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ENGENHARIA - UNIV. DE COIMBRA DISCUTE GESTÃO DE SERVIÇOS DE ENERGIA

Construir

2025-06-23 21:04:05

Redes eléctricas resilientes. O projecto BungEES reuniu nos últimos anos investigadores de Portugal, Espanha, França, República Checa e Eslováquia para comprovar que uma gestão concertada de serviços de energia pode reduzir custos, eliminar desperdícios ou mitigar os efeitos de potenciais cortes de energia. Os resultados vão ser apresentados no dia 25 de Junho pelo Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra Soluções para a flexibilidade da rede eléctrica nacional para mitigar efeitos de potenciais apagões Construir Fotos: DR Nos últimos dois anos e meio, a equipa do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) tem vindo a trabalhar no desenvolvimento de serviços de energia inovadores e inteligentes que visam a optimização e redução dos consumos de energia nos edifícios, bem como em estratégias de orquestração/conjugação de serviços de energia, que reduzam os consumos e criem flexibilidade para a rede eléctrica nacional, de forma mitigar os efeitos de potenciais cortes de energia ou apagões. O projecto BungEES (Building Up Next-Generation Smart Energy Services Offer and Market Up-take Valorising Energy Efficiency and Flexibility at Demand-Side) tem mais de 100 projectos piloto a decorrer em Portugal, Espanha, França, Républica Checa e Eslováquia. De acordo com Nuno Quaresma, investigador do ISR, os projectos pilotos, um dos quais instalado no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, pretendem comprovar que a gestão concertada de serviços de energia permite, não só reduzir custos, como também eliminar os desperdícios de energia (consumos em standby e a utilização incorrecta dos equipamentos), permitindo obter poupanças energéticas muito significativas. “os resultados são muito promissores. O pacote integrado de serviços de eficiência energética, que está a ser testado, combina a eficiência no consumo, a produção de energia renovável distribuída, a resposta à procura, a mobilidade eléctrica e o armazenamento de energia. No piloto do DEEC, estamos a testar a orquestração de serviços de energia, como solar fotovoltaico, armazenamento de energia em baterias, carregamento inteligente de veículos eléctricos e a gestão automatizada de bombas de calor com recurso a termóstatos inteligentes”, explica o coordenador do projecto. “os pilotos em curso pretendem ainda validar o modelo de negócio desenvolvido no âmbito deste projecto. Modelo que valoriza a eficiência energética, a flexibilidade do lado da procura e promove a comercialização de pacotes de serviços de energia de forma integrada. Nesse sentido, os principais objectivos centram-se em facilitar a vida dos consumidores, reduzir custos, maximizar a utilização das fontes renováveis e optimizar a operação das empresas de serviços energéticos”, elucida Nuno Ouaresma. Acima de tudo, este projecto pretende demonstrar que as conjugações destes serviços de energia, em conjunto com as tarifas de compra de electricidade, possibilitam a maximização dos recursos renováveis (solar e armazenamento de energia) e, ao mesmo tempo, a redução dos consumos e dos custos energéticos dos edifícios. “o projecto BungEES representa um passo importante na transfor-mação do sector energético europeu, em que a orquestração/conjugação de serviços energéticos, como fonte de flexibilidade, irá assumir um papel fulcral na electrificação dos edifícios, de forma a criar condições para um futuro mais eficiente e sustentável”, conclui o investigador português. Os resultados do projecto vão ser apresentados, no dia 25 de Junho, num evento organizado em cooperação com a Ordem dos Engenheiros da Região Centro e que decorrerá na sede da Ordem.C ó projecto BungEES estuda desenvolvimento de serviços de energia inovadores e inteligentes que visam a optimização e redução dos consumos de energia nos edifícios “os resultados são muito promissores. o pacote integrado de serviços de eficiência energética, que está a ser testado, combina a eficiência no consumo, a produção de energia renovável distribuída, a resposta à procura, a mobilidade eléctrica e o armazenamento de energia. No piloto do DEEC, estamos a testar a orquestração de serviços de energia, como solar fotovoltaico, armazenamento de energia em baterias, carregamento inteligente de veículos eléctricos e a gestão automatizada de bombas de calor com recurso a termóstatos inteligentes”