ESTREIA DE VERSÕES 100% ELÉTRICAS - CITROËN C5 AIRCROSS
2025-06-21 21:06:21

O SUV que se segue Pouco tempo depois da estreia mundial , cerca de 15 dias ,, a Citroën desvendou em Portugal a segunda geração do C5 Aircross. Maior e mais avançado em termos tecnológicos, o novíssimo C-SUV da marca francesa já se encontra disponível por encomenda no território nacional, embora a gama ainda não tenha preços definidos. Propõe versões híbridas, PHEV (híbridas plug-in) e puramente elétricas. Durante este ano, a Citroën está a preparar a renovação total da sua gama e o novo C5 Aircross aparece como um dos protagonistas dessa verdadeira... revolução. Ricardo Moreira, Product Manager da marca em Portugal, adianta que o modelo é tão só “o mais espaço- so, confortável e tecnológico SUV jamais produzido pela Citroën”, com entregas previstas no mercado nacional a partir do segundo semestre, embora os pedidos de encomenda até já possam ser efetuados. As medidas cresceram face ao antecessor , mais 6 centímetros na distância entre eixos, 16 cm no comprimento e 5 cm na largura ,, mantendo muitas parecenças com o protótipo apresentado em outubro de 2024 no salão de Paris. O modelo recorre à plataforma STLA Medium da Stellantis, a mesma base dos Peugeot 3008 e 5008 e do Opel Grandland, por exemplo, o que garantiu o tal aumento das dimensões e a possibilidade de se adotarem várias mecânicas, desde propostas híbridas, híbridas plug-in e/ou puramente elétricas. A produção ocorre em Rennes, França, numa unidade industrial que obteve um investimento bastante avultado, e isto de forma a ter capacidade para implementar e agregar o fabrico das duas versões 100% elétricas , neste caso, uma delas com bateria de 73 kWh da chinesa CATL e outra de 97 kWh do consórcio ACC, este último instalado em França, na localidade de Douvrin. Além das motorizações MHEV (Hybrid 48 V, 1.2 turbo, 3 cilindros, 145 cv) e PHEV (de 195 cv, até 86 km de autonomia elétrica), as propostas ë-C5 Aircross diferenciam-se, então, pelas capacidades das baterias (73 kWh ou 97 kWh) e pelas respetivas potências (210 cv e 230 cv), ambas com autonomias máximas diferenciadas: até 520 km no primeiro caso e na versão de topo cerca de 680 km entre recargas (ciclo combinado WLTP). Em qualquer dos casos, recargas máximas admissíveis de até 160 kW em corrente contínua (DC) e de 11 kW em corrente alterna (22 kW em opção a partir de 2026, incluindo função Vehicle-to-Load que permite que o veículo elétrico forneça eletricidade a dispositivos externos, transformando o automóvel numa fonte de energia móvel e flexível). A versão PHEV com potência combinada de 195 cv só estará disponível em Portugal no início do próximo ano, estando equipada com motor 1.6 litros de 4 cilindros e 150 cv, a que se junta o bloco elétrico de 125 cv, este último alimentado por uma bateria de 21 kWh , a 3,7 kW (AC) cerca de 5h15 para recarga total (standard), embora a 7,4 kW (carregador opcional) a operação diminua para cerca de 3 horas. Conforto elevado A nova frente da segunda geração do C5 Aircross (grelha, logótipo/emblema e óticas) está em sintonia com a linguagem de design já adotada noutros modelos da marca, como é o caso, por exemplo, dos atuais C3 e C3 Aircross. A assinatura luminosa e a maior inclinação da linha de tejadilho até à retaguarda são aspetos relevantes, assim como o baixo centro de gravidade e o desenho da seção traseira, sendo percetível que a habitabilidade progrediu em todas as direções, inclusive na altura disponível até ao teto e no espaço para as pernas dos passageiros na segunda fila (mais 5,1 cm do que antes). Os bancos Advanced Confort têm “almofadas” laterais com maior apoio, além de mais