AMBIÇÕES ELEVADAS
2025-06-23 21:05:19

Apostando no conforto e na qualidade de materiais e acabamentos, a quarta geração do Outlander assume 0 papel de porta-estandarte da Mitsubishi. O preço é competitivo e só a classe 2 de portagens pode ensombrar o futuro do novo SUV de tração integral da marca dos três diamantes tribulado. e o mínimo que se pode dizer sobre o desenvolvimento da quarta geração do Mitsubishi Outlander. Começou por ser pensado para o mercado europeu, até a Mitsubishi decidir abandonar o Velho Continente. Passou para OS Estados Unidos, onde já se encontra em comercialização há algum tempo. Entretanto a marca dos três diamantes repensou a estratégia europeia e aqui temos o novo Mitsubishi Outlander. Mantém a tecnologia híbrida de bateria recarregável que popularizou a geração anterior, assumindo um posicionamento mais requintado. Não chega a ser premium, mas é o suficiente para apontar à liderança de um segmento onde brilham o Volvo XC60, o Mercedes GLC ou O Toyota Rav4.com um motor elétrico em cada eixo, mais o bloco 2.4 a gasolina, o Outlander tem tração integral permanente. Os 54 120 EUR da versão Intense são muito mais acessíveis que os 70 002 EUR do Volvo XC60 T6 AWD PHEV ou que os 73 650 EUR do Mercedes GLC 300 e 4Matic com tecnologia EQ. Apenas O Toyota Rav4 (48 280 EUR) é mais acessível, mas não tem tração integral. CARROçARIA 7/10 Desenvolvido sobre o chassis base da geração anterior, o Mitsubishi Outlander continua a partilhar diversos componentes com os primos Nissan Qashqai e X-Trail. Apesar dos 4,72 metros de comprimento e 2,70 de distância entre eixos, fica-lhe a faltar a terceira fila de bancos do Nissan X-Trail. Uma nota importante em Portugal, onde a altura do capot condena O Outlander à classe 2 de portagens. Volumosa e bem construída, a carroçaria aumentou a rigidez torcional em 24% à frente e 15% atrás. Ainda não passou pelos testes de colisão do EuroNCAP, mas as cinco estrelas da geração anterior e o reforço das ajudas eletrónicas permitem antecipar um resultado positivo. Considerando as dimensões exteriores, os 498 litros da mala sabem a pouco. Comparando com os rivais superam tanto do Volvo XC60 (4681) como O Mercedes GLC (470 1). Sem tração integral ou baterias de grandes dimensões para roubar espaço, o Toyota Rav4 oferece 580l. O movimento elétrico do portão revela um plano de carga elevado e bem alinhado com o piso. Este esconde um espaço para os cabos e ferramentas. As linhas da mala são regulares, podendo ser ampliadas até aos 1427 1 pelo rebatimento 60:40 das costas dos bancos traseiros. A operação pode ser realizada desde bagageira, onde não faltam ganchos para segurar pequenos objetos ou uma tomada de 220 V. INTERIOR 7/10 Portas pequenas, com um ângulo de abertura amplo, facilitam o acesso aos lugares posteriores. O piso é um pouco mais alto do que seria desejável, sem chegar a comprometer o espaço para as pernas. Os dois lugares definidos são confortáveis, com o central a aproximar a cabeça do ocupante da moldura do teto de abrir panorâmico, por ser mais elevado. O bem-estar térmico é assegurado pelo controlo independente da climatização e pelo aquecimento dos bancos. Um par de tomadas USB-C garante o fornecimento de energia aos equipamentos dos ocupantes da fila traseira. Elevada, como se espera de um SUV, a posição de condução cria um campo de visão amplo para frente e lado. Para trás é melhor contar com a ajuda das câmaras. Volante e banco do condutor ganharam maior amplitude de regulações, facilitando os ajustes. O excesso de informação do painel de instrumentos pode dificultar a leitura, fazendo do head-up display um aliado imprescindível. Ao lado, um segundo ecrã de 12,3 polegadas dedica-se ao infoentretenimento. Tem atualizações remotas de software, serviços conectados e ligação Apple CarPlay e Android Auto sem fios. Não falta igualmente um carregador wireless de 15 W.A climatização tem uma consola separada, fácil de utilizar durante a condução. Sem ligação mecânica entre o seletor e a caixa de velocidades