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FROTA DO ESTADO TEM CADA VEZ MENOS CARROS ELÉTRICOS

Negócios

2025-06-09 21:07:33

AUTOMÓVEL Carros 100% elétricos perdem lugares no parque do Estado O parque do Estado conta com cerca de 23 mil veículos, tendo encolhido em quase mil no espaço de apenas um ano. Três quartos dos carros são a gasóleo, há muitos a gasolina, poucos híbridos e os elétricos são apenas 1% do total. paulomoutinho@negocios.pt Ofuturo da mobilidade é ser sustentável. O Governo tem definida uma estratégia para concretizar esse objetivo que passa, em grande medida, pela transição energética do transporte rodoviário. Tem incentivos para as empresas, dá "cheques” aos particulares, mas sstáacortarnos 100% elétricos no seu próprio parque automóvel. O Estado chegou a ter quase meio milhar destes veículos "verdes", mas reduziu-os para pouco mais de metade. São apenas 1% do total. No final de 2024, de acordo como Relatório do Parque de Veículos do Estado (PVE), publicado pela Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (eSPap), contabilizavam-se 268 veículos totalmente elétricos, um número que encolheu em 73 face ao ano anterior quando existiam 341. Foi o segundo ano consecutivo em queso registou uma redução no número destes automóveis quie tinham atingido um máximo de 451 em 2022. Numa altura em que se assiste a um crescimento no mercado de elétricos (contabilizam-s cercade 167miler em Portugal), o Estadoestá a areduzi-los, movimento que é extensível aos eletrificados No anodo picodos 100% elétricos, oshíbridos ascenderam a 666, baixando para 563 em 2023, mas acabaram por aumentarno ano passadopara 591. Enquanto opesodos 100% elétricos no total dos veículos do Estado (que encolheu em 980 para 23.818) é, agora, de apenas 1,1%, se seconsiderarem tambémo os híbridos, a quota dos carros “amigos do ambiente” éde quase 2,5%. Ouseja, são praticamente uma “gota no oceano” dos veículos do Estado a circular nas estradas portuguesas. “Diesel” continua a dominar Aos 268 elétricos e 591 híbridos juntam-se dois veículos a GPL, sendo que na categoriade “outros” por tipo de energia há 278 que não São identificados. Estes combustí- veis alternativos representam 4% do total do PVE, como os veículos a gasolina terem uma quota de 22%, muito longe dos carros a gasóleo. Considerado um combustível maispoluente, que temvindoaperder popularidade entre os consumidores, os “diesel” continuam a ser a fonte de energia de praticamente três em cada quatro carros do Estado. Os dados da eSPap revelam que o seu peso estava, no fnal de 2024, em 74%. O domínio dos carros a gasóleo explica em grande medida arazão pela qual a frota pública tem níveis de emissões de co2 tão elevadas. 41% do PVE não tem emissões definidas, mas entre os que têm apenas 3% são Classe A (até 95 g/km) em eficiência energética, com 6% Classe B (de 96 a 100 g/ km) e 4% Classe c (de 101 a110 g/ /km). A maioria dos carros tem emissões de 111 até 150 g km, sendo que 25% do total emite mais de 150 g km. Idade continua a pesar Amotorização traduz-se em mais emissões de gases poluentes, algo que é agravado pelo facto de muitos dos carros do Estado estarem cada vez mais velhos. Chegaram, em média, aos 18,16 anos, no final do ano passado, um salto face aos 17 anos verificados no final de 2023. e a idade média mais elevada desde que começaram a ser compilados os dados, em 2010. Esta idade média é atingida porque 63% dos veículos têm 16 oumais anos, ou seja, praticamente dois terços do total. Há 9% com 13 a 16 anos, 8% que têm entre nove e 12 anos e 14% com idade médiao entre cincoo e oito anos. Apenas 6% do total são veículos que se podem considerar seminovos já que têm até quatro anos de uso. A provecta idade do PVE traduz-se, naturalmente, em muitos quilómetros acumulados, com pouco mais de um quarto do total (26%) a apresentaremmais de300 mil quilómetros rodados. Há ainda 16% que têm entre 200 e 300 mil, sendo que a média dos cartos do Estado está nos 221. 