ajustes, recorrendo ainda a outro tipo de espuma híbrida. Consoante o nível de equipamento, os bancos da frente podem ter aquecimento e ventilação, assim como programa de massagens, existindo até 10 posições reguláveis por modo elétrico. Atrás, os encostos individuais são reclináveis, enquanto a bagageira atinge 565 litros na configuração normal, ainda assim menos 15 litros do que no caso da geração anterior. Familiar? Sim, nenhuma dúvida acerca disso, até porque se se rebaterem os bancos traseiros o valor anunciado é de 1668 litros. Grande! As suspensões com batentes hidráulicos progressivos fazem prever um grau de conforto elevado, à semelhança, por exemplo, do topo de gama C5 X. No habitáculo, atmos- fera moderna e grande monitor digital de 13 (dito waterfall), posicionado na vertical e ao meio do tablier/consola, tratando-se do maior ecrã do género dentro do grupo Stellantis, ao mesmo tempo que integra software com possibilidade de atualização remota (assistente por voz com ChatGPT, Android Auto/Apple CarPlay e navegação 3D nas versões ë-C5). Na instrumentação, à frente do condutor, monitor digital de 10 com várias vistas gráficas, embora a maioria das funções até estejam concentradas no painel central. Como complemento é possível aceder a novo head-up-display (HUD, a cores) mais alargado, com a leitura dos dados de bordo no vidro do para-brisas. O conceito C-Zen Lounge enunciado pela marca é ainda projetado pelo tipo de materiais usados, a maior parte de origem reciclada e reciclável, incluindo forros e tecidos do tipo premium, além de novas cores ambiente. Haverá três níveis de equipamento (cujas designações se conhecerão mais tarde), mas sem diferenças estéticas flagrantes, sendo certo que as versões entrada-de-gama já estão bem equipadas, incluindo inúmeras assistências eletrónicas à condução (sistema Drive Assist 2.0 com câmaras, radares e sensores), iluminação do tipo LED, cruise-control adaptativo, mudança semi-automática de faixa de rodagem, aviso da atenção/sonolência do condutor (7 níveis) e alerta de tráfego cruzado à retaguarda, entre (muitos) outros sistemas. Nas opções, faróis Matrix LED, teto panorâmico em vidro e abertura elétrica (mãos-livres) do portão traseiro. O novo C5 Aircross é Classe 1 nas portagens nacionais através da adesão à Via Verde e a marca espera atingir o “top” 5 das vendas no respetivo segmento, estimando que as versões elétricas (ë-C5 Aircross) possam alcançar cerca de 30% a 40% do volume total. Ainda não há preços definidos, mas, para se ter uma ideia, os valores da atual gama C5 Aircross iniciam-se a partir dos 39.900EUR, isto no caso da versão MHEV de 145 cv, enquanto a atual variante PHEV (225 cv) tem preços desde 47.340EUR. O novo C5 Aircross es- tará à venda nos principais mercados europeus, incluindo Portugal, no segundo semestre de 2025. NOVO C5 AIRCROSS: GAMA MULTIENERGIA A gama diversificada de motores do novo C5 Aircross ilustra a estratégia multienergia da Citroën, que corresponde às diferentes necessidades e utilizações dos clientes europeus, deixando-lhes a liberdade de escolha e acompanhando-os ao seu próprio ritmo na transição para a eletrificação. VERSÃO TIPO ELETRIFICAÇÃO C5 Aircross Híbrido 145 MHEV C5 Aircross Híbrido Plug-in 195 PHEV ë-C5 Aircross BEV CITROËN Ë-C5 AIRCROSS DADOS TÉCNICOS MOTORIZAÇÃO 210 Autonomia Standard 230 Autonomia Elevada * ciclo combinado WLTP. POTÊNCIA 157kW/210cv 170kW/230cv BATERIA 73kWh 97kWh AUTONOMIA * 520 km 680 km CARREGAMENTO 0h30,160kWDC (20-80%) 0h27,160kWDC (20-80%) O novo C5 Aircross vai estrear 2 versões 100% elétricas, diferenciadas pela capacidade de bateria: 73 ou 97 kWh, com autonomia estimada entre 520 e 680 km. João Ouro