tipo CVT, o espaço da consola central podia ter sido mais bem aproveitado. E neste elemento que se encontram os comandos do sistema híbrido e dos programas de condução. A apresentação cuidada do interior prioriza a utilização de materiais agradáveis ao toque, intercalados por aplicações em preto lacado, metal ou imitação de carbono. A sensação de refinamento é reforçada pelo trabalhar silencioso do motor MIVEC 2.4, audível apenas quando o acelerador é pressionado a fundo. MECãNICA 7/10 Totalmente revista, a motorização híbrida combina o bloco 2.4 de quatro cilindros e 136 cv com dois motores/ geradores elétricos (um com 116 cv e 255 Nm instalado no eixo dianteiro e outro com 136 cv e 195 Nm no eixo traseiro) para desenvolver 306 cv de potência combinada. O sistema tanto pode funcionar em série como em paralelo ou garantir 86 km de condução EV fruto da bateria de 22,7 kWh, mais 49% que a geração anterior. Em conjunto com o aumento da capacidade do depósito de gasolina para 53 litros, a autonomia combinada pode chegar aos 834 km, valor importante para quem se aventurar para longe da civilização com o Outlander. Embora a gestão do modo híbrido seja feita automaticamente, o condutor tem quatro opções: Normal, modo automático; EV, propulsão elétrica; Save, prioridade à manutenção da carga da bateria; Charge, recarrega a bateria. Enquanto houver energia na bateria é possível circular até aos 135 km/h sem produzir emissões. Para continuar a conduzir no modo EV basta uma paragem de meia hora num posto de carregamento rápido com ligação CHAdeMO. Num carregador doméstico de 3 5 kW são necessárias 6,5 horas para conseguir uma carga total. Além da gestão energética, o condutor tem à disposição sete modos de condução autoexplicativos: Normal, Eco, Potência, Asfalto, Gravilha, Neve ou Lama. A estes junta-se O Controlo de Descida de Declives para que bom,senso e um Mitsubishi Outlander PHEV seja tudo o que o condutor comum precise para se aventurar fora de estrada com confiança. Ou não tivesse 199 mm de altura ao solo e ângulos de ataque e saída de, respetivamente, 18,7 e 22,5 graus. AO VOLANTE 7/10 Sabe bem conduzir um SUV à antiga, que bamboleia nas curvas, sem as pretensões desportivo/desconfortáveis dos SUV da moda. O Mitsubishi Outlander não adorna ao ponto ameaçar a estabilidade, apenas desenha as curvas longas com o ondular suave de quem vai testando o curso dos amortecedores exteriores. A suspensão McPherson com eixo traseiro multilink foi revista com o objetivo de melhorar o conforto e a facilidade de condução. Prova superada! A direção é rápida, sem grande retorno da frente, capaz de segurar curvas em apoio desde que o ângulo não seja muito fechado. Nesse caso, o Outlander deixa de obedecer ao volante, alargando trajetória. No entanto, a abordagem decidida a curvas de ângulo médio, não muito fechado, pode ser recompensada com um movimento intencional da traseira. Uma diversão pontual acompanhada do queixume reverberante dos pneus Bridgestone Alenza 255/45 R20. Borracha que não está isenta de responsabilidades no desempenho medíocre do Outlander na prova de travagem. Em condução normal, os discos ventilados de 350 mm à frente e 330 mm atrás estão à altura dos 2075 kg. Mesmo livre de ambições desportivas, o conjunto híbrido conseguiu retirar 0,2 segundos aos 7,9 s homologados para a prova de arranque até aos 100 km. A TRAçàO INTEGRAL PERMANENTE E OS 199 MM DE ALTURA AO SOLO ESTENDEM O RAIO DE AçàO PARA ALeM DOS LIMITES DO ASFALTO ECONOMIA 7/10 Com a autonomia elétrica real reduzida a 70 km, a média homologada de 0,8 l/100 km não passa de uma miragem. o nosso teste concluiu a primeira centena de quilómetros com uma média ponderada de 2 l/100 km, que subiram para 6,3 l/100 km na segunda centena de quilómetros. Valor elevado, ainda assim interessante para um SUVcom as dimensões e o peso do Outlander PHEV. Os consumos elevados agravam os custos de utilização condicionados por intervalos de revisão de um ano ou 20 000 km. Para compensar, a garantia geral estende-se até aos