pressmedia logo

NISSAN LEAF

Turbo

2025-06-23 21:04:39

El-LO DE VOLTA Com a terceira geração do Leaf a Nissan inicia uma nova fase de desenvolvimento independente, mais “à Japão", onde 0 novo 100% elétrico foi pensado e desenhado. Foca-se obstinadamente na eficiência, energética e aerodinâmica, alcançando valores relevantes. Só chegará na primavera de 2026 mas já 0 conduzimos num estágio quase finalizado, no Reino Unido, onde vai ser fabricado TEXTO SANDRO MEDA EM MILLBROOK Enquanto O Micra, que também revelamos nas páginas seguintes, ainda resulta de uma ligação umbilical à Renault, O Leaf marca O regresso a um padrão de independência de desenvolvimento e fabrico mais sintonizado com a mentalidade nipónica. Foi-nos assim apresentado por alguns dos mais destacados responsáveis pelos produtos de tecnologia inovadora da Nissan, nomeadamente Shunsuke Shigemoto, comquem tivemos uma conversa muito interessante que reproduzimos mais à frente, e também O sentimos aovolante doLeafno circuito de testes de Millbrook, a norte de Londres. Embora a plataforma (CMF-EV) donovo Nissan Leaf seja semelhante a do Megane E-Tech (apenas smm de diferença na distância entre eixos) 9 tal como a arquiteturae a distribuição da bateria e dos órgãos de etransmissão, a partir daqui quase tudo foirepensado. A Nissan recorre à chinesa AESC para O fornecimento dos dois packs de baterias disponíveis (52kWhcom motor degokW. W,0u178cv,e7 com motor de 160kW, Ou 219cv), mantendo a composição lítio NMC. A opção de maior capacidade permite anunciarum alcance de 604 km WLTP e a capacidade de acumular energia suficiente para 417km em apenas 30 minutos de carga à potência de 150kW.A bateria de 52kWh tem como limite 1oskW de potência de carga e o alcance estimado é de 436km. A Nissan atribui a performance a três elementos tecnológicos nOS quais concentra os maiores esforços. Em primeiro lugar, destaca o motor elétrico (10% mais pequeno do que o do anterior Leaf, que passa a ser síncrono de magnetos permanentes, teoricamente mais caro e menos rotativo em condições limite, mas também mais preciso e potente na carga ótima de trabalho. Neste ponto, diz Nissan, entra a apurada gestão térmica de todos os elementos elétricos: bateria, motor, ar condicionado, carregador radiador. Aprendeu com os efeitos decorrentes do sistema porarrefecimentopor ar utilizado no anterior Leaf e elaborou algumas dessas soluções neste noVo cir-cuito que não só utiliza a refrigeração líquida (como quase todos os veículos elétricos atuais), como também aproveitao calor residual e o gerado pela passagem de corrente (efeito de Joule) em órgãos como o carregador interno. Associado ao sistema de navegação, o sistema procurará antecipar a temperatura ideal da bateria alguns quilómetros antes da paragem para que esta absorva mais energia em menos tempo. O terceiro trunfo apontado pela Nissan é o da aerodinâmica, com um valor de cd de 0,25 (na versão europeia de puxadores retrateis e jantes de 18” com pneus 195/60). O melhor da classe, diz a Nissan , o do Megane é de 0,29 e as referências mundiais rondam 0,20 em enormes berlinas que custam o dobro do preço previsível para o Leaf. Especialmente graças a esta caracterís-tica, são prometidos até 330km contínuos a 130 km/h na versão com bateria de 7skWh. A performance aerodinâmica é muito ajudada pelo trabalho de suavização de arestas e cortes de planos, cortinas dianteiras de fluxo variável, pela redução da folga entre painéis para 0,05mm (inferior à dos outros Nissan, diz-nos o vice-presidente para o desenvolvimento), continuidade da curva do tejadilhoe vão traseiro estendido (o Leaf tem mais 15cm do que o Megane), e ainda com carenagem completa do fundo, incluindo tampas plásticas onos furos destinados ao macaco! QUASE PRONTO A IMPRESSIONAR Este Leaf é a definição de Crossover. Tem uma frente alta e plana; para-brisas de forte inclinação, sem ser uma berlina esguia, nem um monovolume arredondado. Mais afastado do solo e com guarda-lamas salientes também podia ser um SUV coupé. Como está, agradou-nos no equilíbrio de linhas: vanguardista e imponente sem parecer estranho ou bizarro. O Leaf é um carro próximo