962 quilómetros. Só 29% do total de veículos têmmenosde 100 mil quilómetros percorridos nas estradas. Um em cada 10 veículos veio de apreensões O Estado chegou ao final do ano passado com um total de 23.818 veículos seu parque. são automóveis ligeiros de passageiros, de mercadorias e alguns pesados, alémde motociclos, ciclomotores, quadriciclos e também triciclos, a larga maioria deles comprados com dinheiro público, mas também há veículos queresultaram de apreensões. Segundo dados da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (eSPap), 10% dos veículos resultaram de apreensões efetuadas pelas autoridades judiciais em que estes reverteram a favor do Estado. Estes bens apreendidos no âmbito de processos-crime nacionais ou de cooperação, judiciária internacional são, tendencialmente, vendidos em leilão, mas parte acaba por passar a ser utilizada nos mais variados serviços do Estado. São cerca de 2.300 os veículos que passaram a ser de uso por parte das várias entidades públicas, sendo que só no ano passado deram entradamais 279 por esta via e pelo abandono o abandono de carros que depois passaram para a posse do Estado contribui, atualmente, para 1% do PVE. Carros doados Além dos carros apreendidos e dos abandonados, o PVE também é composto por outros veículos que chegaram ao Estado a custo zero. São veículos que foram doados a entidades públicas. Os dados da eSPap dão conta de que o número de “veículos doados a entidades vinculadas do PVE e incrementados à frota por via de um processO de migração de veículos” aumentaram em 24 no ano passado, 20 no primeiro trimestre, dois no terceiro e outros dois no quarto trimestre. o número de veículos doados representa 2% do total do PVE, ou seja, ascende a cerca de 476 veículos. PM Estado tem menos mil carros. Forças de segurança perdem 500 Desapareceram 1.620 veículos do parque público, mas entraram 640. Total encolheu, agravando o problema da GNR e da PSP. O Estado tem vindo a reduzir a frota de veículos que tem ao seu dispor. Desde 2019 que tem sido essa a tendência, sendo que no ano passado acelerou a velocidade a que o parque automóvel encolheu. Existem agora quase menos mil carros, em termos líquidos, com as forças de segurança a serem responsáveis por cerca de metade da redução total. Os 23.818 veículos contabilizados no Parque de Veículos do Estado (PVE) comparam com os 24.798 que existiam no final de 2023. Foi o quinto ano consecutivo de diminuição no número de veículos, sendo que desde 2010 que não se assistia a uma redução tão expressiva: 980 unidades. Este número reflete o saldo entre saídas e novas entradas, num ano em que estas ascenderama 640. As saídas, por seu lado, chegaram às 1.620 unidades, com mais de dois terços (1.146 veículos) destas a resultarem de processos de “desmantelamento”. Ou seja, considerando que a idade média do PVE está acima dos 18 anos, a saída de veículos da esfera pública faz-se em grande parte pelo abate. Dos 980 veículos, em termos globais, que deixaram de prestar serviço nas entidades públicas, metade eram das forças de segurança. Segundo dados da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (eSPap), GNR, PSP, Exército, Polícia Judiciária e ICNF são as entidades públicas com mais veículos todas acima dos mil veículos ; sendo que na comparação com os dados de 2023 percebe-se que as duas primeiras perderam várias centenas de unidades. A GNR, que contabilizava 5.604 veículos no final do ano passado, viu a sua frota reduzir-se em 379 veículos, em termos líquidos, já a PSP perdeu 110 unidades de um ano para o outro, passando de 4.864 para 4.754 veículos. Esta redução contribui para agravar o problema de falta de viaturas para as forças de segurança, tal como foi evidenciado no ano passado pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI). Num relatório das inspeções sem aviso prévio às forças de segurança realizadas em 2023, a IGAI alertava para falta de viaturas à disposição da PSP e GNR, recomendando a que fosse feito um “reforço” dos carros. Também o Exército perdeu veículos (20), assim como O ICNF (27), a Marinha (11), a Direção-Gera de Reinserção e Serviços Prisionais (45) e até o INEM (5), sendo que entre o top 10 das entidades com mais veículos há casos em que a frota cresceu. A Polícia Judiciária tem mais três veículos, a Força Aérea ganhou 59, enquanto a Autoridade Nacional de Emergênciao e Proteção Civil passoul a contar com mais 115 unidades, de 673 para 788 automóveis. Paulo MOUTINHO Parque tem menos veículos: 23 mil. Têm, em média, 18,1 anos, 222 mil km, e 74% são a “diesel”. Os 100% elétricos são só 1%. EMPRESAS 161 17 268 ELéTRICOS Havia 268 veículos 100% elétricos no parque do Estado no final de 2024. Eram 341 em 2023 e chegaram a ser 451 em 2022. 74% “DIESEL” Os “diesel” continuam a ser a fonte de energia de quase três em cada quatro carros do Estado. São 74% do total. Em 2024, a frota automóvel do Estado era composta por 23.818 veículos. Encolheu em 980 no espaço de um ano. 18 IDADE A idade média dos veículos do Estado chegou aos 18,16 anos, no final do ano passado, um salto face aos 17 anos em 2023. A GNR viu a sua frota reduzir-se em 379 veículos. A PSP perdeu 110 unidades de um ano para o outro. PAULO MOUTINHO