PORTUGAL “NÃO FICARÁ PARA TRÁS” NA NATO COM GASTO NA DEFESA
2025-06-22 21:06:01

Ministro das Finanças admite que o país “não será dos mais rápidos”, mas garante que será feita uma gestão rigorosa para permitir o investimento GEOPOLíTICA Portugal “não será dos mais rápidos” aliados da Organização do Tratado do AtlântiCo Norte (NATO) a aumentar os gastos com Defesa, mas também “não ficará para trás” A garantia é do ministro das Finanças, que assegurou, numa entrevista à Lusa, que o investimento será feito com gestão orçamental rigorosa. “o país não pode ficar para trás nesta questão, isso seria crítico, até porque Portugal defende uma enorme fronteira da Europa, a fronteira do Atlântico Norte”, afirmou Miranda Sarmento. A poucos dias da cimeira NATO, que será marcada pelas fortes tensões geopolíticas Ono Médio Oriente e na Ucrânia e pela necessidade em aumentar o investimento em Defesa um apelo feito POr diversas vezes pelo secretário-geral da Aliança Atlântica =, o governante frisou que Portugal irá apresentar um plano de “crescimento da despesa nos próximos anos”. O Governo prevê chegar à meta de 2% do PIB já este ano, um objetivo que Mark Rutte já tornou mais ambicioso. “Naturalmente teremos de fazer uma gestão orçamental cada vez mais rigorosa para garantir três coisas: que reforçamos a nossa capacidade de defesa, que mantemos e melhoramos o nível de proteção social e o nosso Estado social e que mantemos o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública”, elencou. Apontando que “essa gestão tem sido feita e vai continuar a ser feita”, o ministro indicou, sem especificar, que isso “passa naturalmente pOr ser cada vez mais criterioso nas escolhas que se fazem” e explicou que o Governo está a analisar se há despesas noutros ministérios que correspondam ao setor. “Vamos naturalmente aumentar as capacidades de defesa do país nas suas múltiplas vertentes”, acrescentou. Miranda Sarmento assegura que haverá um crescimento nos próximos anos ESTRATÉGIA Governo favorável ao SAFE e compras conjuntas na UE O ministro das Finanças admitiu recorrer ao programa europeu de I50 mil milhões de euros em empréstimos para reforço da Defesa (designado como SAFE) e defendeu compras conjuntas entre os estados-membros, designadamente para a venda de um avião militar produzido em Portugal. Numa alusão ao KC-390, um avião bimotor da empresa brasileira Embraer feito com componentes fabricados em évora, Joaquim Miranda Sarmento revelou que o Ministério da Defesa está a “estabelecer protocolos com outros países” para a aquisição da aeronave com uso tático e logístico.