RENAULT AUSTRAL UM FACELIFT QUE É UMA NOVA VIDA PARA UM HÍBRIDO PREMIADO
2025-06-08 08:05:06

a Poderia ser apenas um ligeiro facelift, dada a necessidade da Renault equiparar o Austral à restante gama, que adoptou, entretanto, uma nova linguagem de design. Mas a marca francesa foi mais longe e, num SUV que já se apresentava como uma das melhores soluções entre os híbridos compactos foi Carro do Ano em Portugal em 2023 , decidiu aplicar várias melhorias. Com 4,53 metros de comprimento, o Austral passa a exibir os traços que já definem modelos como o maior Espace e o estiloso Rafale, um SUV de corte coupé. As maiores diferenças estão na frente, com novos faróis LED, uma nova grelha ornamentada com losangos em relevo em torno do logótipo Renault e novos párachoques, sendo visível ainda o trabalho de alterar a traseira por forma a equilibrar visualmente o modelo, com um novo portão e luzes redesenhadas, além de estarem disponíveis novos desenhos de jantes de liga leve e novas cores de carroçaria, nomeadamente o Azul Naxos e o Branco Nacarado Acetinado. Por dentro, o habitáculo mantém as características da versão que substitui, nomeadamente ao nível de funcionalidade, com um banco traseiro rebatível e reclinável, concebido para deslizar 16cm e permitir modular a capacidade de carga em função das necessidades: o volume da bagageira varia entre os 527 e os 1736 litros com a motorização E-Tech 200cv. Mas há algumas diferenças signifi# cativas, embora subtis. É o caso da instalação de uma nova câmara, no pilar A do lado do condutor, que, para já, serve para registar perfis de condução através do reconhecimento facial, mas que será usada para activar o assistente de detecção de fadiga do condutor e respectivo alerta, assim que este se tornar obrigatório, no próximo ano. Até lá, o reconhecimento facial aceita cinco diferentes perfis, cada qual com definições predefinidas, desde a posição do banco e dos retrovisores às definições do sistema multimédia. Também há bancos novos à frente, que o emblema destaca serem mais ergonómicos, escolhidos com foco no conforto e que se apresentam com 98% de materiais reciclados e detalhes em tecido Alcântara nas versões superiores, apresentando um apoio lateral mais proeminente, o que pode ser uma mais-valia se se tiver de enfrentar caminhos mais sinuosos. Também a pensar no conforto a bordo, existiu um esforço em tornar o habitáculo um pouco mais silencioso, com a adopção de uma série de elementos de isolamento acústico, entre os quais vidros laterais dianteiros laminados, soluções com vista a redu-zir a vibração, como é o caso de novos apoios de motor, e mexidas no sistema de suspensão, com a introdução de amortecedores a privilegiarem o bem-estar. No caso do híbrido de 200cv, a Renault diz ainda ter trabalhado a gestão electrónica da caixa de velocidades multimodo, numa operação em que parece ter sido bem-sucedida, com passagens mais reactivas, ainda que suaves, além de ter mexido na sensibilidade do travão, com o objectivo de ser mais assertivo. Já a agilidade, aponta a Renault, é reforçada com a disponibilidade, em algumas versões, dos sistemas 4Control Advanced e 4-Wheel Steering, que melhoram a estabilidade e a manobrabilidade, respectivamente. O Austral chega ainda com pneus de maiores dimensões para uma melhor aderência à estrada, sendo o sistema Extended Grip compatível com as jantes de 20 polegadas, além de contar com programa Multi-Sense, que permite regular o esforço da direcção, a resposta do motor, a agilidade do chassis, bem como a cor da iluminação interior e do visor do painel de bordo, dependendo do modo seleccionado: Eco, Sport, Comfort e Perso. Nesta actualização, o Austral passa ainda a contar com novas aplicações disponíveis através do sistema OpenR Link, com Google integrado, e até 32 assistentes de segurança, entre os quais a assistência activa ao condutor, que se insere no nível 2 da condução autónoma. Mas, como acontece noutros modelos do grupo, conta com um botão capaz de desligar cinco sistemas de uma vez, que podem ser escolhidos no ecrã multimédia. A Portugal, o Austral é proposto nas versões Techno, com barras de tejadilho cromadas, inserções interiores cromadas acetinadas nos painéis das portas e um conjunto de sistemas de ajuda à condução, e Esprit Alpine, com barras de tejadilho pretas, grelha dianteira em preto metalizado brilhante e novas jantes em liga leve de 20 polegadas altitude, com um design inspirado em flocos de neve. Nas mecânicas não há alterações, com o Mild Hybrid 160 (Techno desde 36.890EUR e Esprit Alpine a partir de 39.790EUR), que conta com um motor a gasolina de 4 cilindros, com 1,3 litros, turbo e injecção directa, assistido por um alternador de arranque e por uma bateria de iões de lítio de 12V associada a uma caixa de velocidades automática do tipo CVT; e o E-Tech 200 (39.790EUR, na versão Techno; 42.690EUR, com equipamento Esprit Alpine), que associa um motor 1.2 de três cilindros, com 130cv, a dois motores eléctricos, alimentados por uma bateria de iões de lítio de 1,7 kWh, para uma potência combinada de 200cv. Três anos depois da sua estreia, o Austral surge revisto de ponta a ponta, com uma importante actualização de design, mas também com mexidas técnicas e equipamento reforçado. Carla B. Ribeiro