oito anos ou 160 000 km. Valor que supera a generalidade da concorrência. O preço e a oferta de equipamento, onde se inclui um sistema de som premium desenvolvido em parceria com a Yamaha, SàO as principais armas do Mitsubishi Outlander PHEV. O preço é particularmente importante por se tratar de um SUV com tração integral e reais aptidões de condução fora de estrada. O [ CONDUçâO ENSAIO COMPLETO: MITSUBISHI OUTLANDER PHEV INSTYLE p AO DETALHE MITSUBISHI OUTLANDER PHEV INSTYLE SêRIE PREçO 54 120 EUR (59 040 EUR VERSâO ENSAIADA) MOTOR GASOLINA;4 CIL. EM LINHA; 2360 CC + 2x ELêTRICO POTêNCIA 306 CV (100 KW) BINâRIO MAX. 203 NM POTêNCIA ESPECiFICA 129,7 CV/L | PESO 2120 KG RELAçâO PESO/POTêNCIA 6,9 KG/CV CAIXA AUTO. 1 LVEL. | TRAçâO INTEGRAL | COMP: 4,72 LARG. 1,86 ALT 1,75 r M DISTâNCIA ENTRE EIXOS 2,70 M BAGAGEIRA 498-1427 (l) DIâMETRO DE VIRAGEM 11M TRAVóES FR./TR. DISCOS VENT./DISCOS VENT. ACEL. 0-100 KM/H 7,9S IVEL. MAX. 170 KM/H CONSUMO (WLTP) 0,8 (2+)l/100 KM EMISSóES DE CO2 (WLTP) 19 G/KM RECUP. (40-80 KM/H) 3,3S NiVEL SONORO (RALENTI/RALENTI + VENTILADOR/60 KM/H/90 KM/H/120 KM/H) 0/52,1/40,3/62,1/66 DBA TRAVAGEM 0-100 KM/H 46 M BATERIA lóES DE LiTIO CAPACIDADE 22,7 KWH AUTONOMIA 86 (69+) KM TEMPOS DE CARGA 6,5 H (3,7 kW) 32 MIN. (50 KW) *VALOR ANUNCIADO o PREçO CONFORTO EQUIPAMENTO TRAVAGEM CONSUMOS EQUIPAMENTO GARANTIAS E INTERVALOS DE REVISâO PONTUAçâO TURBO (NUMA ESCALA MêDIA DE DEZ ESTRELAS) INTENSE JANTES DE 20 POLEGADAS; ILUMINAçâO FULL LED; PRIMEIRA REVISâO 1 ANO/20 O00 KM CARROçARIA BANCOS EM PELE ALCANTARA; ECRâS DIGITAIS DE 12,3 POLEGADAS; HEAD-UP DISPLAY; BANCOS E VOLANTE AQUECIDOS; SISTEMA DE SOM YAMAHA PREMIUM; REVISóES PERIóDICAS 1 AND/20 000 KM INTERIOR CâMARA 360; PORTâO TRASEIRO ELêTRICO; TOMADA DE GARANTIA GERAL 8 ANOS/160 000 KM koakokohohhahs 1500 W. INSTYLE PINTURA/CORROSâO 3 ANOS/12 ANOS MECâNICA INTENSE MAIS PINTURA BI-COLOR; AR CONDICIONADO B kkknhhsis TRI-ZONA; ESPELHO RETROVISOR DIGITAL; BANCOS EM COMBUSTiVEL APóS CUSTOS DE 15 MIL KM/ AO VOLANTE PELE PREMIUM; BANCOS DIANTEIROS COM MEMóRIA ANO (COM BASE NO CONSUMO OFICIAL) khhannahzzin E VENTILADOS; BANCOS TRASEIROS AQUECIDOS; SISTEMA DE SOM YAMAHA ULTIMATE; TETO DE ABRIR 1634 EUR (207 EUR) ECONOMIA PANORâMICO. rehe iNDICE TURBO 69,6 % 1 GOSTâMOS DIMENSóES INTERIORES EM MM LARGURA AO NÍVEL DOS COTOVELOS (FR) ....e 1470 AO NÍVEL DOS COTOVELOS (TR) 1480 ALTURA DA ANCA AO PISO DO CARRO (FR) ........ 240 DA ANCA AO PISO DO CARRO (TR) 350 ACESSIBILIDADE DIANTEIRA 920 CLIMATIZAçâO ARRUMADO TRASEIRA. 860 Não é demais louvar a utilização âs vezes são os pormenores que ÍNDICE DE HABITABILIDADE 9934 PTS* de uma consola separada para a mercam a diferença. Este é um HABITâCULO *DEFINE O APROVEITAMENTO DO ESPAÇO climatização. Tem leitura intuitiva desses casos, onde umas simples A 2200 B 1030 | C 960 | D 1050 | E170 ~ 430 INTERIOR (MÉDIA DA CLASSE: 9871 PONTOS) e é mais fácil de utilizar durante bolsas aplicadas nas costas dos a condução do que atalhos em bancos dianteiros facilitam a ecrãs. arrumação de pequenos objetos. NÃO GOSTâMOS 1090 MM e 490MM Ce 2100MM 1120MM C CONFUSO IRRITANTE Informação é algo positivo. O Limite de velocidade, saída excesso de informação pode involuntária da faixa de rodagem, causar confusão. O menu atenção do condutor.. há um "Home" é o mais complexo de excesso de assistentes que um painel de instrumentos muito redunda numa cacofonia de preenchido. alertas sonoros. @ LARGURA ® ALTURA © COMPRIMENTO © COMPRIMENTO BANCOS REBATIDOS A QUALIDADE DO ISOLAMENTO ABAFA QUASE POR COMPLETO 0 MOTOR TeRMICO, AUDIVEL APENAS EM ACELERAçáO FORTE VENTILADOS A memória e ventilação dos bancos dianteiros faz parte do nível de equipamento Instyle. Tal como o aquecimento dos bancos traseiros e o teto de abrir panorâmico YAMAHA o sistema de som foi desenvolvido em parceria com a Yamaha. 0 carregamento rápido exige ficha CHAdeMO. A iluminação LED e o portão traseiro elétrico são de série. os pneus Bridgestone Alenza 255/45 R20 SàO barulhentos. Há sete programas de condução RICARDO MACHADO