos pelos quais o multimilionário está contra a proposta. Musk considera que o projeto éuma “abominação repugnante” porque aumenta a despesa do Estado e como tal coloca o país mais próximo da bancarrota, um movimento contrário ao que protagonizou quando liderou o DOGE, mas há quem, junte motivos de natureza empresarial para justificar esta sua atitude, expressa na frase “Kill the Bill”, ou seja, matem a lei. Uma delas tem avero como o facto de: a lei prever o corte do beneficio tributário dos veículos elétricos, o que penalizará a Tesla. A outra, a decisão da Administração Federal de Aviação, de não utilizar o seu sistema de satélite, Starlink, para o controlo nacional do tráfego aéreo. A transformação de assuntos de Estado numa disputa de egos ilustra-se com esta descrição, parte de uma notícia publicada pelo Wall Street.Journal. “Questionadosobre se Trump e Musk continuam a ter um relacionamento forte, um funcionário da Casa Branca disse que era muito cedo para dizer. O funcionário afirmou ainda quie Trumppo-deria perdoar, mas que não esquece desrespeitos como este.” Musk arregimentao OS Republicanos contra¿ a proposta, Trump apoia-a, e esta evidência separa-os de forma inamistosa, na medida em quie o empresário desafiao poder do Presidente dos EUA e o seu domínio sobre os senadores e o próprio partido Republicano. No fím da linha, uskdesafia a autoridade de Trump. Como dizia Albert Einstein: “Quanto maior o conhecimento, menor o ego; quanto maior o ego, menor o conhecimento.” E entre estes dois protagonistas vence a segunda premissa. Já não é apenas uma questão de imprevisibilidade dos protagonistas e da incerteza que consequentemente disseminam ónos Estados Unidos e à escala global. e bem pior do que isso. e colocara a gestão de um país no mesmo patamar de um arrufo de namorados. E é pensar que O Estado os deve servir a eles e aos seus interesses, e não o inverso. Afinal, não é só o projeto de orçamento dos EUA que se inscreve na categoria de “abominação repugnante”. Esta contaminação de poderes é capaz de criar uma desordem incontrolável e, por isso, tremendamente assustadora. Diretor-adjunto cfilipe@negocios.pt A gestão dos EUA está ao nível de um arrufo de namorados. CELSO FILIPE