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GRUPO EMBRAER ANUNCIA ACORDOS PARA VENDER 104 CARROS ELÉTRICOS VOADORES

Público Online

2025-06-20 21:05:29

Fabricante de carros elétricos voadores Eve Air, anunciou, na Paris Air Show, a assinatura de dois acordos para a venda de até 104 aeronaves. Veículos serão comercializados nos EUA e no Brasil. Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil. Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS. Ainda não há carros voadores elétricos nas cidades, mas os primeiros fabricantes já começam a ter encomendas. Tomando a dianteira, a brasileira Eve Air Mobility, pertencente ao grupo Embraer, anunciou, na feira Paris Air Show, que ocorre esta semana no aeroporto Le Bourget, em Paris, a assinatura de acordos para a venda de 104 unidades. São 50 veículos para a Revo, com sede em São Paulo, e 54 para a Future Flight Global, estabelecida na cidade de Washington, nos Estados Unidos. Os primeiros veículos deverão começar a voar em 2027. No caso das unidades vendidas no Brasil, a operadora de mobilidade aérea urbana Revo - controlada pela Omni Helicopters International (OHI) - inclui no contrato soluções completas para entrada em operação e o suporte pós-venda. O valor envolvido atinge o montante de 1,39 bilhão de reais (cerca de 220 milhões de euros) e representa a passagem da fase de desenvolvimento dos veículos elétricos voadores para a sua concretização. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui. O acordo com a Future Flight Global, cujo valor do investimento não foi revelado, significa a entrada da empresa no mercado norte-americano, que deverá ser dos mais competitivos nesse modo de transporte."Esta colaboração com a Future Flight Global representa um avanço significativo para a mobilidade aérea urbana nas Américas", destacou a diretora comercial da Eve Air, Megha Bhatia. Para a dirigente, ao optar pela tecnologia eVTOL da Eve, "a Future Flight Global ganha uma plataforma poderosa para oferecer viagens aéreas eficientes e sustentáveis em mercados de alta demanda, como Brasil e Estados Unidos", observou. Criada com o objetivo atender ao mercado crescente de soluções de mobilidade urbana, a Future Flight Global tem como área de negócio encontrar formas de reduzir o tempo das viagens, fugindo do congestionamento nas grandes cidades. "Estamos construindo uma frota diversificada de aeronaves elétricas para implantação global em diversos perfis de missão", frisou Karan Singh, presidente da Future Flight Global. Para o grupo empresarial EVE/Embraer, os contratos com a Revo e com a Future Flight Global constituem um passo fundamental para no desenvolvimento do novo modo de transporte. "Demonstra a crescente confiança do mercado na tecnologia e modelo operacional", afirma Johann Bordais, presidente da Eve. Ele acredita que esses contratos sejam um marco para a indústria aeronáutica brasileira, consolidando a empresa na posição de líder global em soluções para mobilidade aérea urbana de nova geração. Certificação Para o início das operações, a empresa apenas aguarda a certificação por parte da Agência Nacional de Aeronáutica Civil (ANAC), o regulador do setor no Brasil. "A Eve, enraizada no legado de 55 anos da Embraer em projetar, certificar e dar suporte a aeronaves comerciais e executivas, atende a todos os requisitos indispensáveis do setor, como parâmetros de desempenho robustos, ergonomia com foco no passageiro em primeiro lugar, um caminho claro para certificação e um sistema de produção escalável", afirma Bordais. O dirigente da empresa acredita que o avanço do conceito deste tipo de mobilidade, "não apenas impulsiona o plano comercial da empresa, mas também contribui para a construção de um ecossistema robusto e sustentável de mobilidade aérea urbana nos próximos 20 anos, estabelecendo um novo padrão global para a adoção dos eVTOLs". No caso da Revo, esta será a pioneira no lançamento dos eVTOLs da Eve, na sua operação em São Paulo, com a primeira entrega prevista para o quarto trimestre de 2027. A maior cidade do Brasil é reconhecida como um dos mercados mais dinâmicos e avançados do mundo em mobilidade aérea, tendo em vista que São Paulo conta com mais de 400 helicópteros registrados e cerca de 2 mil decolagens e pousos diários. Sobre a escolha da Eve Air Mobility, a empresa paulista menciona a maturidade do projeto, a estrutura completa de suporte e a excelência da Embraer no setor aeronáutico. O presidente da Revo, João Welsh, antevê que "essas aeronaves serão fundamentais para viabilizar nosso projeto de transformar a mobilidade urbana". Ele acredita que será "uma solução segura, sustentável e escalável, capaz de conectar as pessoas e elevar o padrão de conveniência para os nossos clientes", sublinha. A Revo atualmente opera uma solução de mobilidade porta a porta através de helicópteros, integrando serviços de carro e bagagem a voos regulares entre pontos estratégicos do sudeste brasileiro. Entre essas operações, destacam-se os voos diários conectando a Zona Sul de São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, uma rota que, por vias terrestres, pode durar entre hora e meia e três horas, mas cuja duração é reduzida para aproximadamente 10 minutos utilizando o transporte aéreo. Com a introdução dos eVTOLs da Eve, essas operações passarão a ser totalmente elétricas e sustentáveis. "A incorporação de até 50 eVTOLs da Eve Air Mobility à frota fortalece ainda mais nossa trajetória de diversificação e liderança na chamada economia de baixa altitude", afirma Jeremy Akel, CEO do grupo OHI. Mercado global A Eve Air Mobility divulgou também, durante o Paris Air Show, seu primeiro relatório global, o Global Market Outlook, com ênfase no crescimento da demanda no setor de mobilidade aérea urbana para os próximos 20 anos. O relatório projeta uma receita com passageiros de 245 bilhões de euros (1,5 trilhão de reais) e a necessidade de 30 mil aeronaves, impulsionada pelo crescimento populacional urbano, pelas preocupações com o tráfego e pelo compromisso com a sustentabilidade. As conclusões do relatório são baseadas em dados de 1.800 cidades, com dados de mil aeroportos e mais de 27 mil helicópteros civis em operação. Bordais observou que a divulgação do documento "reforça a empolgação e o impulso que temos visto em nossa relação com clientes e parceiros municipais ao redor do mundo". Na opinião dele, "o mercado do transporte aéreo se beneficia do crescimento urbano, com o aumento da congestão do tráfego e de uma mudança positiva em direção à mobilidade sustentável". Acrescenta que "a demanda é forte e marca o início de uma grande transformação na forma como as pessoas vão se deslocar e viver nas cidades ao redor do mundo." Promo App PÚBLICO BrasilUma app para os brasileiros que buscam informação. Fique Ligado! tp.lisarbocilbup@solecnocsavsolrac Carlos Vasconcelos