pressmedia logo

EXPOSIÇÃO DIAS DE VERÃO EXPLORA ACTIVISMO DE ANA VIDIGAL

Correio do Minho

2025-06-21 21:06:24

INAUGURAÇÃO da exposição na zet gallery inicia o programa cultural 30 horas 30 anos Grande Prémio de Literatura dst , este ano ganho por Luísa Costa Gomes. CULTURA | Redacção | A zetgallery inaugura a 27 de Julho Dias de Verão , expososição onde a artista Ana Vidigal apresenta trabalhos dos últimos 25 anos sobre temas como o feminismo, o colonialismo ou o racismo. “São temas actuais, que estão na ordem do dia, como o feminismo ou o racismo, mas que a artista já explora desde o início da carreira, recorrendo ao humor e à ironia como forma de activismo social”, refere o convite para a mostra que estará patente até 13 de Setembro. Dias de Verão , uma espécie de antologia de Ana Vidigal”, reúne um conjunto representativo de obras referentes aos últimos 25 anos de trabalho da artista, com destaque para a obra inédita do livro de artista Caixa Negra , realizado em 2000, que inclui um fac-símile criado para a exposição. Nessa obra, a artista faz um paralelismo entre os postais enviados das colónias e os dizeres populares, com uma conotação racista e pejorativa, que encontrou publicados em li-vro. “É a primeira vez que o expõe e, quando o descobrimos, explicou muito do sentimento de ne-gação que se vive em Portugal sobre o que foi, de facto, o colonialismo e o impacto que teve e tem para o desenvolvimento dos países outrora colonizados”, defende Helena Mendes Pereira, curadora da exposição e directora da zet gallery. O feminismo e a luta pela emancipação da mulher acompanham Ana Vidigal desde o início da sua criação artística, com recurso a várias tecnologias e materiais, em que se incluem a pintura, o têxtil, a colagem, a assemblage ou a escultura. “A escala contrastante entre as recentes obras sobre tela, os livros de artistas, os têxteis ou as experiências em que o papel é paleta e matéria interessounos no contexto de uma exposição que é uma espécie de antologia nos últimos 25 anos, reunindo as suas causas do feminismo, do combate ao racismo, ao imperialismo e de apelo à paz, com o essencial exercício da memória de infância que explora e que experimenta com ironia, sátira e sentido narrativo claro”, afirma a curadora lll ““A escala contrastante entre as recentes obras sobre tela, os livros de artistas, os têxteis ou as experiências em que o papel é paleta e matéria interessou-nos no contexto de uma exposição que é uma espécie de antologia”. Helena Mendes Pereira Directora da zet gallery DR Tanto fijé mis ojos , de Ana Vidigal