pressmedia logo

1.° ENSAIO - DACIA BIGSTER HYBRID 155

Blue Auto

2025-06-21 21:06:24

Crescer, mas não só em tamanho A Dacia oferece agora um novo modelo, que passa a ser o topo e o maior de toda a gama. Mas com a chegada do Bigster a gama Dacia cresce também em opções eletrificadas, em eficiência e em qualidade, tudo isso mantendo uma parte importante da sua imagem de marca: o preço acessível. No mercado automóvel europeu (e nele Portugal não é exceção), Dacia é sinónimo de sucesso comercial: o Sandero foi o 2.o modelo com mais registos de matrículas no último mês de abril, ocupando regularmente o primeiro lugar nas vendas; o Duster foi o 7.o modelo mais vendido na Europa no mesmo mês; o Jogger é o modelo do segmento C mais vendido a clientes particulares se não considerarmos os SUV; e o Spring aparece em 4.o lugar entre os 100% elétricos mais comprados por particulares. Por detrás deste sucesso está o modelo económico único da marca de origem romena do Grupo Renault, um modelo baseado na combinação de fatores como a eficiência de custos, a elevada competitividade da cadeia industrial que integra e a eficácia da sua distribuição. É isso que ajuda a Dacia a continuar a desenvolver a sua gama sem abdicar da rentabilidade de uma oferta automóvel dominada sim pela abordagem “low-cost”, refletida no preço mais económico dos seus modelos face à potencial concorrência; mas também pelo conceito “best value-for-money”, traduzido na capacidade de fazer chegar ao mercado carros com uma relação entre valor e prestações difícil de igualar. Assim, simplicidade, autenticidade e robustez são hoje, além do preço económico, parte integrante da imagem de marca da Dacia, contribuindo forte-mente para justificar a validade da expressão que a própria marca usa ao destacar que “o sucesso da Dacia é o sucesso dos seus modelos”. Ofensiva no segmento C E a Dacia não vai ficar a dormir à sombra desses louros, já que a gama simples de veículos comercializados ao melhor nível de preço vai continuar a crescer. Numa estratégia de produto que visa “atacar” em força o importante segmento C europeu: a Dacia conta vender um milhão de automóveis em 2030, dos quais um terço deverão ser veículos do segmento C. Uma aposta que passa desde já pelo lançamento do Bigster, novo modelo topo-de-gama da marca, acabadinho de chegar ao mercado como demonstração evidente do crescimento desta marca do Grupo Renault em dimensões (é o maior Dacia de sempre), no número de modelos disponíveis, mas também , e não menos importante , em qualidade. Porque o novo Bigster impressiona de facto pela qualidade. Este SUV de grandes dimensões e (no caso da unidade em ensaio) motorização eletrificada do tipo “full hybrid” revelou-se uma muito agradável surpresa para um automóvel cujo preço anunciado se inicia abaixo dos 30 mil euros Exa-gero? Não, antes a constatação de que também no seu novo “porta-estandarte” a Dacia mantém a identidade de marca automóvel reconhecida pelo excelente compromisso entre preço e qualidade oferecida. Para começar, é verdade que a versão definitiva do Bigster não confirma , como quase sempre acontece , o impactante estilo agressivo do protótipo que lhe deu origem, dado a conhecer aqui há uns anos, e isso até pode ter desiludido alguns potenciais interessados, mas também é (verdade) que o produto final resultou muito bem conseguido em termos de imagem: prova adicional disso mesmo, os indisfarçáveis olhares e virar de cabeças acompanhados de expressões interrogativas que fomos contando ao longo dos quilómetros percorridos neste ensaio. E as dimensões ajudam a reforçar a imagem do Bigster: como o nome indica, é grande em tamanho, com 4,57 metros de comprimento, mais de 1,80 metros de largura e 1,71 metros de altura, dimensões suficientes para não passar mesmo despercebido para quem ainda não o tinha visto, nem sabia de que carro se tratava. Até talvez se justifique (visualmente falando) a opinião de alguns de que parece um “Duster maior”, mas o evidente ar de família é assumido e a opinião não resiste às comparações práticas, já que o Bigster se destaca bem no seu papel de topo-de-gama e de modelo