do solo e o acesso ao habitáculo está, por exemplo, uns quatro centímetros abaixo do que encontramos no Micra, que estava ali ao lado. A posição de condução pode, portanto, ser muito baixa, mas também surpreendentemente elevada. A amplitude de ajuste do banco do condutor e do volante é muito generosa e antes de encostarmos a cabeça ao teto já se vê o topo dos faróis. O teto, muito distante dos assentos dianteiros será em aço na versão mais barata mas esta unida-de utilizava o tejadilho em vidro com partículas metálicas excitadas eletricamente para o escurecer na totalidade ou numa das metades dianteira ou traseira. A Nissan assegura conseguir o que tantas marcas prometem sem sucesso: o isolamento da entrada de luz e calor com Sol pleno. Em Inglaterra e com a cobertura vinílica do camuflado não confirmámos nem uma coisa nem outra. Conseguimos, sim, perceber que O Leaf ainda não está pronto. Estas são as primeiras unidades produzidas e ainda falta à Nissan completar um ciclo de testes e de desenvolvimento; e na verdade está quase a um ano do grande público. Sentimos um carro bem isolado do ruído, linear em curva e com progressividade percetível nas reações mais bruscas; portanto, de dinâmica promissora. As irregularidades de alta frequência pareceram bem filtradas, embora nos ressaltos bruscos será possível suavizar a reação das molas antes da chegada do Leaf, que usa elementos de amortecimento convencionais. Também será necessária uma melhor calibração do controlo de tração que interveio meia dúzia de vezes em aceleração em curva sem evidente necessidade. Em reta e até perto dos 100 km/h, o limite permitido nestas vias estreitas, a motricidade e aceleração mostrou-se em linha com o esperado num elétrico de 1,9 toneladas, com 218cv. A Nissan anuncia 7,6 segundos na melhor aceleração até aos 100 km/he e a velocidade máxima limitada a 160km/h. Além da muito versátil posição de condução, o habitáculo tem três bons lugares atrás, mesmo que a área para a cabe-ça não beneficie da reentrância ganha pelo teto em vidro. ã frente, esse efeito reforça a amplitude conseguida com a arrumação tecnológica. A passagem do módulo de ar condicionado da zona inferior do tablier para o compartimento do motor, possível pela redução de dimensão do propulsor elétrico, abriu um vão à largura da zona inferior do tablier, permitindo ao condutor, até, ver os pés do passageiro. ãs vezes, a maior amplitude atrapalha a ergonomia. Há uma gaveta porta-luvas por baixo do tablier muito escondida e o botão dos modos de condução e a ativação do e-pedal (com quatro níveis de desaceleração ajustáveis por patilhas no volante) estão no lado do passageiro, obrigando o condutor a desviar o olhar ao ponto de ativar o aviso de “distração”. A transmissão é acionada por botões fí- sicos “P, P,R,NeDeos da climatização são do tipo háptico sob plástico suave. Abaixo do nível dos cotovelos o habitáculo do Leaf apenas usa plástico rijo, mas a atenção foca-se facilmente nos dois ecrãs de 14,3” com bom grafismo e estilo de letra Nissan. Não explorámos muitas funcionalidades, mas as principais e mais “ coloridas” assentam nas funcionalidades do universo Google (Maps, Assistant e Play) com o qual é possível emparelhar o Leaf, por exemplo, para funções de rota e de carregamento em viagem para otimização dos tempos e energia de carga. Deste primeiro e breve contacto com O Leaf sobressaiu ainda a vontade dos engenheiros evoluírem O Leaf para a tração integral com a colocação de um segundo motor no eixo traseiro multibraços. O AMPLO Cinco lugares, bagageira com 326 litros de piso plano e som Harman Kardon com novecolunas nas versões de topo e altofalantes nos encostos de cabeça para mensagens dedicadas ao condutor. Há dois ecrãs de 14,3" A EFICIeNCIA O Leaf terá escolha por duas capacidades de bateria de 52kWh e de 75kWh associadas a motores de 178cv e 218cv, respetivamente. o cd de 0,25 é fundamental para um alcance máximo superior a 600km PRe-SeRIE A quase um ano da chegada ao mercado, conduzimos o Leaf ainda camuflado e em fase de afinações finais. os farolins tridimensionais replicam os caracteres japoneses para NISSAN SANDRO MEDA