diferenciado, complementando com uma personalidade bem distinta a oferta desta marca. Consequência direta das dimensões e do design escolhido, o espaço a bordo é excelente (de tal forma, que até se poderia esperar uma variante com 3 filas de bancos e 7 lugares, embora essa opção já esteja prevista na gama com o Jogger), e a enorme bagageira (difícil de igualar no segmento, e não só) impressiona ainda mais, reforçando as aptidões familiares deste modelo, pelas suas características particularmente indicado também para viagens ou atividades “outdoor”. Mas no novo Bigster os argumentos não se ficam por aí. A qualidade dos materiais e do equipamento é inegável para quem possa esperar estar na presença de um automóvel “low-cost”, de que são exemplo os diversos elementos de segurança, de assistência à condução e de conforto disponibilizados de série. Ainda no interior, que volta a surpreender pela funcionalidade, condutor e pas-sageiro, sentados em bancos com bom nível de apoio, têm à disposição um ecrã tátil de 10,1 polegadas que encabeça uma consola central com distintos espaços para arrumação de pequenos objetos. Os acabamentos variam em função do nível de equipamento, do mais simples ao mais prático e requintado. Eletrificação Hybrid 155 em estreia Em termos de motorizações, a gama Bigster chega totalmente eletrificada, juntando a 3 opções “mild hybrid” a estreia de um motor do tipo “full hybrid” designado hybrid 155. Que combina uma motorização 1.8 a gasolina com assistência de e-motor associado a bateria de 1,4 kWh, num sistema otimizado para o Bigster que totaliza 155 cv ao mesmo tempo que promete, apesar da maior potência, reduzir o consumo em 6% e a capacidade de funcionar em modo 100% elétrico até 80% do tempo em cidade. Ajudada pela transmissão automatizada , operada através de um elegante e funcional comando que acaba por se revelar particularmente ergonómico ,, esta solução de eletrificação que recorre a sistema híbrido integral oferece excelente eficiência energética, como comprovam os 4,7 litros aos 100 km de consumo anunciado (de acordo com o ciclo combinado WLTP); um con- sumo que pudemos reproduzir na prática, e não sem surpresa considerando a configuração de SUV grande e alto e as mais de 1,5 toneladas de peso em circulação. Nota máxima no Dacia Bigster nesta versão Hybrid 155 merece justamente a gestão de energia, obra do sistema inteligente disponibilizado de série, com o condutor a poder selecionar o modo de recuperação de energia em função do tipo de percurso e de ritmo adotado (e de consumo pretendido), e com isso a resposta do acelerador: e funciona bem, também aqui ao nível do que se espera em automóveis com outro nível de preço final. Falando em resposta, poderíamos desejar melhor que os quase 10 segundos para acelerar dos 0 aos 100 km/h, ou que os mais de 30 segundos para conseguir percorrer os primeiros 1000 metros, que constam da ficha técnica do Bigster Hybrid 155, mas isso já seria pedir muito. Talvez não o fosse (pedir muito) dispor da opção de transmissão integral também nesta motorização, até porque ela já existe na versão híbrida “suave”. Já que estamos a pedir, uma expetativa ainda mais legítima poderia ser a oportunidade de experimentar um Bigster motorizado com tecnologia híbrida plug-in, embora esse desejo esbarre na filosofia da Dacia no que toca à transição energética agora em curso na indústria automóvel, já que a esta marca está por agora reservado o papel de “rede de segurança” dentro do Grupo Renault em matéria de ritmo de eletrificação: justificando esse papel com a necessidade de oferecer produtos adaptados à procura dos clientes, o fabricante automóvel francês destaca que a Dacia “passará progressivamente de soluções térmicas eletrificadas acessíveis à oferta de veículos elétricos mais económicos na Europa”. Assim sendo, o Bigster Hybrid 155 cumpre a missão de dar mais um passo no caminho da eletrificação progressiva da gama Dacia; e, como se vê, cumpre-a com distinção.. Em termos de motorizações, a gama Bigster chega totalmente eletrificada, juntando a 3 opções “mild hybrid” a estreia de um motor do tipo “full hybrid” designado hybrid 155.